Infelizmente, nenhum dos dois episódios tem um a ver com o outro. Um conta a história de um casal que foi separado pela Guerra do Pacífico, e o outro sobre uma amizade bonitinha. A moral da história é diferente, mas é isso o que consegui juntar em minha ausência.

Eu ainda não entendo bem esses deveres de casa de crianças japonesas, apesar de ter visto vários animes que apresentam rotinas de estudantes considerados normais. Mas um dia eu vi uma cena bem interessante. Não costumo falar sobre viagens que fiz, porém desta vez cabe a chance. Um dia, no meio de uma viagem que fiz para a Europa (na época, estava em Roma) e peguei um trem para ir em direção a Asissi, encontrei uma menina japonesa em uma das mesas. Ela estava fazendo um desses exercícios de férias, e tinha um caderno com um espaço onde ela poderia desenhar algo do dia. Isso ficou bem gravado na minha memória, e essa viagem da Mana me fez lembrar desse dia.

A cara de quem não sabe o que fazer nem nas férias, nem no projeto de pesquisas.

Não é a mesma coisa que falar dos dias de férias, mas a pesquisa que Mana estava fazendo foi algo bem profundo. O que flores não podem fazer pela gente, não é mesmo? Todas elas possuem um significado muito diferente, e essas Yokas estavam mostrando que algo trágico e, ao mesmo tempo, bonito, aconteceu há muitos anos, e em uma época que uma guerra muito importante para a história japonesa aconteceu. A Guerra do Pacífico, uma guerra que aconteceu durante a Segunda Guerra Mundial. Para mais detalhes, é só clicar aqui, mas o resultado foi a perda do Japão e a morte de muitos soldados. No anime, eles colocaram uma história muito bonita, sobre um casal que foi separado por conta dessa guerra, e a maior lição que aprendemos é outra, já que retrata sobre o corte descriminado das árvores em uma determinada região longe do Japão e, para poderem se lembrar do passado, o barulho de toda a Guerra do Pacífico foi recriado. Porém, agora o coração da tia-avó de Mana está em paz, e o homem que saiu para a guerra teve sua carta finalmente entregue.

Os Tabuans, aqueles que ajudaram do início ao fim para poder manter a história que foi criada até que fosse desvendada.

O segundo episódio mostra uma amizade onde, literalmente, dois opostos se atratíram. Takurou-Bi, um youkai de fogo, prefere ficar isolado, pois tudo o que ele toca, queima. Até que, um dia, Nezumi Otoko o encontra e decide se tornar “amigo” dele. Mas como bem conhecemos o ratão, nada disso daria certo. Takurou-Bi ainda se sentia muito solitário após a construção de um parque criado pelo Homem Rato, o Bibibi Fire, e decidiu dar umas voltas no parque para espairecer. Assim, ele encontrou o seu verdadeiro amigo, Pigu(não Pingu). Essa amizade dos dois foi extraordinária porque quem trabalha com público precisa saber falar sem titubear. Os dois treinaram dia após dia para que tudo desse certo nos seus trabalhos.

A falsidade já começa aqui.

Enquanto Nezumi Otoko estava na esbórnia, os dois amigos se encontravam todos os dias para conversar e treinar bastante. Mas assim que o trabalho do Pigu estava dando frutos, o Homem Rato decidiu destruir seu palco/sua carreira, deixando Takurou-Bi totalmente raivoso. Tanto que ele estava “comendo” todos os caras que estavam destruindo o local e aumentando de tamanho. Para mostrar que nada daquilo era necessário, Amefuri-Kozou, que era o Pigu, lançou uma chuva para acalmar o amigo. Além disso, por ser o único youkai que Takurou-Bi tocava ser ser queimado, os dois permaneceram companheiros dali em diante. Não é à toa que muita gente também é atraída pelas diferenças dos outros. Acho que a melhor lição que podemos tirar do episódio é: viva as diferenças! O seu amigo pode estar do seu lado e você nem abriu o seu coração. Que coisa feia.

Como destruir esta linda amizade agora?

 


 

Os youkais que apareceram no episódio 21:

Takurou-Bi: Eu fiquei procurando por diversas informações e não encontrei praticamente nada. Ele não foi criado na cabeça do autor, como vários youkais já mostrados, mas teve sua primeira aparição no Gegege no Kitarou de 1985, no 85º episódio. Teve uma informação que achei que estava escrito que, na verdade, era o espírito de uma mulher, mas no anime ele é visivelmente um homenzinho.

Takurou-Bi já zangado.

Amefuri-Kozou: é um youkai com forma de uma criança estranha, o qual tem um chapéu com formato de guarda-chuva e, às vezes, carrega uma lanterna de papel em uma das mãos. Também pode-se avistá-lo brincando em poças d’água nos dias de chuva, espirrando e correndo. Tem o poder de criar tempestades, assim como foi mostrado no anime. Para algumas poucas informações adicionais, clique aqui.

Amefuri-Kozou já assustado.

 


 

Muito obrigada por ler o artigo até aqui, e nos vemos no próximo! o/

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    Como tava esperando as análises deste anime, bom que deu um combo duplo e amei. 20° ep pegou num ponto considerado delicado aos japoneses, que é a guerra, muito pelo que sofreram na 2° Guerra Mundial e em outros conflitos, como o citado acima; a história que puseram mesmo sendo clichê, funciona pro desenrolar da trama e é interessante a Mana que via isso de maneira superficial poder entender as sequelas que guerras ou conflitos causam às pessoas, sejam ou não envolvidas nisto, meio que lembra dos nossos pais contando suas vidas antes de casados, como era a vida deles naquela época.
    21° ep não tem como não falar que é uma gracinha a amizade dos dois pequenos youkais, mostrando que amizades não fazem acepção e sim que ganhem com a companhia do outro; bacana que sendo opostos, um pode apoiar o outro e agora que são amigos, nenhum deles sentirá mais sozinho, muito fofo o contexto do episódio. E de sempre, o Nezumi Otoko se metendo onde não se deve: este youkai não aprende mesmo…

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