Ao transformar seus discípulos em membros de sua família, Kousuke Kiyotake (pai da Keika) tinha como intenção ensinar mais coisas ao seus pupilos do que apenas como jogar shogi. Numa família, coisas como hierarquia, disciplina e apoio são indispensáveis.

O Yaichi está passando pelo momento mais difícil da sua carreira de jogador de shogi. Caso ele perca a próxima partida ele terá que passar o título, o qual ele tanto se esforçou para alcançar, para o seu oponente (o Meijin). Enfim, se no episódio anterior vimos o quão fundo o nosso protagonista se afundou no desespero, agora é a hora dele enxergar a luz no fim do túnel.

Encontrar a saída não é fácil quando ficamos cego pelo medo e nos sentimos frustrados pela nossa própria incapacidade de reação. Nesse tipo de situação o apoio da família e de amigos pode ser a solução para clarear a mente e enxergar a saída.

Parabéns, Keika!

Keika, as duas “Ai” e Ginko formam a família do Yaichi, e nesse episódio de número onze foi mostrado que uma das funções familiares é servir como rede de apoio para ajudar quem estiver com problemas. Cada uma de sua maneira tentou ajudá-lo,  mas aquela que foi mais eficaz sem dúvida foi a Keika, apesar de ter tido a impressão que a Ai Hinatsuru tenha ficado com o crédito. Afinal, esse é um anime sobre lolis, portanto elas recebem privilégio em relação às personagens mais velhas.

O duelo da Keika contra a Eternal Queen é um espelho do embate Yaichi x Meijin, pois em ambos os casos os oponentes são figuras lendárias do shogi, que dispensam quaisquer tipos de comentários e/ou apresentações. Apesar de ser muito inferior ao Ryuo, Keika não se intimidou diante de uma adversária poderosa, e mesmo quando pensou em entregar o jogo, ela prosseguiu firmemente até alcançar a vitória. A determinação dela foi a chave de seu triunfo, e além disso ela suportou a pressão interna, pois caso perdesse ela ficaria cada vez mais distante de se tornar uma jogadora feminina profissional.

Esse evento pré-jogo parece mais uma cerimônia de casamento

Em relação a Ginko, o tapado protagonista não tinha condições nenhuma de interpretar os sinais de sedução da Ane-deshi, então só dessa vez ele merece um desconto. Apesar que ele deveria ter pedido desculpas a ela, pois seu ato, mesmo que compreensível, foi inaceitável pois ofendeu àquela que mais tem estima por ele.

Caro(a), leitor(a), creio que você deve ter notado que eu dei foco ao tema “família” neste artigo. Pois bem, famílias surgem de casamentos, certo? (Eu sei que nem todas são frutos do matrimônio), mas enfim, o “casamento simbólico” da Ai com o Yaichi foi uma cena engraçada e que ao mesmo tempo reafirma os laços entre os dois. Agora ela será discípula dele para sempre.

A “Ai 1” como discípula vem cumprindo bem seu papel, tanto que no período onde o protagonista estava isolado por conta da quarta partida contra o Meijin, ela deixava comida na porta de sua casa. Enquanto isso ele ignorava toda ajuda dela, guardando a refeição na geladeira.

Yaichi vai para a quarta partida da “melhor de 7”, fortalecido e encorajado devido ao apoio de sua família, que não foi “forçado” a gostar dele e aturá-lo por questões genéticas, e sim por opção.

O artigo desta semana fica por aqui. Obrigado a todos que leram, e até a próxima!

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