Nancy e Hank fora foram fazer sua primeira missão “juntos” e o inimigo dessa vez era um Minotauro. Novamente Hank iria enfrentar um ex-companheiro que perdeu a razão e está causando problemas para a população. Como era de se esperar ele teve que enfrentar mais uma vítima da guerra, um companheiro que tanto ajudou e, agora, com pesar em seu coração, teve que matar. 

No início dessa jornada dolorosa da qual no momento Nancy é uma participante, eu vejo que há uma certa resistência por parte do Hank em incluí-la de verdade. Isso é bem natural considerando que estamos falando de uma jovem sem experiência alguma no meio de bestas que na teoria são invencíveis para humanos. Porém, há um pequeno problema nisso: Nancy não irá aceitar que sua jornada seja em vão, afinal, ela realmente quer entender o que Hank está fazendo.

Mas para entender o que Hank está fazendo ela terá que correr riscos bem grandes, como foi dessa vez. Um ponto que eu queria destacar é que apesar da resistência o Hank não está tentando ser tão efetivo nessa barragem. Sem grandes esforços, Nancy conseguiu convencer Lisa para que com sua ajuda pudesse atingir seu objetivo, algo que considerando suas razões é relativamente fácil. 

Outro detalhe foi a fácil aceitação que houve por parte da Lisa, que simplesmente entendeu que Nancy estava com Hank. Poxa, se Nancy não era uma garota perdida sendo ajudada pelo Hank, o normal não seria perguntar qual a relação dos dois? Enfim, foi bem estranho ela simplesmente entender corretamente e pior, aceitar que uma garota fizesse parte de uma missão muito importante dada pelo exército. 

Mas ok, isso nem é tão problemático assim. O que realmente chamou a atenção foi a besta da semana. O personagem em questão abordou um tema muito recorrente e interessante sobre as guerras: os traumas dela. O Minotauro tinha vários desses traumas e estava visivelmente fora de conexão com a realidade onde a guerra já acabou. Porém achei que a representação disso foi muito rápida, sem explorar tanto algo que possui um grande potencial.

A guerra que já acabou

Eu “digo” isso pois você já parou para pensar em quantas histórias de veteranos de guerra existem por aí? Daquelas que mesmo após décadas os indivíduos sofrem sequelas psicológicas. É algo recorrente e infelizmente normal para esse tipo de gente que mesmo após sofrer tanto, não consegue se livrar dessas perturbações que parecem muito mais com maldições ou castigos. 

Aliás, a fortaleza do Minotauro e o impacto que ela causou na cidade são duas mostras bem interessantes do quão poderosas e perigosas são as bestas. O Minotauro simplesmente destruiu casas e mais casas e feriu pessoas, sem esquecer da perturbação que suas chamadas causaram na população. Mas no final das contas ele era apenas alguém medroso que temia ser atacado em sua realidade paralela, ainda que o grande perigo ali fosse ele mesmo. 

A história nos mostra mais uma vez que o fim das bestas é melancólico e triste. Morrem sem realizar seus sonhos, causam medo nas pessoas que um dia lhe foram tão importantes e, no fim, são rejeitados, ainda que não seja por meios claros. Dentre isso temos duas pessoas que, com objetivos distintos, veem o fim daqueles que um dia foram heróis. Ainda gostaria de saber quantos ainda estão vivos e se algum deles conseguirá viver uma vida normal até o fim. 

Contra seus medos

Enfim, por fim gostaria de comentar sobre esse suposto capitão que com seu grupo conseguiu eliminar uma das bestas. Acredito que ele será uma peça recorrente na obra e sinceramente tenho interesse nele para saber sobre sua filosofia de trabalho, afinal, ele aparentemente é do tipo que possui algum problema mal resolvido com as bestas. É uma característica um tanto quanto clichê, mas se for bem feita, que mal tem?

Como eu já mencionei anteriormente, acho que faltou explorar a situação do Minotauro e o impacto gerado na cidade, ainda que dê para entender que tal história não poderia ocupar mais de um episódio. Enfim, foi uma trama episódica muito boa, mas poderia ser melhor se houvesse um desenvolvimento mais adequado da proposta, e claro, o conserto de alguns pontos que ficaram no mínimos estranhos.

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