Esse foi o episódio que eu mais gostei desde o começo do anime, pois essa parte em que o Meliodas relembrou a sua época com a Liz em Danafor é muito bonita no mangá e também foi muito bonita no anime, além de que o Ban estava precisando de uns minutinhos de tela para conhecermos a história de vida dele, não acham? Entendendo que precisa retomar ao passado para construir seu futuro, o anime continua a trabalhar seus personagens principais desenvolvendo a trama razoavelmente bem!

Meliodas em Danafor, 16 anos antes, com a Liz e o Wandle ao seu lado aproveitando dias tranquilos em que trabalhavam para o Reino, até que algo ocorre e o poderoso cavaleiro perde a sua amada, caindo em uma fúria lancinante que devastou todo o Reino em um instante. Seria mais trágico se ele não tivesse tido a chance de começar de novo em Liones, encontrando um “novo” amor, além de companheiros que preza e pelos quais precisa do poder selado além da dolorosa provação.

Eu acho a Liz muito fofa e simpática. Espero que um dia saia um OVA mostrando mais dela.

Nesse cenário, Meliodas aceita a sua “quest” e passa repetidas vezes pela imensa tortura que é ver sua amada sorridente e feliz ao seu lado para depois morrer de novo e de novo, uma provação que faz sentido já que a força que ele quer de volta é exatamente aquela que permite que a sua fúria destrua reinos e tudo o que vier pela frente, o que dada a situação é mesmo necessária, mas como disse acima: para proteger aquilo que lhe é importante e não para destruir em um lapso de fúria.

Depois de repetição e falha, chega uma hora em que ele parece fadado ao fracasso, mas aí vê o belo sorriso de sua amada no presente e ganha forças para lidar com a sua ira, até porque “ela” está ao seu lado agora, então exatamente por isso ele não é capaz de esquecer, mas pode ser capaz de superar o momento mais doloroso em que angústia se torna ódio e ódio se torna violência. Assim sendo, a provação é superada e agora nosso herói deve retomar o seu poder destruidor de reinos.

Depois de um sorriso desses até eu me animei pra fazer algo de bom na vida!

Uma coisa que muito me agradou em todo esse trecho, que tomou a maior parte do episódio, foi a caracterização da Liz, que apesar da aparência e da voz, pouco me lembra a Elizabeth – a heroína dessa história. É extremamente previsível que uma seja a reencarnação da outra, mas, contudo, não são as mesmas, então retratá-la como alguém que tem a sua própria personalidade é importante e passar momentos bonitinhos entre os dois ajuda a fazer com que o público “compre” que eles se amam, que se davam bem, que eram felizes. Isso poderia ter sido melhor feito, é verdade, mas essa é a história do Meliodas com a Elizabeth atual e, sendo assim, é preciso que no máximo se pontue esse passado trágico, pois a relação que tem que ser aprofundada mesmo é a dele com a Elizabeth, e a cena em que ela chora fervorosamente após ver as lágrimas do amado foi feita com esse propósito.

Acho que no que tece as suas relações interpessoais Nanatsu vai bem. Poderia ser melhor, mas dentro do previsível está bom e se alguns personagens da história cativam você já deve ser o suficiente para que você se sinta impelido a acompanhar mais da trama maior na qual eles estão inseridos.

“Toda vez que nos encontramos e nos separamos meu amor só cresce. E minha ira cresce com ele.”

Há milhas e milhas de distância temos o Ban e a Jericho, que seguem sua jornada para encontrar uma forma de reviver a Elaine e cruzam com um homem besta – Nanatsu apresenta coisas do nada dentro da história, mas se você chegou até aqui já deve ter percebido isso… – que lembra o próprio Ban com sua “mão leve“. O desenrolar disso em um anime baseado em mangá shounen é extremamente previsível, mas isso não é necessariamente um problema, pois se o passado dele for bem contado e isso agradar ao público é o que importa. Quando li no mangá adorei esse trecho, até por gostar bastante do personagem, e espero que o anime consiga me deixar satisfeito também, mas entendo que se trata de uma adaptação e devo julgar pelo que vejo no anime, afinal, mesmo um momento bom no original pode ser ruim na adaptação e vice-versa. Nesse quesito, Nanatsu está indo até bem.

Hendrickson e os Três Patetas se encontram na Terra dos Druidas e espero que expliquem como eles chegaram ali. Já estou cansado de repetir como Nanatsu é cheio de situações que não fazem sentido em um primeiro momento, mas se tornam aceitáveis depois de explicadas só mais tarde na história – pelo menos boa parte delas, creio eu. Vou até parar de fazer isso porque todo mundo já percebeu e, sendo honesto, não acho isso um grande problema.

Me despeço feliz com o episódio. Até a próxima!

O que há de bom para se ver no passado do nosso adorável ladrão?

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