Grand Blue além de ser uma ótima comédia consegue retratar bem algumas situações mesmo sem o uso de caretas ou situações nonsense. E ainda que tenha aliviado a cena toda com um enjoo, era visível que Iori lamentava não poder presenciar tudo aquilo que seus amigos tinha visto no mar. Como sempre foi um belo episódio e ideal para o encerramento da série. Lembrando que teremos a resenha semana que vem!

Não conseguir a licença foi um golpe duro e inesperado para Iori. Ficar doente no dia mais importante da viagem (junto com o dia do mergulho, é claro) foi uma penalidade injusta e lamentável, mas acontece pois a vida tem dessas. Porém o pior acabou sendo o que ele perdeu ao não conseguir sua licença pois a visão e a experiência que teria seriam sensacionais e inesquecíveis. E visivelmente triste por isso (e com enjoo) ele acabou atraindo a atenção de Chisa, sua prima tsundere que no fim, se importa com as pessoas quando mergulho está envolvido.

Foi legal ver a preocupação dela e suas tentativas de animá-lo, ainda que de certa de forma não precisasse pois apesar da frustração, Iori não iria deixar de gostar do mergulho. Foram muitas experiências que ele teve por causa do mergulho e abandonar tudo isso depois de tanto esforço seria tolice. Isso tudo sem contar que ele é grandinho demais para tomar tal atitude, né? Porém mesmo tendo em mente tudo isso, ver as considerações dele sobre uma viagem que apesar de boa poderia ter sido infinitamente melhor foram algo que o fez subir no meu conceito. Apesar de certas ações e atitudes, Iori sempre mostra um lado maduro e interessante em algumas ocasiões, como essa por exemplo.

Mas Grand Blue sem bebida não é a mesma coisa, tinha que ter bebedeira no episódio final. Um dos pontos engraçados das bebedeiras é que Iori e Kouhei sempre fogem inicialmente e no fim acabam bebendo mais do que todos. É uma tentativa inútil que nunca dá certo mas continua sendo engraçada por conta dos extras que nesse caso eram os outros integrantes do grupo. Aliás, vale lembrar da inocência da dupla ao achar que iriam pegar leve nas bebidas e que o Otori iria ser cancelado, afinal, esse era o segundo objetivo mais importante que rivalizava com o primeiro e nada impediria de ocorrer tal comemoração. E quando há inocência de uns, há maldade em outros.

Kouhei e suas pérolas

Como grandes beberrões, Tokita e Kotobuki consideravam importante a felicidade de todos durante a comemoração. E ainda que isso tenha sido mal interpretado pela dupla de protagonistas, isso foi o que aconteceu pois colocaram bebidas “leves” que o deixaria que todos tivessem ótimas lembranças daquele dia… ou não. Particularmente eu nunca bebi e acho que teria um destino parecido com o do Aina que bebeu uma versão mais fraca e diluída mas acabou ficando bêbada de qualquer forma. E no fim, a melhor cena acabou sendo quando Iori foi repreendido por uma tentativa de colocar água no vaso ao invés de uma cotovelada.

Talvez a graça esteja nessa incerteza

E como pessoas que haviam tentado fugir anteriormente, Iori e Kouhei tiveram uma última tentativa desesperada de fugir da bebedeira sem fim. Pesquisar a forma correta de fazer o festival teria sido uma jogada inteligente se os senpais se importassem com isso mais do que as bebidas. O tiro saiu pela culatra e no fim, a fuga foi um completo fracasso. Para piorar, eles tinham uma Aina bêbada e em fúria e por isso estavam naquele famoso dilema: se comer o bicho pega, se parar o bicho come. E ainda que estivessem refletindo sobre tudo o que havia acontecido em suas vidas universitárias, Iori e Kouhei “faleceram” pelas mãos de Aina, mas passam bem.

Olha, na verdade precisa sim

Em seu final, Grand Blue misturou tudo aquilo que ele nos apresentou durante seus 12 episódios: bebidas, mergulho e confusões sem fim. Foi um fechamento à altura da melhor comédia da temporada e do ano (na minha opinião, é claro) onde o que não faltou foram risadas e divertimento. Como fã da obra desde que conheceu o mangá, me sinto extremamente satisfeito com essa adaptação e estou muito ansioso por uma possível continuação (tomara que tenha).

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