O penúltimo episódio de Chio-chan no Tsuugakuro tem seus dois segmentos focados em suas personagens e em assuntos cotidianos, ambos ligados, de alguma maneira, à saúde, já que tanto a privação de sono, quanto os odores corporais podem acarretar mal-estar (físico e psicólogo) e até significar doenças. Como se trata de uma comédia, o que não falta é humor a respeito dessas condições. Nesse episódio, o absurdo não é algo tão presente, a sua comicidade é extraída das ações e reações das personagens a partir de uma situação comum – que não deixa de ser extrapolada ao máximo – e dos monólogos internos. Os esquetes são engraçados, valendo-se do carisma de Chio-chan, e da química poderosa que a garota tem com Manana. Porém, é notável que falta o tempero do exagero, uma loucura a mais. Ainda assim, o resultado é satisfatório, com alguns momentos inspirados.

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Chio-chan no Tsuugakuro não teme explorar a comédia em seus diversos aspectos: o absurdo sem freio, o absurdo com as rédeas nas mãos, a piada suja e a anedota mais simples, porém com espaço para as personagens, estão entre eles. O resultado varia bastante ao longo dos episódios. Há muitos momentos que são tesouros cômicos. E alguns, pouco felizes. O episódio 10 pertence a cepa do humor extraído do cotidiano, mas com certa extrapolação. Momo ganha destaque, estando mais próxima das protagonistas. E a menina do kancho ressurgi, e as suas ações no episódio 7 são explicadas. Chio-chan no Tsuugakuro usa seu elenco de modo eficiente na reta final, com um texto, se não ousado, bem elaborado e engraçado.

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Em sua reta final, Chio-chan no Tsuugakuro entrega um episódio engraçado, mas morno. As piadas dos segmentos não alcançam seu potencial, jogando com elementos poucos originais, nos quais incorpora algumas referências, porém sem o brilho do absurdo de seus melhores momentos.

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Chio e Manana são uma dupla imbatível. O oitavo episódio de Chio-chan no Tsuugakuro traz as garotas em duas situações muito bem elaboradas, com as diferentes facetas da amizade e de suas personalidades movimentando os segmentos. O interesse dessa dinâmica é que Manana está distante de ser uma escada, por assim dizer, para Chio brilhar com suas referências ao mundo dos games e sua filosofia do “manter-se na linha do mediano”. Além disso, uma apresentação interessante de uma personagem secundária, Momo Shinozuka, membro do Conselho Disciplinar, apesar de ser um desfecho que não recorre à comédia.

Chio-chan no Tsuugakuro consegue retomar o caminho do absurdo – com fatos que, se não improváveis, exageram o cotidiano –, do referencial ao universo dos animes e games e do humor inteligente, com um timing quase perfeito, sem apelar para piadas grosseiras ou personagens duvidosos (por enquanto, já que o preview aponta o retorno).

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O que há de instigante no sétimo episódio de Chio-chan no Tsuugakuro é a possibilidade de perceber algo recorrente em comédia, que é a apresentação de um discurso e a quebra da expectativa gerada por ele, e é justamente daí que é extraído o humor. A eficácia do método irá depender do gosto do freguês, já que frustração e triunfo são faces da mesma moeda. Alguns problemas do episódio passado se repetem, mas a execução das piadas mais pesadas é menos infeliz dessa vez – com o esforço de tornar o absurdo mais eloquente, isto é, a anedota ser observada por mais de um viés.

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Em tempos de luta contra crimes sexuais, como o assédio e o abuso, uma cena em que um condenado por um desses atos grita que ama garotas do ensino médio ao presenciar adolescentes apertando a bunda uma das outras presta um desserviço por apelar gratuitamente para um fetiche, premiando um pervertido e reacendendo nele os seus desejos libidinosos. Mas temos mais problemas nesse segmento: Madoka Kushitori, a capitã do time de Kabaddi, o chama de mestre, e ele é apenas um sem-teto que paga pela sua ação vil do passado, a de ter molestado uma estudante do ensino médio, supostamente por querer consumir a energia dela, já que ele andava esgotado emocional e fisicamente. Para piorar, mesmo com a clara expressão de repulsa de Manana, Madoka se solidariza com o relato. Ela volta a apertar bundas, já que tem uma compulsão e isso é algo que lhe proporciona prazer (cabe discussão também sobre a representação lésbica no anime). Apertar bundas sem consentimento, sabemos, é errado. O segundo segmento de Chio-chan no Tsuugakuro mantém em alta a dinâmica entre Chio e Manana, que são amigas trolladoras, terríveis, mas que se adoram. Porém, a loucura afetuosa (ou afetuosa loucura), com deboche, presepada e rivalidade, que rola entre as garotas é insuficiente para dirimir os equívocos da primeira parte.

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Se a relação Chio-Manana domina o episódio 4 com situações em que os bons e velhos costumes conduzem à pergunta “Elas são mesmo amigas?”, no quinto episódio temos a exteriorização desse questionamento. Com a amizade à prova, ou melhor, precisando ser provada, as garotas criam o melhor momento da série até agora: a dança Mananacchio, que é tão emocionante e engraçada, que torna viável a sentença de Manana dita a Momo de que só pessoas sem amigos tem uma visão idealizada do que seja a amizade.

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O que chama a atenção no quarto episódio de Chio-chan no Tsuugakuro é a química entre Chio e Manana. Elas estrelam os três esquetes do episódio e a sintonia entre as garotas rende momentos hilários, comprovando que a série ainda tem o que revelar sobre suas personagens. Então há muito o que se explorar, e mesmo que haja repetição de um ou outro evento, a reação delas ou a solução para a cena podem ser algo inesperado.

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Chio-chan tem uma tese, a lei do menor esforço. Se você é uma estudante (ou pessoa) abaixo do mediano, é deixada em paz. Aqueles que se destacam sofrem com a exigência pela manutenção do alto desempenho e estão sempre sob os holofotes, isto é, precisam manter as expectativas que os outros têm sobre eles. Chio-chan quer evitar isso. Se você não aparece, não chama a atenção, não é cobrado para dar conta das esperanças alheias. Porém, desafios e problemas não param de cruzar o caminho dela para a escola. E o resultado disso? Comédia. E também a certeza de que Chio-chan só não alcança reconhecimento em diversas atividades, porque é algo que simplesmente está fora de seus planos.

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O caminho para a escola da Chio-chan é um percurso em que o absurdo domina.  Porém, não se pode afirmar que seja despropositado, já que a irreverência e a crítica social (e comportamental) estão por todos os lados. Rir da e com a Chio-chan é um programa imperdível, e o segundo episódio mostra que exagerar a realidade é a melhor forma de desnudá-la.

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