Ao considerar as personagens de Asobi Asobase, o único senão que me vem a mente é o irmão de Olivia. Mesmo com seu comportamento desagradável no esquete final desse episódio 11, a série consegue alcançar seu nível habitual de absurdo de maneira inteligente, apostando em seu texto e na força de suas personagens. Ainda que as passatempeiras ocupem um espaço que podemos considerar secundário, os coadjuvantes tomam à frente das ações e enriquecem o que já é engenhosamente bizarro. As duplas presidente do Conselho Estudantil/vice-presidente e Oka-san/Agrippa são geniais. E merece destaque a maneira como Asobi Asobase costura os segmentos, executando perfeitamente a continuidade entre eles. O episódio 11 é um dos mais engraçados, aproveitando o seu elenco e revelando que, realmente, normalidade é um item fora de moda em Asobi Asobase.

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Uma das principais forças de Asobi Asobase é o trabalho de suas seiyuus. E não apenas das que dão voz às protagonistas, mas também aquelas que proporcionam vida ao elenco secundário. E agora junta-se ao grupo a dubladora Shuu Uchida, ou melhor, Fujiwara, uma excelente aluna em inglês, cuja imagem está associada à literatura clássica japonesa por causa de sua aparência, que lembra ilustrações antigas. Uma ação da garota, incluindo uma chantagem, ajuda a criar a situação que domina o décimo episódio: a suspeita quase obsessiva – com evidente desejo – de Kasumi a respeito de Aozora-san. Kasumi, aliás, domina os segmentos, com sua ansiedade nervosa, incompreensão de sentimentos e delírio criativo. Um episódio hilário, em que muita coisa acontece: um beijo, a volta da inquisidora Hanako, a produção de um filme tosco e as meninas tentando descobrir o gênero de Aozora-san.

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Olivia é o centro das atenções no 9º episódio, ainda que não seja a estrela máxima de todos os segmentos. Asobi Asobase caminha em terreno arenoso neste capítulo, já que temos androide que se parece com uma boneca inflável e um lolicon em cena. Mas o mérito da série é saber o que há de ridículo nos personagens (utilizado por dramaturgos como Aristófanes, desde a Grécia Antiga) e usar isso em seu favor, deixando perceptível o patético atrelado ao comportamento deles e o embaraço que provocam, principalmente por intermédio das reações enfáticas ou constrangidas daqueles com quem contracenam, sem perder o rumo da comédia. Em uma loucura crescente, as mentiras de Olivia a assombram e o seu excêntrico irmão aparece para provar a Hanako que a imaginação pode ser algo realmente frustrante. Um episódio impagável, com momentos sublimes de vergonha alheia.

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O 8º episódio de Asobi Asobase apresenta todas as qualidades demonstradas pela série até o momento: algo tão cotidiano que é engolido por uma espiral de loucuras, o exagero e a intensidade de suas protagonistas e a consciência dos limites de cada esquete. Muitas vezes o desconhecimento a respeito de um assunto e um mal-entendido são adicionados ao pacote. O episódio não recorre tanto ao elenco secundário, o que prova que as passatempeiras funcionam soberbamente quando o trio deixa o trilho do humor escrachado descarrilhar… com efeito arrebatador.

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Mais uma vez, Asobi Asobase utiliza muito bem o seu elenco, o que faz com que personagens e segmentos anteriores sejam ressignificados. Um exemplo é a presidente do Conselho Estudantil, que não é apenas uma garota “involuntariamente” sincera que deseja ser diplomática, ela tem um lado mais obscuro ainda, ao manter um livro com informações e segredos de alunos e professores. Além disso, temos momentos singulares e geniais de como trabalhar temas e situações que são clichês em animes, como o tamanho dos seios das personagens. O sétimo episódio da série comprova que seja o inusitado, seja o simples, acionando-se o extraordinário ou o requentado, as gargalhadas (sem culpa!?) estão garantidas.

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O sexto episódio de Asobi Asobase é uma aula de como uma série deve respeitar seus atributos e ainda conseguir acrescentar novos elementos para torná-la mais sólida, de quebra, apresentar um pouco mais da personalidade de suas personagens. O que faz do anime um programa tão atraente e inteligente é a forma como as tolices de suas protagonistas e o absurdo, que são seus fundamentos, chegam a um ponto em que parece não haver limite e a sensação é que em algum momento a piada irá afundar, aí de repente ocorre um desdobramento inesperado e já estamos rindo da curva tomada pelo seu humor. Cada esquete do episódio 6 é sensacional, com drama, Hanako aprendendo uma lição e decapitando um robô, problemas com os cabelos e traição no passatempo.

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O episódio quatro de Asobi Asobase tem laser lançado pelas nádegas, já o episódio 5 traz o terror espalhado por um boneco de cocô com uma lâmina que está solto na escola devido a um jogo de ocultismo. Asobi Asobase continua criativo, bizarro, exagerado e sem medo de se arriscar. Porém, quando um programa de comédia trabalha com esquetes, não é de se surpreender que ao compará-los haja algum desequilíbrio entre eles. Dependendo do que seja o descompasso, talvez não venha a se configurar como um grande problema. No caso do episódio 5 de Asobi Asobase, pode-se dizer que tal desacerto não chega a ser prejudicial à série.

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Como você sabe (ou vai ficar sabendo agora), quase todos os animes lançados nas temporadas tem uma fonte original. Alguns vieram de mangás, outros vieram de light novels, games ou até mesmo de visual novels. Há exceções, é claro, temos alguns animes originais nessa temporada (como Shoujo Kageki Revue Starlight e Sirius the Jaeger) e esse artigo tem como finalidade mostrar alguns dos animes da temporada de julho de 2018 que tem versão em mangá, seja original, seja como só mais uma adaptação de outra mídia.

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“Sabes qual é a minha preocupação maior? É matar o tédio. Quem prestasse este serviço à humanidade seria o verdadeiro destruidor de monstros”. Se Eugène Fromentin, pintor e escritor francês do século XIX, de repente fosse transportado para o ano de 2018 e assistisse os episódios de Asobi Asobase, talvez exclamasse em alto e bom som “Encontrei!”. O episódio 4 da série é arrasador. Testa os limites de sua comédia de gags surreais sem perder o “fio da meada” em nenhum momento. E uma das grandes sacadas do episódio é a retomada do shogi como um esporte em que as pessoas lançam laser de suas nádegas. Ou melhor, a revelação da fonte em que Hanako extrai essa informação absurda. Um acerto notável do roteiro, construindo conexões entre os esquetes. O que traz o elemento surpresa para a singular loucura que marca Asobi Asobase.

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Umas das principais qualidades de Asobi Asobase é o modo como trabalha e apresenta as personalidades de suas protagonistas, que são díspares umas das outras. No entanto, a diferença entre elas não atrapalha o entendimento sinistro que chegam a ter em determinadas situações. Se Kasumi é inteligente, tímida, centrada, mas assustadora quando motivada, Hanako é o seu oposto, sendo a extrovertida do grupo, à procura da popularidade, e é a que entra em desespero facilmente, já Olivia é uma hábil manipuladora, que se fica facilmente entediada, porém é uma amiga com quem se pode contar (basta observar como luta para manter o clube dos passatempeiros). O terceiro episódio evidencia essas diferenças, mas revela o quão unido o clube está e o que as garotas estão dispostas a fazer para mantê-lo: desde uma chantagem básica à uma disputa de arremesso de sapato. E isso proporciona uma quantidade generosa de risos incontidos.

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