No decorrer da infância frequentemente somos indagados sobre o que seremos quando crescermos. Na imaginação de uma criança ela pode ser qualquer coisa, como um jogador de futebol ou uma linda princesa. Entretanto, entre desejar algo e conseguir são duas coisas bem distintas e que existem diversos fatores no meio do percurso.

Durante a jornada da vida, os nossos desejos pueris podem desaparecer, mudar ou amadurecer. Enfim, quando nossos sonhos começam a tomar forma é hora de investirmos cada vez mais neles, o que nos levará a gastar muito tempo e dará bastante trabalho.

Quando se trata de jogos e de esportes, a visão infantil normalmente está mais focada na diversão de se praticar algo do que ganhar ou perder. À medida em que levamos algo a sério, coisas como competitividade, níveis, talento, esforço e títulos são levados em consideração.

Antes da Ai Hinatsuru ou qualquer outra loli desse anime nascer, uma garotinha chamada Keika teve seu primeiro contato com o shogi por incentivo do pai. Por mais que fosse difícil e que a vontade de desistir aparecesse, ela amava aquele jogo, mas como disse em parágrafos anteriores, ao longo da vida muita coisa acontece. Enfim, Keika tardiamente decidiu se profissionalizar dentro do mundo do Shogi. Apesar da sua personalidade afável, ela foi presunçosa ao achar que se formaria rápido por ser filha de um jogador talentoso, mas como todos nós sabemos, talento não é hereditário. Por mais que ela fosse esforçada, Keika chegou num ponto de estagnação, onde parecia faltar algo para ela avançar. Esse “algo a mais” seria talento?  Sim. O anime até agora enfatizou a questão do talento, basta ver os outros personagens, que são jovens talentosos, enquanto ela parece ser a exceção.

Talento x Esforço

É frustrante quando nossos sonhos não se realizam ou não podem ser realizados, principalmente se são cultivados desde cedo. Tão ruim quanto a sensação de não progredir é ver os outros nos ultrapassar, pois passa uma impressão de inferioridade e impotência. Ginko e Yaichi já conseguiram títulos relevantes em suas respectivas categorias, e as novatas (Ai Hinatsuru e Ai Yashajim) são muito promissoras. O que todos eles têm em comum?  Eles começaram a praticar shogi primeiro. A insegurança e a ansiedade são os piores adversários da nossa heroína “não-loli”, pois saber jogar ela sabe, e mostrou isso nesse sétimo episódio. Antes de perder para os oponentes ela perde para si mesma.

Assim que sofreu uma derrota para a Ai Yashajin há alguns episódios, Keika saiu chorando expondo seu lado emocional abalado. Felizmente, o episódio dedicado ao seu drama chegou.  Surpreendentemente não foi necessária a ajuda do protagonista para socorrer uma das heroínas da obra. Bastou apenas uma mudança de postura e, claro, uma ajudinha da Ginko.

Esse brilho no olhar significa que a Keika estará com problemas

Se esse episódio indicava que a Keika finalmente arrasaria seus adversários, o final foi diferente do que eu imaginava (e isso é bom).

O duelo contra a “Ai 1” foi fascinante pois tinha coisas importantes em jogo tanto para a Hinatsuru quanto para a sua “irmã mais velha” no shogi. A garotinha ainda estva traumatizada por magoar uma amiga após vencê-la, e agora caso ela vencesse, ela faria Keika desistir do shogi, ou seja, a Ai estava sofrendo uma pressão absurdamente alta para a mente de uma criança de nove anos. Já para a Keika, como já sabemos, era uma partida de “vida ou morte”.

Esforço e dedicação são muito importantes e não devem ser desprezados em favor do talento nato. Todavia, talento faz sim muita diferença, tão tal que o protagonista conseguiu vencer um duelo tão complicado no começo do episódio porque ele tinha “algo a mais” que é o que chamamos de dom ou talento.

Antes de encerrar o artigo, vale mencionar que mesmo sendo muito talentosa, a Ginko reconhece que está num patamar inferior comparado ao Yaichi, e que mesmo assim quer alcançá-lo. Espero que ela seja desenvolvida nos próximos episódios.

Espero que tenham gostado do artigo e que tenha ficado com a mesma qualidade dos artigos feitos pelo redator que cobria esse anime antes de mim.

Até a próxima!

  1. Eu gostei demais desse episódio, deixando um pouco as lolis de lado, mostrando como o Yaichi estudou, treinou e batalhou para vencer o seu rival que não conseguia vencer nas partidas anteriores.

    O Yaichi viu na Ai uma possível profissional e que quis treinar para ela se tornar uma e foi meio que obrigado pala mãe da Ai-1 para se tornar uma profissional ou se não era iria se responsabilizar com o casamento meio que obrigatório.
    Quanto a outra Ai-2, foi meio que um pedido tanto do profissional como do falecido pai de loli que ele se tornasse o mestre dela, e também uma chance de tornar a outra Ai-1 uma profissional, as se tornando uma profissional.

    E ambos as duas se apaixonaram pelo mestre e estão tipo numa batalha de quem vai ficar com o Yaichi, mesmo ele vendo as duas só como sendo suas discípulas e nada mais, assim se tornando o rei das lolis. (kkkkkkk)

    O Yaichi ver a Kengo só como amiga e nada mais, uma amiga que começou a aprender e jogar primeiro no Shogi e que ela incentivou o Yaichi e entra nesse mundo também, mas ele ver ela só como amiga e ela o ver como algo além, sentimento amoroso e admiração por estar a frente dela, até porque ela disse que o Yaichi era um alienígena, que vive em outro mundo e que ela quer estar perto dele, alcançando para mais próximo que quem ama e admira.
    E desde o começo do anime sempre achei que o Yaichi tinha uma quedinha pela Keika, mesmo ela sendo mais velha que ele, pois no final que falou que se não conseguir o que quer ser, jogadora profissional ele se responsabilizaria por ela, e o Yaichi sem se exitar aceitou o pedido e dizendo que amava a Keika e ela também disse isso, mas sendo que ele era o segundo e o Shogi o primeiro, mas isso mostra que ele sempre se interessou por ela, Yaichi (16 anos) e Keika (19/20 anos).

    Esse comentário é a minha opinião no que achei do episódio, não tem como escorrer algumas lágrimas nesse episódio. E esse final, o diretor shipou bonito esses dois no final. Muito bom, gostei muito desse episódio.

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