Goblin Slayer é uma light novel publicada desde 2016 e possui algumas versões em mangá. Adaptado pelo estúdio White Fox (Akame ga Kill, Re: Zero, etc) e dirigido por Ozaki Takaharu (Shoujo Shuumatsu Ryokou, Persona 5 the Animation: The Day Breakers, etc), a obra é um belo exemplo de dark fantasy. Com cenas de estupro, mortes e sangue para todos os lados, a história segue um aventureiro excêntrico chamado Goblin Slayer (caçador de goblins) que como o nome já indica, mata goblins.

De primeira eu já gostaria de avisar que esse anime não é para qualquer um ainda que tenha um certo nível de censura. É uma obra que chega ser pesada num ponto onde você desenvolve um enorme ódio de goblins (ou não) por conta das atrocidades que eles cometem. O “engraçado” disso tudo é que por ser uma raça não tão temida e forte, muitos subestimam sua força e inteligência que apesar de relativamente pequena, é suficiente para matar inúmeros aventureiros e arrasar vários vilarejos. Claro, os grupos de goblins sempre possuem um líder, um xamã, que terá a inteligência necessária para planejar os ataques e defesas, algo que muitos perdem a chance de saber pois acabam morrendo bem antes.

Aham, deeeeeve ser sim (detalhe para a expressão da atendente)

E a obra trata de nos mostrar essa tola confiança que as pessoas comuns ou os aventureiros novatos têm sobre goblins. Inicialmente temos um grupo completamente novato que tem completa certeza de que poderão sair vitoriosos numa missão que envolve goblins, afinal, eles são fracos e burros, né? E bom, pra quem achava que iria arrasar só porque havia matado um goblin na vida ou porque era um mago formado de uma academia, podemos concluir que deu ruim. Inexperientes, com excesso de confiança e sem a supervisão de alguém mais experiente, essa missão tinha tudo para dar errado… e deu.

Seria uma pena se…

Cometeram erros básicos, não tiveram o cuidado necessário e até mesmo erraram na escolha de armamento e tomada de decisões. Todos morreram facilmente e quem sobreviveu ficou com ferimentos (um relativamente leve e outro gravíssimo). E quando a fé já havia acabado ele surgiu no fim do túnel, onde ao invés de ter luz tinha apenas desespero e a certeza que de o fim daquele grupo de goblins havia chegado. Alguém com experiência de campo e ainda melhor que isso, experiência em enfrentar e matar goblins, algo que seria a salvação da pobre curandeira e de sua companheira que apesar dos pesares ainda poderia estar viva.

Isso garota, tenha coragem, você vai precisar

Com explicações bem interessantes sobre seus métodos, tivemos uma breve aula teórica com amostras práticas logo em seguida sobre como lidar, matar e resolver a questão com um grupo de goblins. Sua frieza em matar alguém que até poderia ter alguma chance de viver foi um decreto de sua experiência e objetividade, afinal, porque perder tempo tentando salvar alguém que praticamente não tem jeito? Dê o golpe final e siga em frente pois o inimigo não te dará moleza. No fim, a vitória veio para o caçador e até mesmo as garotas raptadas foram salvas de tamanho sofrimento e ainda que sofram pelo resto de suas vidas com as lembranças, o terrível pesadelo será uma memória ao invés de uma realidade.

Nunca houve e ao menos nesse universo, nunca haverá

Foi uma bela estréia que censurou aquilo que não precisava ser mostrado e deixou aquilo que dava para “aceitar”. A parte técnica não deixou a desejar e ainda fez uso de cg em determinada cena. O que esperar desse anime você, caro(a) leitor(a), já deve saber mas a questão que fica é: o nível da estréia será mantido ou ficaremos com um gosto de que poderia ser melhor? Teremos apenas mortes e atrocidades gratuitas ou uma história decente?

  1. Eu como leitor do mangá e de certa forma da novel (senti a necessidade de ver as diferenças entre ambas as mídias, como se lê nos fóruns da obra), este primeiro episódio de Goblin Slayer em termos da história foi bem competente e fez um bom trabalho naquelas cenas que dificilmente passariam na tv (a leve censura dessas cenas foi bem feita e me deixou admirado com a astúcia do director).
    Antes de passar a comentar o episódio, a parte técnica não foi nenhum primor, mas também não foi nada abominável (tirando uma certa transição de cena, onde a armadura do protagonista foi feita em CG bruto, muito mal acabado). A parte da dublagem deixou a desejar no protagonista (não dá para levar a sério voz do protagonista, ele parece um robô), mas em compensação a voz da sacerdotisa combinou muito com a personagem.
    Agora o episódio, na primeira metade toda, estive sempre com uma sensação desconfortável de dejá-vu e quando a party de novatos partiu para uma missão que devia ser simples (matar goblins) os dados da desgraça foram lançados (bem que a funcionária da guilda podiam ter impedido, a cara dela mostrava o perigo da missão). A party dos novatos não soube planear nada, não levaram poções de cura e poções de regeneração de mana, o garoto que devia fazer o papel de tank, levou uma broadsword (uma espada média) em vez de uma espada curta, não levava escudo, onde ele estava com a cabeça. As garotas da party, por muito fortes que fossem, usar feitiços dentro de grutas apertadas nunca dá certo, o tempo necessário para recitar os encantos do feitiço pode fazer a diferença entre a vida e a morte e a party em questão não teve isso em conta. Na parte da cilada dos goblins, deu até pena da party dos novatos, o garoto não tinha habilidade alguma, a sacerdotisa não tinha papel de membro ofensivo, a bruxa não estava preparada para ataques em massa e a outra garota que sabia artes marciais em momento algum teve chance de se defender a si e aos seus companheiros. Os goblins, tanto em videojogos como em filmes geralmente parecem bem burros e fracos e ai é que se dá o erro, os goblins podem ter inteligência fraca mas eles atacam em grupo, facilmente uma horda de goblins faz pressão no melhor aventureiro com melhor equipamento.
    As partes tensas do episódio foram bem feitas e chocaram-me um pouco, tive imensa pena da bruxa, ela no preciso momento que ela levou uma facada envenenada, ela já estava morta na certa, os venenos dos goblins são muito fortes (achei honrado e humano o protagonista ter matado a bruxa, foi um golpe de misericórdia).
    O garoto, esse como não era mulher teve uma morte desumana e macabra, já não me recordo o que os goblins faziam com os corpos dos homens do mangá, mas no anime nessa cena macabra os goblins estavam a esquartejar o garoto, como se o fossem comer.
    A garota das artes marciais, essa mais valia ter se matado, aquilo que os goblins fizeram com ela, a deixarão incapacitada mentalmente para o resto da vida (um facto interessante, é que as garotas e mulheres feitas atacadas pelos goblins e que sobrevivam, vão para o templo, e passam o resto da vida lá. É quase como se fosse uma punição por elas terem sido desonradas por tais criaturas vis).
    Agora a sacerdotisa, ela não estava preparada para aquela barbárie, tive dó dela quando ela se urinou de medo e os goblins sentiram o cheiro da urina, a cara deles foi nojenta, por sorte o melhor aventureiro a matar goblins apareceu.
    Eu sou grande fã do protagonista de Goblin Slayer, a forma dele matar os goblins pode ser macabra e bruta, mas tais criaturas merecem isso e muito mais. A armadura do protagonista é bem interessante, ela é um híbrido de cota de malha com armaduras de placas (aquelas que se vêm bastantes em animes de fantasia e Isekais), outro facto interessante é que o protagonista usa as armas dos seus próprios inimigos para os matar,não tem como não o admirar e respeitar.
    A parte final do episódio, achei bem engraçado a sacerdotisa ter levado em conta a opinião do Goblin Slayer, em que ela tinha que usar armadura por debaixo dos trajes de sacerdotisa. O pior é que a garota foi escolher cota de malha como armadura, a cota de malha só protege de golpes de espada, contra lanças, e flechas não protege nada.
    Excelente artigo de primeiras impressões de Goblin Slayer Kiraht.

    • Sim, os detalhes que envolvem os erros dos novatos chega ser engraçado.
      Sobre a voz do protagonista eu achei que combinou porque ele me dá uma impressão meio robótica mesmo. Inclusive no mangá ele chega a mostrar seu rosto (não lembro se o leitor consegue ver mas dá pra ter uma ideia).
      Já a censura foi bem interessante. Estava até comentando com uma das minhas irmãs que por mais que o ato não fosse mostrado você sabia o que estava acontecendo e por isso se sentia tão desconfortável quanto.

  2. O protagonista chegou a mostrar a cara no mangá, mas apenas para os outros aventureiros, para o leitor nada.
    Os erros dos novatos foram ferramentas de roteiro, mas foram ferramentas funcionais.
    Tal como referiste a censura foi bem interessante, o director de Goblin não caiu no erro de mostrar os actos completos, isso seria bem trash. O director para mascarar tais actos usou bem os ângulos de câmara e as vozes das dubladoras fizeram o resto, o espectador mesmo sem ver, sabia muito bem o que estava a acontecer, a isso se pode chamar direcção competente.
    Quem vai fazer os artigos de Goblin Slayer?

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