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Olá pessoal, é hora de mais uma primeira impressão de anime da temporada de Julho, e dessa vez comentarei sobre Katsugeki/Touken Ranbu, anime que tem produção do prestigiado estúdio Ufotable e advém de um jogo de cartas colecionáveis de grande sucesso no Japão.

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O anime acompanha dois guerreiros da espada – um tipo de manifestação metafísica – que andam pelo Japão do período Edo com o intuito de combater o Exército Retrógrado, – grupo de revisionistas históricos que viajam do futuro para o passado afim de alterá-lo – e evitar prejuízos que poderiam vir de mudanças na história.

Simpático por natureza!

O anime começa de forma dinâmica, já apresentando os protagonistas em uma situação de conflito, na qual eles têm que resolver uma missão perigosa. Eu particularmente acho positivo quando um anime de ação começa assim, pois é muito mais fácil você se envolver na trama se logo de cara tiver uma ideia do potencial dela em gerar uma boa cena de ação, passar tensão, e até demonstrar certo teor dramático em meio a um problema.

Após esse momento, os dois viajantes – juntos de um “gato” bem peculiar e que tem conexão com a pessoa que está por trás deles – se dirigem a uma cidade para evitar um ataque inimigo. É interessante ver que eles procuram se certificar se a história não mudou – eles aparentam ser do futuro ou saber de informações do futuro sobre a época em que estão – baseados nos últimos acontecimentos, o que deve gerar uma constante ideia de causa e consequência ao longo da série, o que é necessário em um enredo que mexe com mudanças temporais.

Sempre bom não mudar uma história já escrita, né?!

Já na cidade, eles entram em conflito com os inimigos – seres feitos em CG que são, infelizmente, meio que bonecos sem personalidade – e conseguem vencer o confronto, mas um deles quase morre ao baixar a guarda, mostrando que as situações de perigo devem ser constantes e devem passar a tensão necessária, como ocorreu nessa hora.

Se piscar no campo de batalha pode não abrir os olhos outra vez…

Depois disso eles descansam, e então um deles acorda e vê a cidade em meio a um incêndio. O legal dessa parte é que eles estão lá para evitar que uma organização mude o passado, então eles mesmos não podem alterá-lo, o que os deixa de mãos atadas quanto a salvar a vida de uma pessoa ou não naquela situação. É um questionamento válido que tem que ser abordado durante a série, e foi uma boa sacada fazer isso logo no começo dela.

Sim e não, complicado isso hein…

Nessa hora eles são avisados de que terão que lutar novamente e então partem para o combate, chegando a salvar a vida de uma criança pelo caminho, mostrando que, por mais que não possam mudar nada, não têm sangue de barata para deixar uma criança morrer sem prestar socorro. Até o “gato” – que parece supervisioná-los – faz vista grossa ao acontecido. Vai ser legal se mais para frente isso for trabalhado no sentido de mostrar que qualquer ato que mude o passado – mesmo o menor deles – pode causar drásticas consequências para o futuro.

Exemplo de cena dinâmica, bonita e eficiente!

Depois disso eles enfrentam mais inimigos e se encontram em pessoa com aquele que é responsável por enviá-los àquele lugar e reunir os guerreiros da espada – sim, existem outros. Foi bom isso ter acontecido, pois logo após chegar ele invoca mais desses guerreiros para batalharem, apresentando mais personagens em uma situação que justifica isso.

Registro só minha confusão com a situação, pois anteriormente os dois protagonistas comentaram que só é possível enviar dois esses guerreiros por vez, mas não é um detalhe que não possa ser melhor explicado posteriormente, que é o que espero que aconteça.

Faz sentido!

Pode ser que a situação seja mais séria e que por isso invocar mais guerreiros foi necessário, foi o que me pareceu e é assim que acaba o episódio, com eles se preparando para mais uma luta. O único ponto negativo – mas não muito relevante, ao meu ver – foi os antagonistas serem apenas “bonecos”, não personagens em si, mas acredito – e espero – que inimigos “personagens” apareçam ao longo do anime.

Por fim só tenho a dizer que achei o episódio ótimo, bem dirigido, bem roteirizado, bem animado – com um bom CG – bem musicado, com um ritmo bem dinâmico e um desenvolvimento consistente. O episódio foi quase todo explicado,  tendo apenas umas pequenas pontas soltas que podem ser facilmente amarradas mais a frente; sem diálogos expositivos desnecessários e apresentou – mesmo que de forma superficial, afinal foi só um episódio – personagens minimamente carismáticos com um bom design e personalidades aparentemente distintas, mesmo que talvez acabem caindo em alguns clichês.

Espero que demore menos ainda até o próximo episódio…

Considerei essa estreia excelente, pois apresentou com seriedade e de forma satisfatória uma boa história que conseguiu ser envolvente e impactante. O fato dos personagens serem bishounen – bonitões que costumam atrair o público feminino, foco do jogo inclusive – não faz diferença alguma para a história e não deve incomodar a ninguém. Estreia mais do que indicada para quem gosta de animes de ação, aventura e fantasia.

E bem, é isso por agora pessoal, até uma próxima vez!

  1. Este primeiro episódio de Katsugeki/Touken Ranbu, até que não foi mau. Estava de pé atrás com este anime, pois no ano passado saiu um anime semelhante da mesma franquia e com o mesmo nome, só que animado por outro estúdio. Este não foi grande coisa, o apelo para o fanservice para agradar o público feminino estragou completamente o anime. Dai a minha grande surpresa, para esta versão da Ufotable do mesmo anime. A animação esteve boa, afinal a Ufotable quando quer não desaponta, mesmo a computação gráfica esteve boa e a dublagem este decente.
    O tema do anime até que me agradou bastante, ao ponto das referências históricas serem aquilo que mais me apegou ao anime. A maioria dos personagens, posso ser só comigo, mas parecem referências a figuras históricas do Período da Revolução Meiji, principalmente aquele personagem que porta um manto azul e branco, símbolo do famoso e infame Shinsengumi, até ao companheiro de missão do mesmo que mais parece uma referência a Ōtori Keisuke líder militar, que ajudou a treinar e comandar as forças do Shinsengumi ao estilo Ocidental. Além que as outras espadas invocadas, aquela que empunha uma lança, parece ser uma referência a Harada Sanasuke um dos capitães do Shinsegumi e o outro que empunha uma espada na mão direita e um revolver na mão esquerda parece-me uma referência descarada ao famoso Sakamoto Ryoma, um dos apoiantes da causa pró-Imperador e ávido defensor da queda do Tokugawa Bakufu. Mas faz sentido as referências dissimuladas nos personagens, já que este anime parece que se vai manter no Japão do século XIX (1863) a altura em que o Japão estava prestes a entrar numa guerra sangrenta entre os clãs pró-Imperador e as forças do Xogunato Tokugawa.
    Excelente artigo de primeiras impressões de Katsugeki/Touken Ranbu Kakeru17.

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