Bem, tirando o fato de ficar colocando apelidos em todos os colegas da sua classe e confundir um colégio feminino com um misto porque achou que “feminino” fosse uma espécie de enfeite para o nome da instituição, eu simpatizei com a Tanaka Nozomu, a protagonista, porque pensava que não seria uma estudante completa sem pensamentos delirantes sobre ter um namorado.

Como toda adolescente, eu tive problemas, não só de socialização, mas meu estilo também fazia com que muitas pessoas se distanciassem, inclusive pelo fato de ser otaku. Talvez eu fosse uma mistura de Akane e Nozomu, e hoje eu seja uma mistura de Shiori (não trabalho com microbiologia, mas é um dos ramos da Biomedicina) e Akane, por ser uma quase cientista otaku.

Assim como Nozomu, eu não pensava muito no futuro e até hoje tenho dificuldades de pensar nisso também. No caso dela, ela só pensa no “aqui e agora” e um pouco depois do dia seguinte, além de não estudar muito e imaginar demais coisas triviais. Não que eu não pensasse muito dessa forma, porém é algo que é importante refletir sobre esse tipo de passado, pois ele mostra o que eu me tornei hoje, sendo ruim, ou não.

Joshikousei no Mudazukai (Os Dias Desperdiçados de uma Garota Colegial) é um anime adaptado do mangá com o mesmo nome, sendo este publicado desde 24 de novembro de 2014 pela revista Comic Newtype (a mesma que publica Sewayaki Kitsune no Senko-san), de autoria de Beano (pronuncia-se é uma cilada, Bino).

É para ser uma obra de comédia, mas por conta das inúmeras falas, que muitas vezes são intercaladas umas nas outras, causando um enorme número de pausas durante o episódio, pode ter sido bem maçante para muitas pessoas. Eu sinceramente não me incomodei com isso, já que tem muitos animes de comédia que utilizam esse artifício para economizar tempo de episódio, talvez?

Acredito que esta cena é a que teve menos pausas.

Mas uma coisa que eu admito é que o anime poderia ser melhor administrado se cada episódio durasse cerca de 12 minutos. Outra coisa que também vi reclamações foi sobre a dublagem, que eu não achei tão ruim assim por conta de justificativas vindas diretamente da minha cabeça, sendo elas ruins ou não (depende da visão de cada um, claro).

Nozomu é a protagonista, porém ela está procurando algo que mude a sua vida de estudante colegial. Por se enjoar facilmente das coisas e não conseguir ficar parada, a sua dublagem é de alguém que acha tudo um saco e que não tem paciência para nada, além de ser muito chata.

Inclusive, até mesmo o professor tem problemas de dublagem, além de ter os ligados com o seu psicológico, principalmente por suas preferências amorosas.

O ponto alto do anime foi o fato de Nozomu ficar dando apelidos que têm a ver com as características de todas as meninas da sala. Isso é uma brincadeira sem graça, porém que se tornou engraçada quando tudo se voltou contra ela. Quem mandou fazer algo que não gosta com outras pessoas? (Pior que é comum fazer algo para a outra pessoa e quando é o contrário, não gostar).

Irritação até no almoço!

Por fim, acredito que o episódio, apesar de ser irritante por alguns momentos pequenos, e outros engraçados, principalmente pelas caras e bocas que a Nozomu faz quando não é logo atendida, já que não tem noção nenhuma de que está enchendo o saco de outras pessoas por causa de seus julgamentos infundados, é uma obra divertida, porém, como escrevi antes, seria melhor administrado em 12 minutos.

Mas o episódio até que terminou de forma amistosa, mostrando que você não precisa fingir ser outra pessoa, mesmo que seja estranha, para conquistar alguém. Tem que ser uma pessoa que te respeite. (Depois do encerramento, mostram as meninas chamando a Nozomu de Idiota, o seu novo apelido, mas a gente pode pular essa “demonstração de carinho” por enquanto, já que vai ter mais no segundo episódio).

Muito obrigada por ler este artigo até o final, e nos vemos no próximo! o/

  1. Avatar

    Este primeiro eoisódio de Joshikousei no Mudazukai foi ok para mim. Não que isso seja mau, mas senti que este anime funcionaria melhor num formato de 12 minutos, com 24 pareceu muito arrastado e com isso a dublagem ultra rápida também não ajudou (tive que pausar várias vezes o episódio para ler as legendas, ninguém merece isto).

    Os personagens, esses é que me mantiveram interessado no episódio, as protagonistas são muito engraçadas, mas foi aquele professor que me fez rir que nem um louco com a sua declaração de gostos pessoais.

    Excelente artigo de primeiras impressões de Joshikousei no Mudazukai Tamao-chan.

Comentários