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Acho que tudo o que tinha de importante para estrear já estreou, então esse deve ser o último artigo de primeiras impressões? Vai saber. Os anteriores, caso tenha perdido algum, foram:

Como costume em meus artigos de primeiras impressões, dois animes que não tem nada a ver um com o outro. E isso é para dar a você, leitor, a oportunidade de ler sobre animes que normalmente não leria e daí, quem sabe, se interessar … não, mentira. No caso desse artigo é porque foram os dois que restaram mesmo, hehe. Enfim, leia abaixo o que achei de Garo: Guren no Tsuko e de Shinmai Maou no Testament Burst.

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Garo: Guren no Tsuki, episódio 1 – Jin virou o cavaleiro dourado, mas prefiro a Seimei

Todo mundo já sabia que o character design desse Garo seria do Masakazu Katsura, não sabia? Bom, eu já sabia, e se você leu o guia da temporada do Anime21 você já sabia também. E como não poderia deixar de ser, o protagonista, Raikou, o cavaleiro da armadura dourada Garo, é a cara do Jin, de Zetman. Mas quem me conhece sabe que é do character design das garotas do Katsura que eu gosto. A Seimei ficou linda, em qualquer roupa ou fantasia que use, hehe. E é também a personagem mais interessante nessa estreia.

Quero dizer, não sei se foi só impressão minha, mas ela provocou o entalhador, não provocou? E foi por causa disso que o cara pirou e acabou cedendo a um horror. Pô Seimei, você criou um horror! Não qualquer horror: um horror que sacrifica mulheres bonitas para criar estátuas de Buda. Que depois ela própria combateu, junto com o Raikou. E o Raikou não consegue se transformar em Garo sozinho, dependendo de uma bruxaria da Seimei para tanto. Eu estava achando que ela era só louca de linguiça, mas tomando o tempo para escrever isso calmamente me parece que talvez ela possa estar fazendo isso de propósito para despertar Garo de verdade.

O cenário é todo interessante, ambientado no Japão feudal. Os casarões da nobreza, os hábitos e costumes da época que soam alienígenas para nós hoje (devem soar um pouco alienígenas até mesmo para os japoneses). Rostos pintados de branco, sombrancelhas removidas e aquelas bolas pretas pintadas imitando sombrancelhas. Isso tudo pode parecer que não importa muito, mas um cenário bem definido estabelece de cara muitas coisas para o enredo. O que pode e o que não pode acontecer (teve a cena da Seimei na casa de um nobre, a forma como ela foi tratada e tudo mais). Já apareceu também o vilão, mas nada além disso, não sei nem a motivação dele (ou a dos heróis que seja). A história ainda vai se definir nos próximos episódios, mas como uma apresentação de cenário e de personagens eu gostei bastante.

Shinmai Maou no Testament Burst, episódio 1 – Você gosta de quem??

Depois de Valkyrie Drive é preciso muito para se sobressair no quesito pornografia, mas estou falando de Shinmai Maou no Testament, claro que ele vai conseguir dobrar a aposta, não vai? Não vai…? É, não vai. Quero dizer, se você considerar o contexto ético em cada uma das histórias, e perceber que em Valkyrie Drive, pelo menos nesse primeiro episódio, rolou muito abuso (exceto a Equipe Rocket lá na praia não teve nenhuma outra situação consensual), talvez Shinmai Maou tenha alguma vantagem. Mas não é uma vantagem muito grande não, por romantizado que seja, o que acontece em Shinmai Maou não é muito diferente de abuso também. E mesmo quem não liga pra nada disso chora ao constatar que a censura nessa segunda temporada aumentou em relação à primeira. Quem quer assistir um anime para, ahn … se “divertir”, er … oh, bem, você entendeu, espero, enfim, esse é um péssimo motivo para assistir esse anime, dado que a concorrência oferece um produto tão bom quanto e sem censura nenhuma.

E a história, salva? Para mim é a mesma porcaria da primeira temporada, só trocou de vilão. Parece que a enfermeira finalmente vai se revelar, o harém místico do protagonista está aumentando, e o pai dele deu um passeio pelo inferno e saiu de lá com um … garoto? Bom, acho que o protagonista não puxou o pai. Ou Shinmai Maou vai ousar, se é que você me entende. Só teve uma coisa que me chamou a atenção, não necessariamente algo bom nem nada, mas o suficiente para eu assistir a cena três vezes pra ter certeza do que eu vi: quando o protagonista está sozinho com a súcubo e diz gostar dela. Só dela. Pode ter sido erro de tradução, vá lá, mas mesmo sem dizer nada dá pra entender tudo. Ele a abraça carinhosamente por trás e ela responde com a voz meio envergonhada. Tem bruxaria nisso daí ou a filha do capeta tá perdendo a liderança?

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