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Bom dia!

Nessa semana em Sora yori mo Tooi Basho a viagem finalmente começa. Quero dizer, quase começa. O navio já partiu, e as garotas vivem seus últimos dias antes de viajarem. Será a maior aventura de suas vidas, mesmo que refaçam essa mesma viagem outras tantas vezes depois. São os últimos dias, as últimas horas antes de deixar tudo para trás, fisicamente por alguns meses, mas metaforicamente para sempre. Partidas e separações podem ser cruéis – pergunte para a Megu.

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Esse foi o episódio mais emocionalmente carregado do anime até agora, e não é para menos. Lá no começo do primeiro episódio a Mari pensava sobre como queria partir em uma viagem, em uma aventura, em como ela queria ter um ponto de ruptura em sua vida – na verdade, como ela sentia a necessidade dessa ruptura. Sua melhor amiga, Megu, disse que a apoiaria no que precisasse – ela só não tinha a menor intenção de ir junto. Quer viajar para longe? Ir para outra cidade, passar a noite fora de casa? Claro, pode ir! A Megu cobriria ela na escola e em casa! Mas ela ia ficar. Que relação complexa elas tinham. Tão, tão complexa, que nem elas mesmas sabiam.

Elas estão tão distantes que, mesmo dividindo a mesma mesa, é como se já estivessem em continentes diferentes

Agora todos entendemos – elas inclusive. A Mari sempre foi dependente da Megu, e a Megu sempre foi dependente da Mari, mas uma era dependente da outra de formas diferentes. Não é como se elas se completassem. Elas não eram as duas metades de um mesmo todo. Mari e Megu se escoravam uma na outra. Como duas cartas apoiadas uma na outra. O Rei de Copas não precisa do Quatro de Espadas para nada, mas você pode apoiar uma na outra e ficarão de pé… até caírem. Esse era o tipo de relação que elas tinham.

A Mari é uma cabeça de vento e precisa de alguém inteligente e pé no chão como a Megu para qualquer coisa. Para não deixar sua impulsividade metê-la em apuros, para não se perder, às vezes até para conseguir operar em sociedade. A Megu, por sua vez, ficou tão contente em ter uma pessoa tão ingênua, de bom coração e animada como a Mari dependente de si que se viciou nessa sensação. É legal quando as pessoas dependem de nós, não é? Se for alguém muito querido, melhor ainda! Megu tornou-se satisfeita com as coisas do jeito que eram e não quis mudar. Mari por sua vez tinha uma grande inquietação em seu peito, que se transformou em insatisfação e finalmente transbordou: ela precisava fazer algo por conta própria. Algo grande, cheio de significado e importância, sem depender da Megu.

Sem os outros a Mari não é capaz de nada

Foi aí que a atração gravitacional irresistível da Shirase e seu sonho de ir para a Antártica a capturaram. Contente com o status quo, Megu limitou-se a seu papel de conselheira da amiga, mas no entanto foi ficando mais e mais distante dela. Conforme Mari conheceu outras pessoas, passou a depender menos e menos da Megu. Sempre quem contava e pedia as coisas era a Mari, então a Megu não poderia (e ela nem queria mesmo, de novo, satisfeita que estava com as coisas do jeito que eram) perguntar ou pedir nada para a Mari. Aposto que, embora a Mari tenha dito que queria fazer algo sem a Megu, se a amiga tivesse pedido na hora certa ela teria enfiado ela nessa viagem maluca também. Mas a Megu não podia pedir. Ela tentou, como criança que ainda é, chamar a atenção de formas indiretas – e maldosas.

A Megu agride a Mari de propósito de forma indireta para que a amiga perceba e lhe dê o que ela quer, mas Mari não percebe nada

Então a Mari não percebeu nada e acelerou ainda mais para longe da Megu. Foi esse relacionamento, essa interação entre amigas, que atingiu sua distância máxima nesse episódio. Justo quando Mari estava mais distante do que nunca da Megu e conforme ela mais se aproximava do horizonte de eventos que representa a viagem para a Antártica, o tempo começou a parecer correr mais devagar. A Mari que acelerou para longe parecia desacelerar. O tempo parecia se dilatar e ela simplesmente não ia embora rápido o suficiente. A ansiedade da Megu atingiu níveis críticos conforme a Mari, já distante demais para entender a amiga, parecia estar fazendo tudo o que podia para zombar dela. A Megu não aguentava mais olhar para a Mari e, por isso, teve que lhe virar as costas.

A Mari disse que não “aceita” romper, mas rompidas já estão. Ela parte agora para o Lugar Mais Longe Que o Universo, e de lá nunca vai voltar. Essa Mari pelo menos nunca mais vai voltar para essa Megu. É uma viagem só de ida através da fronteira entre a infância e a vida adulta. Quando a Nova Mari vier da Antártica para o Japão, com sorte ela poderá encontrar uma Nova Megu, e talvez elas se tornem amigas também. Esse episódio foi só o começo, o ponto de não retorno.

E partiu

  1. Fico triste deste site nao ter interacao nas caixas de comentarios principalmente por que aqui se comenta varias obras, voces deviam trabalhar mais a divulgacao do Site, ou quem sabe publicar as analises em video tambem, ou quem sabe implementar o discus aqui.

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