Apesar desse episódio ter começado de forma cômica, seu desenvolvimento foi sério e ajudou a traçar o caminho que a obra deve seguir até o seu final. Seu trecho inicial deu margem a dois tipos de interpretações diferentes – uma de que aquilo ocorreu daquela forma e a outra de que foi apenas para “ilustrar” o momento da história –, sendo que ao não desmentir nem uma nem outra, Koi wa mais uma vez instiga a subjetividade da interpretação por parte do público, o que se sustenta mais fácil quando é feito em uma obra equilibrada e interessante como essa – sobre a qual comentarei agora.

Nada como um sorriso desses para revigorar o meu dia!

A primeira metade do episódio não foi interessante somente por nos presentear com um pouco de desenvolvimento em relação ao casal Yui e Yoshizawa, ou pelo diálogo natural e racional entre duas garotas que estão apaixonadas, mas também pelo contraste inesperado, em que a amiga dela do trabalho gosta de um garoto da mesma idade e teve dificuldade para se aproximar dele mais ou menos no mesmo período de tempo em que ela se aproximou do Gerente – um cara de meia idade.

Novamente, à frente da Tachibana está o exemplo de um relacionamento mais comum e palpável para alguém da sua idade, o que por suas ações e reações já percebemos há muito tempo que não é o que ela almeja, tanto que pede e obtém o contato do Gerente para poder trocar mensagens com ele. Isso seria completamente normal entre duas pessoas da mesma idade, contudo, dadas as diferenças de interesses entre os dois, essa forma de comunicação pode ser dificultosa para ambos.

Acho os dois muito fofos e adoraria um spin-off de romance convencional focado neles.

Antes de falar da belíssima segunda metade do episódio, só gostaria de pontuar como mesmo sem um desenvolvimento propriamente dito de personagens e relações, creio que seria formidável se outros casais se formassem ao final da história, como o da Yui e quem sabe o da Haruka com o novo personagem boa pinta. Ainda mais se lembrarmos que a autora já deu foreshadowing suficiente para acreditarmos que o casal principal não vai se formar e, assim sendo, isso seria um “alento” para os fãs mais românicos, como também seria peculiar por termos visto um romance sob um olhar comum – o da garota apaixonada – dentro de uma situação atípica enquanto foram as situações típicas que deram certo. Koi wa me parece uma história de amadurecimento que captura um momento único na vida de sua protagonista e, como tal, não carece de um final com um “e foram felizes para sempre”, e sim com um “isso é o que você pode tirar de bom dessa história”. Creio ser este o objetivo da obra.

Acho essa cena muito meiga e não consegui deixá-la de fora do artigo.

Falando um pouco mais de amizade e do verão, essa segunda parte foi muito interessante, mas confesso que achei bastante abrupta a entrada de um novo personagem sem nenhum “aviso prévio”. Ao menos, o trecho em que ele aparece conversando com a Haruka é todo muito bom e necessário para fazer ela perceber a importância da sua amizade para a Tachibana após a saída dela do clube, assim como para passar ao público um pouco da “versão” dela para ter saído. No Japão, a pressão por resultados em cima daqueles que são talentosos é algo real e massivo, podendo desestabilizar tanto a pessoa quanto o ambiente em que ela está – o trecho em que ela observa as antigas colegas de clube no episódio 4 reforça essa minha impressão. Sendo assim, ela sair do clube não quer dizer que ela não goste mais de correr – pelo contrário, o trecho final do episódio 6, assim como a corrida dela no episódio 2, reforçam essa sua paixão –, mas sim que para ela é melhor se afastar do clube ao menos enquanto não tem como fazer o que conseguia antes, evitando o risco de se machucar mais, não só fisicamente, como também emocionalmente. Tanto que, ao que tudo indica, a forma que ela encontrou para se “curar” pela “perda” da corrida foi mudando de realidade, de rotina, de opções.

É impressionante como em anime bom personagem surge do nada e te cativa logo de cara!

Antes de falar sobre Rashomon e o festival de verão, preciso me livrar de uma espinha que apareceu aqui no meu rosto bem no meio do artigo, passada da Tachibana para o Kondou e depois para mim(?!).

Brincadeiras à parte, esta foi a sensação que tive com esse detalhe, pois a espinha tão comum aos jovens apareceu no episódio antes do momento em que a garçonete e seu chefe conversam sobre literatura, e foi embora do delicado rosto da garota para o rosto sofrido do senhor de meia idade, como se para ilustrar que através daquele diálogo eles deixaram uma marca um no outro. Não foi a marca física – algo em si extremamente simbólico –, mas sim uma marca através da forma distinta que eles veem o mundo e como isso influenciou na forma que eles viram o conto e quais seriam as saídas para o personagem do servo nele. A resposta da Tachibana à situação é cheia de esperança e possibilidades, a do Kondou é realista e comedida, o que pode parecer repetitivo nesse anime ou em qualquer história com personagens mais velhos e mais novos em contraste, mas, dependendo da sua idade, eu convido você a refletir sobre o assunto. O quão romântico e esperançoso sobre a vida você é em comparação a 10 ou 20 anos atrás? Se está lendo esta pergunta agora faça esse questionamento para si e verá que a resposta do Kondou foi a mais realista e “ideal” possível.

Uma amizade cheia de bons sentimentos e que faz bem a ambos é outro nível!

Eu ia falar sobre Rashomon, mas acabei não falando exatamente dele e sim adentrando no trecho em que o livro é explorado a partir do comentário sobre a espinha. Peço perdão pela minha atitude um tanto quanto “relapsa”, mas é que nesse anime um assunto puxa o outro, um assunto se conecta de forma tão bem encaixada ao outro que não seria estranho analisar a obra até aqui aproveitando a deixa de cada momento ligando a diretamente ao próximo. Sobre Rashomon e espinhas, só tenho mais duas coisas a falar, vira e mexe adultos nessa idade realmente aparecem com espinhas – não foi uma simbologia forçada pelo anime –, e essa diferença de modo de ver e viver a vida entre um adulto já estabelecido de mais de 40 anos e uma adolescente em fase de crescimento é o que pode sim levar essa história para um desfecho não romântico, mas de enriquecimento pessoal através da experiência. Cruzem os dedos pelo casal aqueles que acreditam, mas se preparem para um final que deve deixar um gosto amargo em nossas bocas, ainda que preparado da forma mais doce possível.

A comédia em Koi wa é bem gostosinha e o cabelo desse menino continua estranhão…

Sobre o verão, ah, o verão, o que seria da caracterização do verão em animes sem os famosos e reconfortantes festivais de verão? Dessa vez o festival em si nem teve “tempo de tela”, mas só dele ter sido usado para incitar uma reaproximação mais efetiva entre as duas amigas afastadas por uma aposta de corrida, já foi gratificante. A amizade da Tachibana e da Haruka é uma relação importante para Koi wa e que vem ganhando terreno há alguns episódios. Acredito que ela será primordial para o desfecho da trama, afinal, como já comentei em uma análise anterior, falta a Tachibana alguém da sua idade para aconselhá-la de uma forma decente – diferente do que o seu colega de trabalho fez.

Com uma opinião divergente bem dada ela pode começar a enxergar certas coisas de outra forma e isso a guiaria por um caminho que não é o que ela tanto deseja no momento. No final, a amizade e o verão andaram de mãos dadas por entre as barraquinhas do festival aproveitando uma juventude que não voltará para as garotas, assim como não voltou para o Kondou e, por mais que ele deseje, não voltará, independentemente do quão próximo ele estiver da Tachibana, pois nenhum verão tem volta. Como ocorre com a chuva, é o seu momento belo e fugaz que dá significado a sua existência.

Ótima personagem que aparece pouco, mas bem, e sempre me deixa querendo ver mais dela.

Faltam 4 episódios, apenas mais quatro semanas para o fim do anime e, ponderando sobre ele, sinto que além do arco-íris, após a chuva, encontraremos um pote de ouro com um brilho próprio, um final que enriquecerá a ambos, alma e coração. Me despeço feliz por ter tido a oportunidade de comentar mais um episódio que foi um trabalho de arte ímpar – como é todo esse anime. Até o próximo artigo!

Você abrirá seu guarda-chuva ou se permitirá molhar pela chuva da Tachibana?

  1. E aí peoples!!! <começando a sentir triste de estar no “começo do fim” deste anime que ninguém estava apostando muito…>
    Foi o melhor ep até agora!!! A intervenção do Yamamoto no plot foi primordial (eu avisei que quem acompanhar o mangá para se adiantar na história ia se decepcionar) o cara não é um playboizão sport buff é um cara muito do legal!!! A Haruka acho que ficou impressionada…Bem em resumo o cara diz se a vida lhe tira o seu sonho de ser um grande esportista vá atrás de outros a vida não parou aí…
    Bem quanto a Tachi e o TenshÔ acho que não vai rolar “os finalmente” (como uma galera queria pq que queria…) e isto não quer dizer que a quimica entre os dois não exista e ela é interessantíssima!

    E agora fica no “wishlist”:
    – A Yui e o Yoshizawa (no manga esses dois tiveram momentos memoráveis, não acho que aparecerão no anime)
    – O Yamamoto e a Haruka (não sei se dará tempo….)
    – Personagens com potencial para alavancar o plot:
    – A mãe da Akira
    – A Kubo
    – A ex do Kondou

    E não ficamos sabendo quem é o Chihiro…Já nos esquecemos dele(a)…O Yamamoto o eclipsou…

    Mas é isso aí peoples até o ep 09!!!

  2. Nossa estou incrivelmente maravilhado com esse anime, está muito lindo à cada episódio! Estou acompanhando o mangá junto com o anime, claro que no manga já estou bem adiantado, mas com o anime estou gostando muito e principalmente com esse jogo de emoções que há entre a Tachibana e o Sr. Kondo.

    E a Tachibana como sempre, convicta no que se refere ao seu sentimento pelo Sr. Kondo, e mesmo que ele diga que são amigos, ela não desiste de demonstrar e investir cada vez mais o seu amor por ele, como ela falou nesse episódio ali no 05:50 que “tenha certeza que vão, não importa qual seja a desculpa, você eventualmente vai encontrar mais conexões com isso. E se tiver mais chances de conhecerem um ao outro, acredito que essa amizade possa se tornar em uma relação,” com os flashback de tudo que aconteceu entre eles, que por enquanto ela está aceitando a idéia do Sr. Kondo por serem amigos, mas que ela vai aproveitar todas as chances que há na amizade para se aproximar cada vez mais dele, quando ela pediu o e-mail do Sr. Kondo e ficou toda feliz com aqueles pulinhos lindo dela por ter dado mais um passo na investida sobre ele, pois no mundo real o relacionamento sério entre as pessoas começa pela amizade.

    O sobre nosso queridíssimo e carismático Gerente Kondo, ele nunca se distanciou da Tachibana, por um simples fato de ele considerá-la como uma pessoa muito especial, sempre a tratando como amiga ou futura namorada, pois estou na torcida que isso aconteça. Ela é simplesmente especial aos olhos de Sr. Kondo.

    E sinceramente, eu estou torcendo e querendo que a Tachibana e o Sr. Kondo fiquem juntos. Eles merecem essa felicidade e apoio que eles têm um com outro!

    (OBS: O anime está neste exato momento no Cap. 29 do Vol. 04 do mangá, e pelo decorrer da historia acho que essa temporada vai encerrar até o Vol. 05, ou vão fazer um final assim que deixaria à desejar, mas eu creio e espero que tenha 2ª temporada, para ter uma historia linda no anime entre os dois que deveriam ter e fechar junto com o mangá no Vol. 10.)

    (Eu estou lendo o mangá em inglês e estou no Cap. 52 do Vol 07.)

  3. O desenvolvimento da trama no mangá é bem diferente do anime…Também acompanho nas mesmas fontes. Mas não vou dar spoiler no mangá que aliás é bem lentinho…O anime achei mais dinâmico.
    Aliás, no manga não tem a maravilhosa trilha incidental (os caras da Wit gastaram um cobre nela) clássica com um lindissimo naipe de cordas…E sempre que acompanho anime junto com o mangá esperando um desfecho ou um plot twist sempre caio de bunda….

  4. É muito bom quando anime nos surpreende quando já conhecemos a história no mangá, muda o contexto mas sem deixar a linha da drama no mangá. E é como você falou James, no mangá não temos a maravilhosa trilha sonora (aquela trilha instrumental o que foi aquilo, eu lagrimei com aquela cena do abraço com a trilha sonora, até procurei na internet e encontrei e fiz download para o meu celular), as belíssimas fotografias, e, aquela sensação maravilhosa que só o anime transmite que eu fico de boca aberta e sempre caindo de bunda no chão, pra mim Koi wa ameagari é um dos melhores animes da temporada, pois estou me surpreendendo em cada episódio, se eles vão ou não ficar juntos.

    *Mas eu sinceramente estou torcendo que fiquem juntos, mostrando que superaram ou estão superando juntos todos os desafios que foram colocados.

    Mas se isso não acontecer estou feliz por ver esse lindo anime e por estar lendo o mangá, que no Cap. 52 do Vol. 07, me surpreendeu e fiquei feliz no que aconteceu naquele momento entre eles.

    • Também gostei muito do desfecho do ultimo capitulo no mangá…O Tenshô é um carinha que adoraria tomar umas Kirin com ele com um pratão de guioza e um Hoke…Não sei se ele está apaixonado pela Tachi, mas deve estar amando o fato dela causar a ele um delicioso “memory lane” de quando tinha a idade dela…Ah! A triste felicidade causada pela melancolia, dolorosa por não poder mudar o passado deliciosa por poder se lembrar dele…Daí o lirismo deste anime e o pq causa reações nas pessoas.
      Gostaria que no proximo ep ver um pouquinho mais da Yui com o Yoshizawa, dois personagens escada comédicos, mas que renderiam maravilhosos momentos em animação…

      Mas é a Sra. Kubo (a gerente eventual do Café Garden) me deixa sempre curioso, será que ela vai dar o ar da graça? Adoro quando ela interage com os outros empregados ela é meio marechalzona e uma lider nata e não é dada muito a se rebaixar para conquistar o respeito de alguém. Tem cara de que vota no PCJ (só para constar a maior parte do eleitorado historico do PCJ são MULHERES!!)…

      Até o proximo domingo esperando que tudo o que foi desejado por todos se realize….

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