O sexto episódio de Asobi Asobase é uma aula de como uma série deve respeitar seus atributos e ainda conseguir acrescentar novos elementos para torná-la mais sólida, de quebra, apresentar um pouco mais da personalidade de suas personagens. O que faz do anime um programa tão atraente e inteligente é a forma como as tolices de suas protagonistas e o absurdo, que são seus fundamentos, chegam a um ponto em que parece não haver limite e a sensação é que em algum momento a piada irá afundar, aí de repente ocorre um desdobramento inesperado e já estamos rindo da curva tomada pelo seu humor. Cada esquete do episódio 6 é sensacional, com drama, Hanako aprendendo uma lição e decapitando um robô, problemas com os cabelos e traição no passatempo.

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Em tempos de luta contra crimes sexuais, como o assédio e o abuso, uma cena em que um condenado por um desses atos grita que ama garotas do ensino médio ao presenciar adolescentes apertando a bunda uma das outras presta um desserviço por apelar gratuitamente para um fetiche, premiando um pervertido e reacendendo nele os seus desejos libidinosos. Mas temos mais problemas nesse segmento: Madoka Kushitori, a capitã do time de Kabbadi, o chama de mestre, e ele é apenas um sem-teto que paga pela sua ação vil do passado, a de ter molestado uma estudante do ensino médio, supostamente por querer consumir a energia dela, já que ele andava esgotado emocional e fisicamente. Para piorar, mesmo com a clara expressão de repulsa de Manana, Madoka se solidariza com o relato. Ela volta a apertar bundas, já que tem uma compulsão e isso é algo que lhe proporciona prazer (cabe discussão também sobre a representação lésbica no anime). Apertar bundas sem consentimento, sabemos, é errado. O segundo segmento de Chio-chan no Tsuugakuro mantém em alta a dinâmica entre Chio e Manana, que são amigas trolladoras, terríveis, mas que se adoram. Porém, a loucura afetuosa (ou afetuosa loucura), com deboche, presepada e rivalidade, que rola entre as garotas é insuficiente para dirimir os equívocos da primeira parte.

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O amor de Satou é um amor egoísta. Ela corre para os braços de Shio em desespero, quando precisa se livrar da amargura do mundo, da amargura acorrentada em seu espírito. Satou não ouve Shio. A criança tem suas dores para compartilhar neste quinto episódio, quer expiar sua suposta culpa, confessar sua mentira, mas Satou, apesar de sua preocupação com a tristeza evidente de Shio, pretende manter a todo custo sua vida açucarada feliz. A menina chega a falar da família, algo que talvez seja a primeira vez que faça. No entanto, Satou não escuta Shio.

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Ainda que a metalinguagem apresente que Jashin-chan foi invocada a partir de um grimório adquirido por Yurine em um sebo, a ausência de informações sobre o passado das protagonistas pesa enormemente. A loli gótica é uma sádica que tem prazer em tortura Jashin-chan, mas ela se mostra atenciosa e gentil com as outras personagens, principalmente com Pekora. Acredito que a série tem a ganhar com uma exposição sobre a relação de Yurine e a loira-serpente. Um mini flashback talvez resolva a questão. Será que Yurine é brutal com Jashin pelo simples motivo da demônio ser capaz de se regenerar? Por enquanto Jashin-chan Dropkick parece um cão que tenta morder o próprio rabo e não sai do lugar. Pelo menos há a revelação de Minos e Jashin serem amigas de infância. Mas a maior participação da minotauro – um personagem bem simpático – no episódio evidencia que também ela é uma agressora de Jashin, só que involuntária. Um tipo de amiga que não mede as consequências de seus atos.

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O episódio quatro de Asobi Asobase tem laser lançado pelas nádegas, já o episódio 5 traz o terror espalhado por um boneco de cocô com uma lâmina que está solto na escola devido a um jogo de ocultismo. Asobi Asobase continua criativo, bizarro, exagerado e sem medo de se arriscar. Porém, quando um programa de comédia trabalha com esquetes, não é de se surpreender que ao compará-los haja algum desequilíbrio entre eles. Dependendo do que seja o descompasso, talvez não venha a se configurar como um grande problema. No caso do episódio 5 de Asobi Asobase, pode-se dizer que tal desacerto não chega a ser prejudicial à série.

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Se a relação Chio-Manana domina o episódio 4 com situações em que os bons e velhos costumes conduzem à pergunta “Elas são mesmo amigas?”, no quinto episódio temos a exteriorização desse questionamento. Com a amizade à prova, ou melhor, precisando ser provada, as garotas criam o melhor momento da série até agora: a dança Mananacchio, que é tão emocionante e engraçada, que torna viável a sentença de Manana dita a Momo de que só pessoas sem amigos tem uma visão idealizada do que seja a amizade.

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O episódio 4 de Happy Sugar Life não é tão impactante quanto os anteriores, mas apresenta novidades, reforça identidades e acrescenta elementos ao mistério. Mais de Shio é exposto, contando aí sua noção de autopreservação. E em relação a Satou, seu lado assassino atua para o(a) espectador(a). Um episódio que completa satisfatoriamente a tensão suscitada pelo “passeio noturno” de Shio e ao mesmo tempo indica que mais pesadelos estão por vir, sejam provocados por fantasmas do passado, sejam incitados por monstros do presente.

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Para o bem ou para o mal, os melhores momentos de Jashin-chan Dropkick estão na constante sequência trollagem/exploração – rompimento – reconciliação – cenas de amor e amizade que envolve Jashin-chan e Medusa. O positivo nesta repetição é que características e sentimentos se reforçam e possibilitam entender melhor as personagens. Porém, o que há de negativo nesta repetição é justamente a repetição, que, em decorrência da relação entre elas não ser o plot da série, pode-se tornar uma muleta involuntária ou provocar fastio. O episódio 4 de Jashin-chan Dropkick, no geral, chega a apresentar alguma graça, mas a falta de um prólogo começa a pesar.

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“Sabes qual é a minha preocupação maior? É matar o tédio. Quem prestasse este serviço à humanidade seria o verdadeiro destruidor de monstros”. Se Eugène Fromentin, pintor e escritor francês do século XIX, de repente fosse transportado para o ano de 2018 e assistisse os episódios de Asobi Asobase, talvez exclamasse em alto e bom som “Encontrei!”. O episódio 4 da série é arrasador. Testa os limites de sua comédia de gags surreais sem perder o “fio da meada” em nenhum momento. E uma das grandes sacadas do episódio é a retomada do shogi como um esporte em que as pessoas lançam laser de suas nádegas. Ou melhor, a revelação da fonte em que Hanako extrai essa informação absurda. Um acerto notável do roteiro, construindo conexões entre os esquetes. O que traz o elemento surpresa para a singular loucura que marca Asobi Asobase.

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O que chama a atenção no quarto episódio de Chio-chan no Tsuugakuro é a química entre Chio e Manana. Elas estrelam os três esquetes do episódio e a sintonia entre as garotas rende momentos hilários, comprovando que a série ainda tem o que revelar sobre suas personagens. Então há muito o que se explorar, e mesmo que haja repetição de um ou outro evento, a reação delas ou a solução para a cena podem ser algo inesperado.

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