“Eu não me alimento bem longe de você, e a comida da Midorin é o meu pior castigo. Eu conto as horas para fazer uma boa refeição, mas o relógio está de mal comigo.” É com esta paródia (criada por mim) de um trecho de uma música intitulada “Fico Assim Sem Você” que eu começo este artigo.

Misha sem Tsubame é igual a queijo sem goiabada ou Piu-Piu sem Frajola, ou seja uma não existe sem a outra, não num sentido romântico (isso seria muito errado) mas no sentido que o anime só tem graça devido a interação entre elas (algo relativamente obvio).

Demitir a empregada não foi uma boa solução, e só aumentou os problemas para a menina. O porquê disso é bem simples. Misha não tem um responsável que cuide de todas as suas necessidades, cabendo a Tsubame exercer uma função maternal (mesmo que por trás, a empregada tenha intenções de caráter questionável).

O tipo de sensação sentida por Misha é muito comum, que é o fato de sentirmos falta de algo quando perdemos o mesmo. Claro que toda essa situação não foi conduzida de forma melancólica e/ou dramática, contudo, foi notável que a vida diária da garota foi afetada pela ausência de Tsubame.

Ela tinha a Midori, mas ela é inútil, exceto em limpeza, algo que me surpreendeu, pois achava que a mesma não teria nenhuma habilidade doméstica.

O fato da Tsubame ter previsto que Misha voltaria atrás na sua decisão é uma quebra para quem esperava a personagem fosse pega desprevenida com o pedido de desculpas da menina. Aliás comédias usam muito esse recurso de quebras de expectativa para gerar um efeito cômico e ao mesmo tempo de surpresa.

Achei curioso usarem leis trabalhistas como desculpa para a Midori continuar como empregada (mesmo que por pouco tempo). Enfim, com duas empregadas, problemas em dobro apara Misha e para o Yasuhiro também.

Mudando de assunto, o masoquismo da Midorin é hardcore, pois é como se ela tivesse alergia a tudo que representa conforto e comodidade. Isso foi bastante engraçado, pois ela não é só uma masoquista comum, mas sim alguém cujo fetiche chega ao extremo. Nem a psicologia ou a psicanálise saberiam explicar o comportamento absurdo da Midori. Houve uma preocupação sobre o futuro dela, pois a demissão da mesma era iminente, mas além de rica ela é sortuda e multiplicou a indenização que recebeu. Esse contraste dela ter sorte na vida e gostar de sofrer faz a personagem ser interessante e engraçada ao mesmo tempo.

Por fim, temos o misterioso caso do roubo de peças íntimas, que teve a finalidade gerar situações cômicas em torno do lado pervertido da Tsubame.

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    Flavio, Mon Brave!!! Estamos aí…Bem voltando a Uchi no Maid bem…Ainda estou esperando pela revelação da história da Tsubame, o anime continua engraçado como um “guilty pleasure” a Midorin com seu masoquismo, a Tsubame sendo uma Lollycon, o Yasuhiro com um baita complexo de inferioridade e a Misha coitada querendo ser apenas uma criança de 9 anos nesse “manicômico” todo…Abraços!

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