Essa semana Nanatsu no Taizai: Imashime no Fukkatsu entregou o fechamento de sua segunda temporada. Manteve o nível de seu episódio bem elevado, trazendo consigo muitas informações envoltas de Meliodas e sua personalidade. Tivemos também informações dos mandamentos que continuam vivos. E também trouxe um final em aberto que já deixa os fãs naquela espera pela próxima temporada. Sem mais enrolação, vamos à análise.

A parte inicial retratou a batalha, se é que podemos chamar de batalha, entre Fraudrin e Meliodas. A luta foi unilateral, um verdadeiro show de espancamento de Fraudrin. A própria Merlin mencionou que ele não tinha a mínima chance contra o capitão, e o resultado foi essa surra. Mas aqui é interessante ressaltar a mudança de Meliodas, seu olhar sombrio e sua expressão maligna, muito distante daquele personagem que nos acostumamos a ver – era alguém realmente demoníaco. É alarmante essa situação, alguém com um poder descomunal desse, podendo voltar a ser maligno… é algo que renderá discussões na próxima temporada. Vejo como interessante ressaltar o quão boa ficou a animação dessa cena, algo que é até padrão de Nanatsu já, mas que vale a pena destacar.

O poder de Meliodas com a marca demoníaca deve aumentar consideravelmente, o que nos faz questionar sobre como seria, por exemplo, uma luta mano a mano com Estarossa. Digo-lhe que provavelmente Estarossa venceria, pois o mandamento do amor se relativiza  com a força, ele faz refém a quem quer seja. Meliodas nutrindo qualquer ódio perante Estarossa não venceria a batalha.

Antes de prosseguir é necessário confirmar os mandamentos de alguns demônios. Primeiramente, Fraudrin: o mandamento da generosidade, mas por algum motivo ele não é reconhecido por esse (no final do artigo o possível porquê). Gloxínia é o do repouso, e Dolor é o da paciência.

Pois bem, voltando a Fraudrin e Meliodas, o mandamento se vendo sem saída resolveu se auto destruir. Porém, Griamore resolveu interferir e apelar aos sentimentos do demônio. Bom, Fraudrin passou muito tempo no corpo de Dreyfus, era lógico que ele, sim, nutriria muitos sentimentos de natureza humana, inclusive relacionados a Griamore, filho de Dreyfus. Então, o mandamento resolveu desistir e não se auto destruir, respeitando os sentimentos que agora nele habitavam. O resultado disso culminou em Fraudrin pedindo para Meliodas matá-lo, e o capitão não hesitou nem um pouco, pelo contrário, ele se deliciou ao fazer aquilo, aquele rosto perverso voltava a  incomodar a todos que estavam perante a batalha. Digamos também que a maneira que Meliodas matou seu inimigo não tenha sido um manual de etiqueta, algo que preocupou Elizabeth também.

Griamore interferindo na batalha.

Ao final da batalha era visível que todos estavam espantados com o que viram de Meliodas, inclusive Ban, que ficou na dúvida do que fazer com relação ao seu amigo, o que resultou em um cumprimento frio e aquele ar de suspense na cena.

Um cumprimento seco entre Ban e Meliodas.

Chegamos a uma das partes mais emocionantes do episódio, a conversa entre Meliodas e Elizabeth. A partir dela podemos ter algumas informações sobre essa personalidade de Meliodas. Ele realmente é imortal por conta da maldição citada em episódios passados, mas a cada vez que ele morre, ao voltar ele fica com menos emoções de bondade, ficando assim cada vez mais próximo de ser aquele Meliodas maligno do passado. Isso o fez desabar em lágrimas nos braços de sua amada. Também acho interessante ressaltar que Meliodas falou que precisava ficar mais forte para manter Elizabeth segura, mas o que seria tão forte a ponto de obrigar esse monstro de poder a se preocupar? Isso com certeza é um presságio do que virá na próxima temporada.

A cena entre Elizabeth e Meliodas.

Depois de alguns momentos não muito relevantes, voltamos ao chapéu de Javali, onde é possível notar que Meliodas ainda consegue exprimir um pouco de seus sentimentos com seus amigos. Além disso, Merlin confirmou que Zeldrys e Estarossa estão vivos, eles realmente conseguiram sobreviver àquele ataque feroz do grande Rei do Sol, Escanor. E para fomentar um pouco mais do que será a próxima temporada, Merlin ainda ilustrou que a cidade de Camelot é o alvo dos mandamentos ainda vivos, que são: Zeldrys, Gloxínia, Dolor, Merascylla e Estarossa. Sim, Merascylla ainda está viva, então aquela morte perante o Ban foi algo falso, ou pelo menos não o suficiente para realmente matá-la. Sendo assim, Elaine continua viva.

Só para ilustrar alguns desses momentos secundários, os quais comentei que não têm muita relevância: Griamore voltou a ser adulto por conta de um beijo da Verônica; o reencontro de Escanor com Merlin foi abaixo do que esperava, ele agiu muito mais como um cachorrinho dela; Jerico agora possui os poderes de gelo de seu irmão; e também uma cena até certo ponto emocionante, que é o enterro dos cavaleiros sagrados que morreram em batalha.

O enterro de Denzel.

E para finalizar, algo bem interessante: aparentemente Gowther se lembrou dos seus tempos de Mandamento. Ele é o detentor do mandamento da generosidade, atualmente Fraudrin que é intitulado assim. Porém, vejo que o rei demônio não liberou o mandamento a ele, por saber que Gowther ainda estava vivo, e que poderia voltar a ser o que era. Não sei se Gowther voltará imediatamente ao lado dos mandamentos, mas é possível.

Essa foi a análise do episódio 24 de Nanatsu no Taizai: Imashime no Fukkatsu. Esse foi o episódio final, todos os leitores já sabem como essa temporada me agradou, e deve ter agradado a vocês também. As expectativas para a próxima temporada são muito altas, porém isso irei abordar melhor na resenha final dessa segunda temporada.

Obrigado por acompanhar mais um artigo!

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