E com 45 minutos em sua estreia, Tate no Yuusha começou e nos mostrou um pouco dessa nova realidade que o herói do escudo, Iwatani Naofumi, irá enfrentar. Produzido pelo estúdio Kinema Citrus, a obra é mais uma da onda de isekais que vem de light novels (tendo uma versão mangá que foi resenhada aqui no blog). E no caso de Tate no Yuusha, podemos dizer que não é mais um isekai ruim vindo, afinal, dentre todos eles, é um dos mais elogiados e famosos, junto com outro que está em andamento, Tensei Slime. Enfim, sem mais delongas, vamos discutir sobre essa obra que este que vos escreve é fã.

Sobre a história, Naofumi é um otaku universitário que ao ler um livro sobre uma lenda de quatro heróis é transportado para outro mundo e, com outros três caras, recebe a missão de salvar o mundo das chamadas “ondas” que poderão trazer o fim do mundo. Mas tem um pequeno porém, ele é o herói do escudo e por isso, o mais fraco e com as piores perspectivas, afinal, que poder de ataque ele teria tendo um escudo em mãos? E para completar, ele não pode usar outra arma, ou seja, evolua seu escudo e sobreviva meu jovem.

Mas ok, o rei parecia que iria suprir as necessidades de todos eles, afinal, cada um ali é importante e necessário para que o mundo sobreviva às ondas. Porém, tem um pequeno detalhe que ferra com a vida do Naofumi, uma grave acusação. E bom, eu não vou problematizar esse evento, mas gostaria de criticá-lo, pois acho uma pobreza por parte do autor e vou explicar o motivo. Primeiro ponto, ninguém gosta dele e seria questão de tempo para alguém arranjar algum motivo para prejudicá-lo; segundo ponto, estamos “falando” da princesa, logo, bastava ela inventar alguma história que independente do quão absurdo fosse, todos iriam acreditar em sua palavra. No fim, me pareceu apenas que o autor pegou o caminho mais “fácil” para utilizar em sua história.

E bom, se teve algo que ficou bem claro nesse episódio inicial é que os outros heróis não são flores que se cheire. É tosco pensar que cada um ali não se dispôs a ajudar o Naofumi simplesmente porque ele não possui grandes perspectivas de ser útil ou porque foi idiota o bastante para acreditar na princesa (caso do herói da lança). Enfim, acaba que esse evento praticamente define como será o herói do escudo após ser traído pelos seus supostos colegas e claro, pelo reino. Um herói “cruel”, desconfiado, que simplesmente parte para uma jornada solitária em busca de sua vingança.

Obviamente, ele terá dificuldades por conta da falta de dinheiro, pois seria necessário comprar equipamentos de proteção que auxiliassem ele e seu escudo, mas, vimos que isso parece ser o menor dos problemas. E é interessante ver que o escudo dele possui habilidades de absorção e claro, variadas facetas de acordo com o material absorvido, pois isso deverá facilitar a vida dele por não ter uma arma mais efetiva no quesito ataque. Aliás, a apresentação desses detalhes foi bem interessante por conta dos elementos de rpgs e afins e claro, a ambientação que merece elogios.

No mais, ele provavelmente deverá obter uma parceira no próximo episódio e será algo a se discutir também. Quanto aos detalhes técnicos eu sinceramente gostei do que vi e não notei grandes erros. O design dos personagens ficou muito bom e até mesmo parecido com o mangá, a trilha sonora foi bem interessante e os elementos de rpgs e afins ficaram bem interessantes e de certa forma explicativos (logicamente precisamos de mais informações). Enfim, foi uma ótima estreia e sinceramente tenho grandes expectativas por esse anime.

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    Este primeiro episódio de Tate no Yuusha, apenas confirmou o quão errado eu estava em relação da história (depois de ler opiniões negativas sobre a história de Tate, meio que fiquei de pé atrás com o anime, mas essa ideia estava errada).
    Começando pelo começo do episódio, o Naofumi parecia ser um jovem bem normal (mesmo ele se chamando otaku), ele estudava, se divertia à sua maneira, ele não era um recluso como por exemplo o Kazuma de Konosuba ou até mesmo o Ainz de Overlord e isso meio que dá uma lufada de ar fresco a este anime. O Naofumi na sua introdução parecia um jovem maduro, mas isso devia ser só fachada, ele no outro mundo foi incrivelmente ingénuo e manipulável.
    Passando ao outro mundo para onde o protagonista foi invocado, desde do começo que achei aquele reino e as suas gentes meio estranhas, algo não é normal ali, depois os outros que foram invocados, todos os 3 eram bishounens e tinham informações vitais de antemão, coisa que o Naofumi não teve, parece até que o autor queria destoar o Naofumi dos outros 3 heróis de qualquer forma (eu sei que tem uma explicação para isso no lore da obra, mas não deixa de gerar dúvidas).
    Quando a princesa decidiu se juntar ao Naofumi do nada, enquanto nenhum outro quis, já era visível as suas segundas intenções, mas o Naofumi na sua ingenuidade e atracção fatal por mulheres acreditou em tal víbora. Quando a princesa começou a manusear a bolsa de dinheiro que devia estar nas mão do Naofumi, esse foi o maior flag de perigo, ele estava a ser alvo de uma vigarice (a cena do vinho no restaurante foi o último prego no caixão).
    Agora a cena da polémica, eu achei meio conveniente a forma como o autor quis destruir a vida do protagonista, o falso estupro pareceu uma ferramenta fácil para arruinar de forma rápida a vida do protagonista (ao menos os antecedentes desse acontecimento foram bons para mostrar a verdadeira personalidade da princesa ladra). Outra conveniência é as leis daquele reino que protegem as mulheres, elas fazem sentido, mas no contexto onde o protagonista foi condenado, pareceram demasiado convenientes. Na parte do julgamento adorei a parte em que o Naofumi acorda para a vida, quando ele percebeu que a Princesa não passava de uma meretriz e ladra e os outros heróis não passavam de filhos da mãe, a parte em que o protagonista atira as moedas para cima do corno do herói loiro e da princesa meretriz foi muito satisfatória
    Os momentos que se seguiram foram os melhores na minha opinião, ver o herói do escudo na miséria e com um ódio crescente dentro de si foi muito bom, a forma engenhosa que ele criou para ganhar algum dinheiro, desde da colecta de ervas medicinais à venda das peles dos monstros mais fracos que ele caçava (a forma que ele arranjou para ter algum poder de ataque foi muito boa, usar monstros fracos como ferramenta de ataque e coação foi uma ideia excelente).
    Por fim o episódio terminou com um gancho interessante, quero ver como o protagonista vai tratar a escrava que vai comprar e como será a relação dos dois.
    Excelente artigo, de primeiras impressões de Tate no Yuusha Kiraht.

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    Agradeço XD.
    Sim, eu também achei que a construção foi boa e a execução “simples” demais. As leis favorecem de maneira justa as mulheres, os heróis não se importam em apurar os fatos e “acreditam” cegamente nela e por fim, a extrema ingenuidade dele considerando as condições.
    Sinceramente eu acho que ele devia ter entendido o clima ou ao menos ter buscado informações com alguma fonte externa para ter mais informações. Quero dizer, ele está num novo mundo, sem aliados, não foi bem tratado quanto os outros e claro, precisava de mais informações. Podia ter se encontrado com o ferreiro que foi gente boa e ter feito algumas perguntas ou algo assim. Enfim, foi um bom episódio mas essa parte, como mencionei no texto não me agradou tanto.

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