As crianças da geração atual são bastante expostas às tecnologias e se adaptam facilmente a elas. Com Misha não é diferente, pois um de seus principais meios de entretenimento se trata de um jogo online. O ambiente digital pode ser nocivo para uma criança se não houver controle dos pais (ou de um responsável), pois existem inúmeras armadilhas que podem causar danos graves à vitima. 

A primeira parte do episódio faz piada justamente com os perigos que qualquer criança pode ser exposta no meio digital (no caso desse episódio, se tratava de um jogo online). A situação foi cômica, pois quem sentiu na pele todos esses perigos foi a Tsubame, que fingiu ser uma garotinha para tentar se aproximar da menina que ela cuida. As reações da maid foram hilárias ao saber que no jogo em que ela fez cadastro tinham vários lolicons (sendo que ela é uma também).

O jogo online que elas estavam jogando possui uma dinâmica bem infantil, onde o jogador não mata os inimigos, mas sim, os purifica, o que é algo interessante, pois mostra que a garotinha estava se divertindo com uma forma de entretenimento adequado para a sua faixa etária. Outro detalhe ainda mais interessante, é que Misha sabe como se proteger em jogos online (creio que ela também saiba se proteger em redes sociais), mesmo não tendo supervisão do pai, que é meio desleixado e também tem dificuldade de se aproximar da filha.

Mesmo fazendo as atividades domésticas, Tsubame presta atenção na Misha

Após o plano de Tsubame de fazer amizade com a Misha através de um jogo online ter fracassado, a empregada parte para um outro plano. A ideia de sair para acampar é excelente, pois ajuda a tirar a criança de sua zona de conforto (e do sedentarismo), apresentando lugares diferentes a ela, entretanto, a empregada/babá em questão não usa métodos ortodoxos de como cuidar de uma criança, e essa é justamente a graça da personagem, porém, apesar das loucuras, ela se preocupa com a garotinha para quem trabalha e sabe de suas necessidades, como a que foi vista na parte inicial do episódio, onde ela tentou fazer amizade com a Misha, justamente pelo fato dela, aparentemente, não ter amigos.

Misha se divertiu bastante acampando com a empregada, mas ainda não dá o braço a torcer. A tendência é que, aos poucos, Tsubame vença a resistência e a birra da garotinha.

A comida deve estar deliciosa

A ex-militar também perdeu um ente querido muito precioso (no caso o pai), e isso meio que desarmou Misha por alguns instantes, pois ela encontrou alguém que passou pela dor do luto que ela está passando agora.

Na cena onde Misha grita para a Tsubame que ela não é mãe dela e logo em seguida a empregada confirma o que foi dito pela garotinha, passa a impressão que a empregada não quer substitui a figura materna da mãe da Misha. Aliás, isso, muito provavelmente, deve ser a razão dela não gostar que o pai contratasse uma empregada/babá.

Apesar de estar apenas no início, esse anime promete momentos divertidos ao longo da temporada.

Obrigado a todos que leram até o final. Até o próximo artigo!

  1. Avatar

    Não tem muito o que dizer o Flávio matou a pau na resenha…

    Bem de minha lavra tenho a dizer, só assisto esse anime esperando a Tsubame se revelar mais (essa mocinha precisa de tratamento psiquiatrico já!!).
    Lógico, que não é uma peça a levar a sério (é para o entretenimento), e muitas pessoas ficam revoltadas com o excessivo interesse da Tsubame por crianças fofinhas. Mas cá comigo e meus botões começo a criar uma tese do porque os japoneses não vão ao divã (nunca ouvi de um japônes indo a um terapeuta)…O anime deve fazer isso por eles (taí Wakaru Shinryounaika é bem legalzinho)!!!!

    Agora se funciona como uma valvula de escape ou chamamento ao ridiculo de um dito comportamento (entendido como tal) aí já não sei…

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