Olá! Você, caro(a) leitor(a), ao ver uma resenha com esse título sobre qualquer que seja o anime provavelmente não tem motivação nenhuma para lê-la, mas lhe faço o convite para entender melhor os problemas dessa obra. Claramente que as críticas podem fazer com que você possua o desejo sádico de ir em busca da fonte e montar sua própria opinião.


Antes de iniciar deixarei a sinopse: em um mundo de fantasia onde as pessoas usam armas especiais com magia para combater criaturas que ameaçam a humanidade, acompanhamos dois empregados de uma loja especializada em armas mágicas, atendendo vários pedidos de clientes pela cidade.

Bom, Saredo é uma adaptação de uma light novel, “Dances with the dragons”, que possui 19 volumes e que por muito tempo foi dada como inadaptável. O objetivo do enredo é mostrar como o homem é um ser sujo capaz de fazer de tudo para conseguir o que deseja no final. Vejo que essa obra se dispõe a fazer algo sensacional, é realmente um assunto que acomete diversos campos de discussão, e que se bem abordados poderiam render um dos melhores animes de todos os tempos.

Mas, nosso interesse é saber o que realmente é o anime, e não apenas o que pretende fazer. E como em tudo Saredo é um anime mediano para ruim, a única saída que vejo para ele é o esquecimento. Vamos explorar um pouco mais o que o redator da obra, que passou um longo tempo a acompanhando, tem a comentar sobre.

Saredo é um anime do gênero de ação, mas em sua metade a ação praticamente some, dando foco somente nos trâmites políticos. Se formos analisar, o lado político bate com o ideal da obra, porém, se ela é de ação, passar 6 episódios sem uma batalha que dure mais de 2 minutos não condiz.

Muita conversa, e pouca ação.

Outro ponto sobre desenvolvimento da história é que nada, absolutamente nada, passa emoção. As batalhas existentes não chamam atenção por conta disso, não há emoção na luta e cada inimigo é apenas “mais um” que os protagonistas vão lá, suam um pouco a camisa, fazem piadinhas e acabam vencendo.

Ainda dentro da questão da história, mesmo os trâmites políticos que foram bastante levantados não tiveram um final digno. O que adianta dar foco em algo durante a obra, doando partes e mais partes de seus episódios a discursos de política e de esquemas, para quando chegar ao momento de grande desfecho tudo ser passado em apenas 1 minuto?

Levvi. Um personagem que tentou nadar contra a maré do esquecimento.

Quanto aos protagonistas Gayus e Gigina, ambos têm coisas boas a serem destacadas, mas, no geral a relação entre eles é algo muito forçado para um lado de comédia, e que na maioria das vezes não funciona, se tornando apenas um momento irrelevante. E sim, Saredo tenta mesclar comédia em boa parte de suas cenas, mas geralmente não acerta no tempo e na forma, o que faz ser algo desnecessário (claro que comédia é bem relativo, você pode acabar gostando).

Comentando de aspectos técnicos, trilha sonora: no geral é mediana, a opening é uma música bastante agradável, mas nas cenas de ação falta aquele incremento que vem das músicas de fundo; a animação: o design de personagens é bom, as cenas de ação quando existentes também são boas, mas nesse aspecto não há nada de espetacular, simplesmente entrega o suficiente e um pouquinho mais.

Uma das cidades retratadas na obra.

Retornando a obra, tenho certeza que você, caro(a) leitor(a), meio que espera um parecer se deve ou não usar de seu tempo para assistir a essa obra. É claro que, depois de tudo que já mencionei você já deve saber a minha opinião. Mas, não custa ressaltá-la: não recomendo Saredo Tsubimito Wa Ryu To Oduru para quem quer que seja. Uma obra realmente sem sal, que falta muitas atribuições para conseguir chegar a um patamar de bom. Contudo, se você se dispuser a assistir uma obra que provavelmente irá apenas esquecer depois, vá com tudo em busca de Saredo.

Não acompanho o material original, então não posso dimensionar a diferença entre os dito cujos. Como alguém que tem proximidade com pessoas da área, já entrei em contato com alguns que conhecem a ligth novel, e a maioria diz que é sim uma boa pedida, e que anime não tinha como adaptar tão bem um material tão detalhado. Então, por minha conta risco, recomendo a obra original para você, leitor(a).

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