Bom dia!

Atrasei bastante esse artigo – que deveria ser dois, mas o artigo do episódio 12 atrasou tanto que até o do 13 já está atrasado. Também por isso virou um artigo só, mas não apenas por isso. Eles compõem uma unidade de fato.

Para além de outras questões burocráticas que me tomaram tempo, relacionadas e não relacionadas ao blog, a verdade é que eu tive mesmo dificuldade para chegar ao conteúdo final desse artigo. Foram episódios ao mesmo tempo com tanto e com tão pouco. E que carregam o peso de fornecer um fechamento para o anime, que adapta um mangá ainda em publicação.

É um caso curioso em que acredito que uma resenha do anime inteiro será mais fácil de escrever do que esse simples artigo de dois episódios. Bom, mas vamos lá?

Começando de onde o episódio 11 parou, a Touko está passando por uma grave crise de identidade após descobrir que ela não é nada parecida com sua irmã. O que ela deve fazer agora? Falta tão pouco para a peça! E depois? Será que foi tudo em vão? Será que sua irmã a perdoaria? Será que ela vai se perdoar?

E tudo isso sem que a Yuu saiba. Elas estão tão próximas mas ao mesmo tempo tão distantes. Convivendo uma com a outra o dia inteiro, dormindo juntas, no mesmo quarto, mas a Touko não se atreveu a contar nada para a Yuu. Ela tem medo.

 

Na passagem de nível, Yuu se lembra de tudo o que passou com Touko desde o dia em que ela a beijou, mas para sua frustração Touko está com a cabeça em outro lugar

 

 

Tem medo que a Yuu se incomode e comece a odiá-la. Dá trabalho cuidar de um garota perturbada, ela deve saber disso. Não só isso, mas para a Touko não há nada que a Yuu possa dizer que a vá confortar nesse momento. Tudo o que ela quer mesmo é se afundar no abraço da garota e ficar lá.

Cada vez mais isso é o que a Yuu quer também, mas ela não pode dizer e a Touko não sabe. Era nesse impasse que se encontrava o relacionamento delas no começo do episódio 12.

Esse foi o momento em que a Sayaka cresceu. Ela viu a chance e aproveitou. Não a estou acusando de ser uma interesseira, tenho certeza que ela se preocupa de forma genuína com Touko, mas será que existe paixão 100% altruísta? Não tem ali no sentimento da Sayaka nem um pouquinho de egoísmo?

 

Yuu tenta, sem sucesso, descobrir o que está acontecendo com Touko, mas Sayaka não revela

 

Mas não acho que isso importe, no final. Egoísta ou altruísta, o que importa é o resultado. E foi bom para a Touko ter alguém com quem se confidenciar além da Yuu. Realisticamente, sempre vai ser, ninguém pode depender só de uma pessoa, mas deixa isso para lá por enquanto, a história nem chegou nesse ponto.

O fato relevante é que por algum tempo a Sayaka soube de algo que a Yuu não soube, e para além de prestar suas simpatias à Touko, ela usou essa informação a seu favor também. A cena das duas na loja de conveniência é quase cômica, exceto pela seriedade do que Touko está passando. Yuu quer desesperadamente saber o que acontece com sua amada, mas Sayaka nega a informação – e com certeza está muito satisfeita e orgulhosa de si mesma por isso.

 

Sayaka estica o braço, mas não pode alcançar Touko

 

Infelizmente para Sayaka, não parece haver espaço para uma terceira perna nessa relação. O que Touko e Yuu sentem uma pela outra é bastante real. Real a ponto da Touko dizer para a Yuu que o amor que sente por ela ser a única coisa real sobre si.

E a Yuu, por sua vez, nem se pergunta mais se gosta ou não da Touko. Ela não está mais tentando descobrir que sentimento é esse, muito menos o está tentando justificar como algo “normal” que a Touko, uma garota excepcional, deva provocar em muitas pessoas.

Dadas as limitações em que Yuu ainda opera, ela está sendo tão ativa quanto pode. Convidou Touko para sua casa, e redobrou o convite mesmo com a outra dizendo que o que ela queria era despejar-se em seu amor. A Touko não sabe, mas a Yuu também quer isso.

 

Essa cara da Yuu não é a de quem não quer contato físico

 

Ou o que foi aquela cena no parque aquático, quando a Yuu ficou pensando se a Touko teria interesse por ela encharcada – estava vestida de branco? E ela leu no rosto da amada que ela parecia sim bastante interessada, e logo tratou de convencê-la a ficar por ali mesmo. Elas acabaram desistindo de ser tão ousadas quase no mesmo instante. Não importa, o que vale aqui é que as duas são adolescentes que se amam e se desejam também, fisicamente.

E essa é a relação com a Touko que a Sayaka provavelmente nunca vai ter.

Mas como eu disse, a Sayaka é importante para a Touko. Ela foi a primeira confidente quando Touko estava profundamente abalada e com medo de procurar a Yuu. No episódio 13, a Sayaka disse algo que a Touko precisava ouvir: a Mio que a Touko conheceu pode não ser toda a Mio que havia para se conhecer, mas ainda assim era a Mio de verdade também.

Será que não há mesmo chance para a Sayaka, porém? Do meu ponto de vista, acredito que não. Mas por privilegiado que seja meu ponto de vista, ele ainda não alcança o futuro. Quem sabe?

Às vezes até as pessoas que parecem as mais fortes se sentem inseguras. A cena noturna da barista e da professora mostrou isso. Quantos motivos a barista têm para se sentir ameaçada no coração de sua namorada, além de zero? Não obstante, ela não pôde evitar a insegurança, a ponto de ter deixado a professora constrangida com suas inquirições.

Retomando a linha de raciocínio central, Yuu e Touko. Yuu.

 

Yuu decide mudar a peça - e Touko

 

A Yuu está limitada pelas condições injustas de seu relacionamento propostas pela Touko: não se apaixonar. É cruel, mesmo, principalmente considerando que a Yuu já se apaixonou, faz tempo, e agora possui plena consciência disso.

Depois de convidar a Touko para sua casa, o que já foi bastante ousado – e arriscado, Yuu ouviu mais uma vez da Touko que ela não podia se apaixonar. Dessa vez, descobriu também por que não: a Touko se odeia, e não seria capaz de amar alguém que gostasse de algo que ela odeia.

Isso se conecta com o que a Touko pensou para si mesma no episódio do rio, enquanto as duas andavam de mãos dadas: o amor é um grilhão, e ao dizer a uma pessoa que a ama, se está a acorrentá-la, impedindo que mude. Mesmo quando acreditava ser como sua irmã, Touko já não era feliz consigo mesma.

Talvez seu plano inicial fosse voltar a ser “ela mesma” após a peça teatral, o horizonte escatológico que ela pretendia atingir em lugar de Mio? Bom, não importa o que ela pretendesse, tudo foi por água abaixo. Sua vida foi uma mentira. Ela quer ser sua irmã, mas não sabe como porque não sabe quem sua irmã foi, e de todo modo já é tarde demais para isso. Quem ela deveria ser então?

Encontrar uma identidade é, parece, o propósito da vida da Touko. Por isso ela não pode se dar ao luxo de não mudar. Ela tem que mudar. Para alguma coisa. Algum dia. Ela se odeia e não pode congelar do jeito que ela é.

 

Ao mesmo tempo em que as sombras cobrem seu rosto, Touko reafirma que ela precisa "se tornar" alguém

 

Mas assim como para a plateia da peça sua protagonista é a única personagem que elas conhecem, como lembrou a Yuu, para ela própria essa Touko é a única que ela conhece. Não é que ela não queira que a Touko mude jamais, mas ela quer que qualquer mudança seja para uma Touko que ela pode continuar amando. Uma Touko que ainda a ame.

Assim sendo, se a Touko está tão determinada a mudar, apesar dos protestos silenciosos da Yuu, que chegou a tremer enquanto Touko a dizia para não se apaixonar, pois então que mude, mas Yuu irá mostrar o caminho.

No fundo, Yuu continua sendo a enfermeira da Touko mesmo fora da peça. Ela precisa guiar a garota que está perdida sobre sua identidade. Ela quer guiar a Touko.

 

Na peça como na vida, Yuu tem que "cuidar" de Touko

 

Isso é muito romântico e bonito e coisa e tal, mas é só mais uma variação de um clichê ruim: a ideia de que o amor cura qualquer coisa. Na peça a Yuu é literalmente uma enfermeira! Não é ruim porque não seja bonito ou emocionante, porque claramente é. É ruim porque as pessoas tendem a acreditar que isso deva ser verdade no mundo real também.

Não é. Na vida real, alguém como a Touko precisaria é de acompanhamento psicológico profissional urgente. Ter uma namorada, alguém que a ame, seria bom também. A rede de familiares, amigos, amantes e quaisquer pessoas que possam estar ao lado de alguém com traumas ou doenças mentais é muito importante, mas o profissional é indispensável em casos graves como claramente é o da Touko – que dá sinais de que possa estar flertando até mesmo com o suicídio.

Mas não tem nada errado em curtir isso em uma ficção. É o que chamamos de suspensão de descrença. Só chamei o clichê de ruim porque, ao contrário de super-heróis, que as pessoas sabem que não existem, parece que no que diz respeito a amor realmente acreditamos ser possível curar alguém só com muito afeto e carinho.

No final, Yagate Kimi ni Naru não teve um final. E nem poderia, com o mangá ainda em andamento, não é? Talvez pudesse ter acabado em um momento mais marcante, como imagino deva ser a execução da peça teatral, mas talvez não fosse necessário. Será que teria sido melhor assim?

 

Elas já conseguiram atravessar uma etapa de seu relacionamento

 

Essa é a história sobre como duas garotas, cada uma com seus problemas na vida, se conheceram. Ok, os problemas da Touko são objetivamente maiores, mas para nós, os nossos problemas são sempre os que mais nos incomodam, não é? Então não cabe fazer comparação de desgraças.

Yuu e Touko se conheceram e por uma sequência de eventos triviais, acabaram se apaixonando. Não foi fácil, não está sendo fácil, mas raramente é. Em dada altura, parecia mesmo impossível, ou ainda que possível, parecia melhor que não acontecesse.

Mas as duas quiseram que acontecesse. Em particular, a Yuu quis que acontecesse. A Touko a mudou, ensinou-lhe o que é o amor, um sentimento que ela vinha tendo dificuldade para sentir e entender, e em troca Yuu a apoiou como ela pediu. Chegando no limite do que a Touko estabeleceu, ela decidiu ir além, e ao fazer isso ela começou a fazer sua amada mudar também.

Essa foi só a história de um começo. O final elas ainda estão tentando escrever.

 

O futuro? Só elas sabem!

O futuro? Só elas sabem!

 

  1. Bom, de um modo geral eu gostei muitos dos dois últimos episódios. O 12 demonstrando um ambiente quente e o ventilador girando para lidar melhor com o calor, me deu a impressão de uma metáfora que enfatizava controle dos sentimentos delas, principalmente os carnais, e digo que em certos momentos, a sequência de silêncio que a direção colocou nas cenas me deixou tão imersa na história, que por vezes, me via dando longos suspiros após voltar a realidade enquanto assistia. Quanto ao 13 acho que foi a decisão certa acabar assim, se fosse diferente o anime ficaria rushado e sem sentindo e ao meu ver uma das qualidade de yagakimi é a lentidão, posto que a história é basicamente um quebra cabeça. Além disso, acho que o episódio do aquário “casou” com o primeiro, pois a visão que a Yuu tinha sobre a sua falta de sensibilidade para sentir amor era como estar embaixo da água só vendo uma luz sem conseguir tocá-la, já no último, vemos que ela não só conseguiu tocar nessa luz, como também decidiu sair debaixo da água, ou nesse caso o aquário, demonstrando de vez a aceitação dos sentimentos dela e o trem pode ser ser algo como as mudanças e os caminhos para fazer a relação delas darem certo.
    Uma coisa que me chama atenção é a diferença entre os sentimentos amorosos das personagens. Acredito que as pessoas podem ter formas diferentes de mostrar amor (vamos imaginar algo saudável, claro) e para mim yagakimi deixa isso bem claro, ambas, Sayaka e Yuu, amam a Touko, mas elas têm abordagens e formas de egoísmo diferentes para lidar com esse amor, a Sayaka acredita que apenas ficar ao lado da Touko e deixá-la passar por certos momentos é o bastante, já a Yuu prefere agir e criar situações para ajudar a Touko do que esperar a coisa acontecer.
    Por fim, queria muito uma segunda temporada, foi o melhor yuri que eu já vi e uma das poucas histórias de romance que fez eu me derreter (digamos que na maioria dos casos eu tenho coração de gelo), entretanto acho difícil tal coisa se concretizar….. De qualquer forma, perdão pelo longo comentário e digo que foi um prazer acompanha as suas ótimas análises e que venha as próximas. Obrigada.

    • Fábio "Mexicano" Godoy

      Olá Ana, tá boazinha?

      Eu queria, queria muito ter visto a peça, tanto porque ela em si me interessou quanto porque teria mais jeitão de final “definitivo”. Mas essas duas estão bem longe de uma situação “definitiva”, não é? Se formos jogar o romantismo pela janela, nos é mister reconhecer que na adolescência raramente chega-se a uma situação definitiva no que diz respeito a relacionamentos amorosos. Mas o anime é romântico, então pode ignorar esse meu comentário cínico de quem já é adulto e calejado. Até porque mesmo tendo esse entendimento mais cínico da realidade nunca deixei de me emocionar com a ficção romântica – talvez eu até me emocione mais com ela hoje do que antes?

      A cena da cama, como praticamente todas as cenas importantes no anime, teve uma direção primorosa. Modificaram o material original em detalhes: no mangá, não se percebe a passagem do tempo pela mudança na iluminação e na direção das sombras, não há sequer o ventilador que a você chamou tanta atenção. Só acho que cometeram um pequeno erro de continuidade: a coberta da cama está puxada até em cima no começo, e depois quando tem o salto no tempo e as vemos deitadas, a coberta está abaixada. Isso dá muito o que pensar! Elas abaixaram a coberta? Elas foram mais longe do que parece? Mas ainda estão bem vestidas, com laço amarrado e tudo, e, no caso da Yuu, com o cabelo preso. Não faz sentido. E, com efeito, no mangá a coberta está na posição final desde o começo. Foi por ficar reparando em coisas assim que eu demorei tanto para escrever o artigo 😛

      E sim, cada um “ama” de um jeito diferente. É diferente mesmo para a Yuu e a Touko. É por causa disso que a Yuu em primeiro lugar tinha dificuldade para saber o que é “amar”: ela esperava que seu sentimento fosse como nos mangás que lê e nas músicas que escuta. Não é assim que funciona. Acho isso curioso porque a série começou explorando como o amor romântico como é retratado na ficção não é realista, apenas para depois mergulhar em um tipo de relacionamento romântico totalmente de acordo com os cânones do gênero. A lentidão de que você fala ajuda a suavizar essa transição, a ponto de eu não achá-la um problema. Mas de fato seria um problema se a Yuu já se descobrisse perdidamente apaixonada lá pelo terceiro episódio como ela se descobriu no final (e ela provavelmente já estava perdidamente apaixonada sim, a expressão operativa aqui é “descobrir-se”).

      Sobre segunda temporada … parece que o anime não fez muito sucesso. Mas sendo uma adaptação de mangá, interesses outros estão envolvidos e quem sabe seja possível. Eu também adoraria.

      E não se desculpe por comentários longos! Eu adoro 😊

      Obrigado pela visita e pelo comentário! E até os próximos animes!

  2. Sobre a cena da cama eu vi em um outro blog a sua discussão sobre a questão do lençol e devo dizer que no mangá tive a mesma impressão, mas acabei concluindo que não aconteceu nada. Entretanto, nessa mesma cena e como também foi comentado no café com anime vimos a caixa com lenço de papel embaixo da mesa, eu revi a cena e comparei com a do capítulo 5, onde a Nanami foi estudar na casa da Yuu, e digo que esse objeto não estava lá no começo e foi aparecer no 12. Se não rolou nada, pelo menos aquela caixa foi colocada ali para dar indício da existência dos sentimentos mais “calorosos” delas e que elas precisam esconder (tipo a caixa embaixo da mesa, isso é mais uma interpretação pessoal, mas tenho a impressão que quando colocamos algum objeto embaixo de outro temos, por vezes, a intenção de esconder o primeiro). Bom acredito que a produção não ia colocar isso lá à toa tendo, tendo os quadros (não sei se é assim que chama) do quarto da yuu já pronto.

    • Fábio "Mexicano" Godoy

      Sim, aquela cena foi complicada.

      Por um lado, o estúdio a modificou deliberadamente, e provavelmente nunca vamos saber se com ou sem a aprovação da autora, tampouco saberemos quais mudanças são propositais e quais são acidentais. Ok, colocar elementos a mais na tela com certeza é proposital, mas a posição da coberta? Está aí algo que pode muito bem ter sido acidental. Mas sabe-se que houve modificações propositais e que elas com certeza querem dizer algo. Por outro lado, é difícil precisar exatamente o que querem dizer. Bom, dá para partir do mais óbvio para o menos óbvio e tratar a coisa toda como probabilidades.

      É verão, está quente, e o ventilador faz sentido por causa disso. Mas poderia ser ar condicionado, não é? O ventilador com certeza faz a cena parecer mais abafada, mais sufocante, mais, enfim, quente, como aliás a iluminação amarelada do sol começando a abaixar, no final da cena, com as garotas deitadas na cama, também dá a entender. É uma cena sem dúvida quente. Quente literalmente, quente metaforicamente. Isso provavelmente justifica os lenços também: são para enxugar o suor. Isso é o óbvio.

      Não tão óbvio é a função secundária dos lenços e a mudança na posição da coberta, que serviriam para sugerir que algo além de beijos aconteceu entre as duas. Isso atiça a nossa curiosidade, não é? A cena no vestiário foi tão, veja só, quente também, e agora estão com mais tranquilidade no quarto da Yuu, na cama da Yuu, depois da Touko pensar não especificamente em coisas que podem talvez ir muito além do beijo.

      Mesmo assim a Yuu está de cabelo preso, as roupas estão bem vestidas com laços bem amarrados e tudo. Igual ao mangá. Respeitando o mangá. Pode ter acontecido algo? Talvez. Na ausência de elementos mais certeiros, me parece mais provável que foi só fanservice – de um tipo mais psicológico e menos visual.

  3. Vai ter alguma review final sobre yagate?
    Eu sabia que muita gente iria ficar desapontada com a peça mas eu acredito que trará um impacto maior a quem for ler o mangá, esse último ep me deixou com gostinho de quero mais haha. Seria ótimo uma segunda temporada. Esse anime me de fez ter sentimentos controversos como kuzu no honkai (é claro que são abordagens distintas) mas foi ótimo a experiência que tive ao assitir estes animes, e também de acompanhar suas reviews.

    Até o próximo anime 🙂

    • Fábio "Mexicano" Godoy

      Olá Hayssa, tudo certinho?

      Vai ter resenha sim! Até evitei alguns assuntos nesse artigo final por causa disso, hehe.

      Eu achei que fosse ficar realmente frustrado se não tivesse a peça, mas acho que foi um final muito bom, então estou em paz e satisfeito com as coisas como foram. Infelizmente não acredito em uma segunda temporada, mas quem sabe, né? O anime não foi muito popular, isso diminui drasticamente as chances.

      O relacionamento da Yuu e da Touko é cheio de problemas (principalmente por causa da Touko), mas acho-o muito menos controverso que os relacionamentos de Kuzu no Honkai. Não sei dizer se isso é bom ou é ruim. Por um lado, acaba sendo um anime mais otimista, aconchegante, “fofo”, se quiser. Por outro, Kuzu no Honkai era perverso justamente para criticar tanto esse tipo de relacionamento abusivo quanto a sua retratação pela mídia, enquanto Yagate Kimi ni Naru começa com o que pode ser uma crítica (a personagem que acha que é incapaz de amar porque seus padrões de “amor” foram construídos lendo mangás), mas rapidamente se conforma a um tropo muito comum e potencialmente problemático, como eu critiquei nesse artigo: a “cura através do amor”.

      No mais, espero te ver nos próximos animes também (além da resenha)! Apesar que até agora estou achando a temporada nova bastante … fraca? Bom, quem sabe algum anime inesperado ainda me cativa, não é?

      Obrigado pela visita e pelo comentário! 😊

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