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O anime continuou mantendo a mesma pegada dos episódios anteriores, trabalhando personagens e objetivos em meio às situações do cotidiano, tudo apresentado de forma bem realista, mas nem por isso menos divertida ou interessante. Aliás, às vezes é bom ver um anime sem nada de sobrenatural ou fantástico que não carece da sua suspensão de descrença para ser aproveitado em sua plenitude.


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A personagem Komiya foi quem ditou o ritmo de boa parte do episódio ao envolver a Natsume e o Eita na sua busca por aprovação para usar a foto dos garotos jogando baseball, foto essa que ficou muito boa, vale dizer. O legal disso foi ver a insistência feroz da kouhai, que proporcionou, se não uma comédia tão eficiente, uma aproximação natural dela ao grupo dos protagonistas da história.

A foto ficou ótima mesmo. Dá-lhe Komiya neles!!!

Por outro lado, ver o Haruto pensando em novas formas de se aproximar da sua amada e ter ajuda da amiga dela para isso foi legal, não só pelas expressões engraçadas que ele fez ao longo do episódio, como também por ir construindo o alicerce do relacionamento deles. É bacana ver como ele não é exatamente o estereótipo do cara atlético que se dá super bem com as garotas, mas sim um cara mais extrovertido que ainda assim tem dificuldades para se aproximar de quem gosta.

Aliás, a Natsume e o Eita também não são estereótipos manjados, pois até esse momento se consegue perceber claras nuances – desde o jeito de falar a forma como se portam na frente de outras pessoas, etc – que mostram como eles conseguem se socializar até bem, mas sem exageros descabidos, havendo um equilíbrio na personalidade deles vista até aqui.

A Horikawa é outro bom exemplo disso, pois é bem na dela e ainda assim consegue se enturmar com seus colegas. A única que é mais “intensa” é a Komiya, mas ela já demonstrou ser bem focada quando quer uma coisa, além de ser mais brincalhona e insistente, o que contribui para que o público acredite que a personagem tem sim uma personalidade mais ousada e espalhafatosa em comparação aos outros.

Voltando ao que aconteceu no episódio, ele foi cheio de interações entre os personagens, interações essas que serviram para lentamente ir desenvolvendo as conexões já estabelecidas no episódio anterior, tornando as amizades mais críveis e as paqueras mais agradáveis. Falo isso porque, mesmo sem aparentar ter tido esse propósito, a “perseguição” da Komiya pelo Eita pode desencadear algum sentimento romântico dela por ele, o que deve causar ciúmes na Natsume e fazer ela enxergar que está gostando dele e não mais do Haruto. Seria um desenrolar bacana, não acham?

Torço para isso, porque mesmo que um triângulo amoroso – o que no quadro geral formaria um quinteto? – seja clichê, isso não é algo ruim se formos pensar que se encaixaria na premissa do amor não correspondido e abriria um leque de possibilidades maior para a história. É claro que se for assim uma personagem deve ficar “sobrando” no final, mas eles são jovens, não é como se o amor do fim da adolescência fosse ser definitivo ou como se fosse o fim do mundo não ter se concretizado.

Top 10 Triângulos Amorosos em Animes. Ainda não, pera…

Acho que a coisa mais difícil de acontecer na vida real que esse anime apresenta é haver cinco pessoas e quatro delas gostarem de alguém que não retribui o sentimento – caso se confirme o que eu supus –, porque o resto todo é completamente plausível. Aliás, não podemos esquecer que essa obra “captura” o momento final da vida escolar dos seus personagens, então algo assim acontecer, mesmo que seja incomum, age como uma razão interessante o suficiente para estarmos acompanhando essa história. Se fosse só um romance padrão poderia não ser tão envolvente.

Outra coisa muito boa que percebi não só nesse episódio como também nos anteriores é a forma como é retratado esse momento da vida deles, um momento de despedida da adolescência e entrada para a vida adulta no qual a melancolia e nostalgia pelo passado se misturam a apreensão e incerteza sobre o futuro. Isso é importante para fazer o público mergulhar de cabeça na história.

Os cenários, a composição das cenas, a coloração das roupas, as expressões dos personagens, a trilha sonora, tudo, tudo trabalha para que o telespectador sinta que aquele momento é uma reta final para a maioria deles, que é o fechamento de alguma coisa para o começo de outra completamente nova onde esses personagens devem trilhar caminhos diferentes com novos objetivos em mente.

Um cenário melancólico como pano de fundo pra uma conversa sobre o futuro

Imagino que o anime acabará com a graduação deles e, sendo assim, devemos acompanhar várias das coisas que acontecem nessa fase da vida – tensão com provas, coragem para fazer algo pela primeira vez, despedidas emocionantes, entre outras muitas coisas. Eu já passei por isso e falo por experiência própria que esse é um momento especial da vida no qual por mais que você queira evitar toda essa sensação atípica é inevitável parar para refletir, sentir medo e curiosidade, perceber que haverá pela frente não só um cenário novo, mas também uma profunda mudança dentro de você.

Ademais, só gostaria de falar como achei fofo o Haruto tentar superar seu medo de cachorro – aliás, como alguém pode ter medo de cachorro? Isso não pode ser real, meu deus kkk – em prol de ter mais alguma coisa que o aproxime da Horikawa. Quem nunca ouviu um cd ou viu um filme só por causa da pessoa que gosta? É normal isso acontecer e são sutilezas assim que desenvolvem os personagens e suas relações, pois o Haruto pedir para treinar com o cachorro da Natsume também deve servir para ir trabalhando a relação dos dois – ou a inexistência dela. Por outro lado, a troca de ID no Line entre a Komiya e o Eita deve ajudar a desenvolver uma amizade entre eles, o que deve refletir na Natsume que tem nele alguém com quem pode contar e que deve fazer falta se se afastar.

Os contornos que a história está tomando estão interessantes, mas a lentidão dos acontecimentos mostra que esses primeiros episódios devem servir mais como uma “preparação de terreno” para definições maiores que só devem ocorrer já perto do final. Espero que o quadro geral tenha sido favorável para vocês que acompanharam até aqui e que possam superar a regrinha dos três episódios e se deleitar, como eu estou me deleitando, com um anime tão gostosinho de se ver.

Fico por aqui pessoal! Até a próxima com mais maravilhas da contemplação da vida cotidiana.

P.S.: Achei as caras e bocas do Haruto nesse episódio muito engraçadas. Espero que rolem mais coisas assim, mas sem grandes exageros, nos próximos. Até para balancear com o drama que deve aparecer em algum momento.

Amo esta foto e irei protegê-la! ❤ Até acho que ela também ganharia um concurso!

  1. Bem tá ainda gostosinho de assistir manteve o clima “feel good”, mas tá na hora de entregar a pamonha…
    Mas quem será que vai ficar sozinho/a nissaí? Aposto na Komiya…E que lá pelo ep. 6 vai ter cena de praia (todos tem…) com momentos comédicos bons (sempre tem…).

    No mais é sim um bom (não impressionante que te obriga a escrever laudas sobre ele) anime, consegue extrair uns momentos poeticos: a cena da ladeira com Haruto e sua bicicleta lembrou cenas de “cidade dos anjos” e de um grande filme brasileiro chamado “o grande momento” que recomendo a todos, quem disse que bicicletas não dão grandes cenas…E melancolicos (essa mencionada na resenha me impressionou pela qualidade cinematografica)
    Momentos de despedida daquela que é a melhor fase de sua vida…A grande felicidade triste de dar um salto no escuro que será a sua vida em diante…

    Tecnicamente, eu diria que é uma obra medianamente superior. A animação está boa (beeeeemmm melhor que Tsuki ga Kirei) os cenários excepcionais, bem detalhados (apesar de ser uma vidinha urbana que já vimos em outros animes) e não enjoativos. Os tons pastel ajudam no sensação “feel good” do anime. Musica incidental também é ponto forte, as inserções está bem sincronizada com o andamento de cena. O plot é que tá lento, mas para quem está curtindo o seu “despertar de primavera” quem procura a pressa?

  2. Fico feliz que tenha gostado do episódio e que esteja gostando do anime. Confesso que estou gostando mais de Just do que de Tsuki, apesar de ter achado Tsuki ótimo. Acho que ainda é cedo para falar sobre isso, mas espero que a lentidão de Just seja recompensada com ótimos momentos e um anime que consiga ser tão bom quanto ou até melhor que seu contemporâneo.

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