Com um episódio mais calmo e tranquilo, Goblin Slayer nos trouxe o início do que parece ser uma jornada difícil e extremamente importante. Certos pontos ainda incomodam no anime (como o próprio protagonista e sua fissura por goblins e o CG que colocam nele em algumas cenas), mas ao menos a história vem progredindo num ritmo legal tentando mostrar vários aspectos do mundo por meio dos personagens.

O trio de aventureiros não-humanos finalmente apareceu e com eles veio uma notícia nada agradável. A aparição do Lorde Demônio é preocupante, pois significa uma possível queda do mundo, com isso em mente a ajuda do Goblin Slayer é solicitada. E nesse ponto ele é aquilo que já esperávamos: “dane-se tudo e todos, se não envolve goblins eu estou fora”. Ok, é fácil de entender sua resposta e atitude independente da situação, mas pare para pensar: todos vão morrer se der ruim, inclusive ele. Pode chegar num ponto onde não haverá escolha a não ser lutar e aí eu pergunto: vai morrer ou vai lutar?

E ainda que ele seja um cabeça dura em vários sentidos, existe alguém que consegue conviver com essa loucura toda, a sacerdotisa. Trabalhando a mais de um mês, ela vem conseguindo manter-se viva e ajudando ele na medida do possível. Porém, novamente vieram novatos aleatórios que de nada sabem querendo criticar seu parceiro, apenas porque ele tem um alvo específico e foca nisso. É chato ficar nessa repetição de todo episódio aparecer um aleatório e dizer que ele devia caçar outros monstros por conta de seu suposto nível. Quero dizer, que diferença faz ele pegar esse tipo de trabalho? É uma função importante que muitos falham em fazer e por ele cumprir bem, acaba salvando a vida de várias pessoas.

O ponto mais aleatório e talvez desnecessário do episódio acabou sendo a conversa entre a feiticeira (ou bruxa?) com a sacerdotisa. Ela falou, falou e falou, mas não disse absolutamente nada. É óbvio que existem outros caminhos que a jovem moça pode tomar e escolhas não faltam, mas pra quê dizer isso após dar várias voltas no assunto? Isso sem contar a velocidade em que ela fala que chegou a dar sono e vontade de pular essa parte. A sacerdotisa está com ele porque quer, seja por conta de gratidão ou qualquer motivo que seja e claro, seria interessante se em algum momento isso fosse explorado na história.

Ao menos foi interessante entender um pouco mais sobre a dinâmica dos dois. Ele dá a ela total liberdade de vir com ele e correr os mesmos riscos, afinal, entendo que ele a considera como uma companheira digna do serviço de suporte, alguém que ele não precisa proteger ou carregar no colo, mas sim confiar, uma pessoa que entende a necessidade e a importância desse trabalho e que acostumou-se com a crueldade usada para o extermínio. Inclusive isso poderá ser trabalhado e mostrado com mais precisão de agora em diante onde veremos os dois juntos de um trio experiente e competente.

Sério? Mas é claro que sim!

Uma coisa é certa: ele é péssimo em se comunicar e se expressar. Junte isso a uma elfa “velha” que julga mal certas coisas, um anão experiente e um lagarto que provavelmente será o ponto de equilíbrio no grupo. E interações a parte, a missão em si é bem difícil e delicada. A existência de um povo está ameaçada de certa forma e o mesmo nada pode fazer por conta da pressão de seus aliados. No fim, mais do que nunca as coisas vão ter que dar certo para eles e errado para os goblins. O número inimigo é desconhecido, suas bases e até mesmo sua taxa de força, mas nada disso importa para alguém movido a um ódio tão grande e objetivo.

Algo que poderia ser desenvolvido em algum momento

No mais, a animação está tranquila, exceto pelo CG que tem seu uso bem óbvio. A obra vem se mostrando uma boa fantasia (ainda que tenha cenas mais pesadas) e até então vem vindo num ritmo sem pressa onde vai explicando sobre o mundo e até mesmo sobre os personagens.

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    Este terceiro episódio de Goblin Slayer, mesmo sendo mais calmo e introdutório de novos personagens foi muito bom.
    Antes de começar, concordo plenamente com a opinião do redactor do artigo, o uso de CG no personagem começa a incomodar, fora isso está tudo bem.
    Começando pela parte que menos gostei no episódio, fiquei desiludido com o que fizeram com a Majo (a bruxa), eu até entendi o que ela estava a querer dizer à Sacerdotisa, mas era mesmo necessário falar tão pausadamente e com uma voz erótica, é assim que se estragam personagens interessantes. Pelo rumo da conversa entre a Majo e a Sacerdotisa, parecia que a Majo estava a testá-la, para ver se a sacerdotisa era mesmo capaz de acompanhar o Goblin Slayer e se esta não tinha medo dele.
    Agora os novos personagens, eu fiquei meio desiludido com o char design deles, mas em compensação o jeito de ser deles e as vozes ficaram muito boas. A Yousei (a High Elf) ficou com uma voz muito boa e o comportamento dela ficou muito bem captado pela seiyuu que lhe deu voz. O grupo da High Elf é muito estranho, quem joga jogos de fantasia, sabe que Elfos e anões nunca se dão bem e andam sempre às turras, em Goblin Slayer não podia ser diferente. Eu já gostava bastante do Lagarto Xamã no mangá, a versão tv dele não me decepcionou.
    A conversa entre o Goblin Slayer e o grupo da elfa foi muito boa, tal como referiste o protagonista parece meio alienado por goblins, mas aquilo que ele respondeu à elfa faz sentido. Se num ataque iminente do lorde demónio e das suas hordas de demónios, os goblins atacariam primeiro e destruiriam muitas vilas e cidades, já deu para ver que o protagonista é bom no combate, ele tem muita resistência física e grande habilidade com todas as armas, ele não teria problema algum em matar demónios, o que o bloqueia é o seu stress pós traumático com os goblins,esse trauma o deixa cego para a razão.
    A iteração do grupo da elfa é muito engraçada,a Elfa é péssima em perceber o clima que a rodeia e péssima em expressar-se, o anão é um guerreiro experiente e por isso entende a maneira de estar do protagonista e o lagarto é o mais sábio dos três, será ele de certeza que dará o equilíbrio na hora de trabalhar com o protagonista.
    Achei bem interessante a constatação do anão sobre o equipamento do Goblin Slayer, os anões são excelentes ferreiros e armeiros, eles sabem quando um guerreiro é experiente só pelo seu equipamento, o protagonista estava equipado com uma armadura de couro com placas de metal, que lhe dava mais agilidade em espaços fechados e a mesma coisa pelo seu armamento.
    Foi muito engraçado ver quão má é a capacidade de socializar do protagonista, ele esteve tanto tempo sozinho e afastado de todos, que ele tem muita dificuldade em exprimir-se, por sorte a sacerdotisa já o começa a compreender bem, mesmo ele não falando muito.
    A minha parte preferida do episódio, foi quando o Goblin Slayer e companhia foram acampar antes de começar o extermínio dos goblins. Nesse momento deu para ver a personalidade de cada um dos integrantes do grupo, o anão que é experiente e que gosta de comer e beber bem (como todo o anão que se preze), o lagarto é muito gente boa, a expressão dele ao comer queijo foi genuína, a elfa mesmo sendo meio mimada ela dividiu as suas rações de emergência com a sacerdotisa (rações que são proibidas de dar a humanos e anões) ela é gente boa também. Nessa parte também teve direito a uma conversa sobre de onde saem os goblins e eu não esperava que o protagonista achasse que eles vinham de uma das luas, acredito que essa resposta dele tenha sido uma metáfora, pois acredito que ele sabe como eles se reproduzem (bateu uma bad, quando ele disse que os goblins não podiam ser pessoas invejosas, pois a irmã dele não era nada disso, ai dá para ver como o protagonista respeitava e admirava muito da sua irmã).
    Ansioso pelo próximo episódio, se os goblins já não tinham chance contra o protagonista sozinho, agora que ele está numa party respeitável eles serão exterminados.
    Como sempre, mais um excelente artigo de Goblin Slayer Kiraht.

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    Agradeço XD.
    Então, a conversa entre a bruxa e a sacerdotisa me incomodou bastante por conta das falas pausadas e afins. E sim, eu até pensei nessa possibilidade sobre ela estar testando a jovem garota mas acho que poderia ter sido mais incisiva em suas observações.
    Já em relação ao novo grupo, eu sinceramente gosto bastante deles e a forma como eles agem dentro e fora do campo de batalha são uma adição incrível para a obra.
    Aliás, hoje eu estava refletindo sobre Goblin Slayer e me pergunto se em algum momento ele irá se livrar desse fardo que os goblins lhe causam ou morrerá com esse peso em seus ombros. Seria bom vê-lo com uma personalidade mais “normal” após tanto sofrimento e sangue derramado.

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    O Goblin Slayer poderá ficar um pouco mais normal, graças ao convívio com a sacerdotisa e o grupo da elfa e quem sabe mais para a frente ele também comece a se dar com as outras pessoas, mas o ódio pelos goblins nunca desaparecerá, ele matará goblins até morrer de velhice ou ser morto durante uma missão.

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