Bom dia!

Decidimos reunir o maior time de especialistas em animes que pudéssemos e perguntar a cada um deles: Qual foi o melhor anime de 2018? E se não for abusar muito, poderia dizer quais os melhores em cada um dos seguintes gêneros: AçãoEsporteComédiaDramaSlice of lifeRomance, e Horror/Suspense?

Ninguém tão importante assim quis nos atender, então decidimos fazer uma coisa mais caseira. Os membros da equipe do Anime21 se reuniram em conclave para decidir quais os melhores animes de 2018!

Nossa série de melhores do ano, iniciada uma semana atrás, chega ao fim com os melhores animes do ano. Aguardou ansioso(a) por esse artigo? Espero que sim, porque eu e toda a equipe do Anime21 estávamos ansiosos para publicá-lo!

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Imagem de capa: Fotografia do Lago Fryxell, Antártica, Joe Mastroianni, 2002.

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Bom dia!

Decidimos reunir o maior time de especialistas em animes que pudéssemos e perguntar a cada um deles: Qual foi o melhor anime de 2018? E se não for abusar muito, poderia dizer quais os melhores em cada um dos seguintes gêneros: AçãoEsporteComédiaDramaSlice of lifeRomance, e Horror/Suspense?

Ninguém tão importante assim quis nos atender, então decidimos fazer uma coisa mais caseira. Os membros da equipe do Anime21 se reuniram em conclave para decidir quais os melhores animes de 2018!

Nesse artigo publicamos os 5 melhores animes de Romance de 2018.

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Imagem de capa: Feliz Tanabata, hybrid时南

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Bom dia!

Yagate Kimi ni Naru, também conhecido pelo seu nome em inglês, Bloom Into You, e pela abreviação do original japonês YagaKimi (que eu prefiro usar) é um excelente anime do gênero romance de 2018, e ouso afirmar que salvou o subgênero yuri (romance entre garotas ou mulheres) depois dos malfadados Netsuzou Trap e Citrus.

É uma história sobre como duas garotas, Yuu e Touko, se conheceram, como uma se apaixonou pela outra, e como deram os primeiros passos nessa relação, não exatamente conturbada mas longe de ser fácil.

O mais difícil, no final das contas, é não se apaixonar por elas e torcer forte a cada episódio.

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Bom dia!

Atrasei bastante esse artigo – que deveria ser dois, mas o artigo do episódio 12 atrasou tanto que até o do 13 já está atrasado. Também por isso virou um artigo só, mas não apenas por isso. Eles compõem uma unidade de fato.

Para além de outras questões burocráticas que me tomaram tempo, relacionadas e não relacionadas ao blog, a verdade é que eu tive mesmo dificuldade para chegar ao conteúdo final desse artigo. Foram episódios ao mesmo tempo com tanto e com tão pouco. E que carregam o peso de fornecer um fechamento para o anime, que adapta um mangá ainda em publicação.

É um caso curioso em que acredito que uma resenha do anime inteiro será mais fácil de escrever do que esse simples artigo de dois episódios. Bom, mas vamos lá?

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Bom dia!

Daqui para frente, tudo vai ser diferente. Isso é um verso de música ou de alguma coisa assim que eu sei desde criança e não faço ideia do que seja, mas acho que se aplica bem a esse episódio de Yagate Kimi ni Naru.

Que alguma coisa, em algum momento, iria balançar a convicção da Nanami, a gente já sabia. Sem isso a história ficaria estagnada.

E finalmente aconteceu.

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Bom dia!

Duas coisas importantes foram reveladas nesse episódio: a peça escrita pela Koyomi para o Conselho Estudantil interpretar, e a circunstância da morte da irmã mais velha da Nanami, origem de toda a sua personalidade e traumas.

Ao longo do episódio, Yuu, que preferia não interpretar papel nenhum na peça, “interpreta” o papel de não-apaixonada pela Nanami e as duas encenam um romance que não sai do lugar.

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Bom dia!

O dia da gincana esportiva do colégio chegou e já passou, em um episódio em ritmo tão acelerado quanto se espera desse tema. Até a animação mudou um pouco, foi mais dinâmica, fluída, permitiu aos personagens ficarem mais distorcidos, foi bonita de ver mesmo.

Nas cenas íntimas entre Yuu e Nanami, porém, a mesma animação de sempre, que também é bonita para o que se presta.

Na pista de atletismo, todos queriam atravessar a linha o quanto antes. Entre quatro paredes, a ansiedade se misturou com o medo. Algumas linhas foram atravessadas, outras foram mantidas a duras penas.

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Bom dia!

Todos os episódios de Yagate Kimi ni Naru são divididos em duas esquetes, antes e depois do intervalo, mas o ritmo da história é normalmente tão natural que é como se fosse exatamente a mesma coisa: a segunda esquete é continuação direta da primeira, tanto narrativamente quanto tematicamente.

Dessa vez não foi assim. A primeira esquete manteve o foco na Sayaka, que veio desde o episódio anterior, só que dessa vez serviu para esclarecer as coisas entre ela e a Yuu, além de aliviar a tensão que existia entre elas.

A segunda esquete voltou ao casal principal, e retomou o que eu disse no episódio do rio: será que para a Nanami poderia ser qualquer uma?

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Bom dia!

Ao invés de não ter os clichês do gênero, como cheguei a acreditar nos primeiros episódios, YagaKimi os usa com parcimônia e se esforça para que sua história seja verossímil.

Um clichê comum em yuris é que não só o mundo tende a ter apenas garotas, como elas tendem a ser todas lésbicas. É yuri para todos os lados. Claro que nem todos são assim, mas nós vemos isso, por exemplo e para falar de uma obra recente, em Citrus.

Sakura Trick, um pouco mais antigo, é um anime no qual literalmente todas as personagens são garotas e têm uma namorada. Um exemplo ainda mais antigo e mais famoso (e digno dessa fama) é Aoi Hana, com sua escola feminina com vários casais (tem teatro em Aoi Hana também, aliás).

Não me entenda mal. Não estou no time de quem acha que “clichê é ruim”, muito pelo contrário. Clichês são necessários. Mas há uma diferença entre simplesmente usar um clichê para que ele conte a história por você ao invés de contar uma história na qual o clichê se encaixa e a reforça.

Yagate Kimi ni Naru até aqui se encaixa nesse segundo caso. Por isso no começo achei que estava simplesmente evitando clichês. Não estava. Só estava contando sua história no ritmo que achou por bem contar. E agora sim, no episódio 7, as lésbicas começam a vazar pelo ladrão.

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Bom dia!

Rios e a imaginação humana têm uma longa história conjunta. Rios dos mortos, como o Aqueronte do submundo grego, ou o Sanzu do budismo japonês, mas também rios sem nome e bem menos populares como aquele de Guimarães Rosa em seu conto A Terceira Margem do Rio.

O rio é uma barreira natural. Uma das mais fáceis de superar, seja a nado, embarcado, ou a pé mesmo, se for raso o suficiente, mas mesmo que construamos uma vistosa ponte para atravessar um rio em segurança, ele continua lá embaixo, imovível, dividindo o mundo entre o lado de cá e o lado de lá.

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