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O Reino Unido se chama “Reino” e a França se chama “República”. No final do episódio ainda é revelado que os Estados Unidos se chama “Estados Unificados”. E, claro, a Alemanha se chama “Império”. Esses nomes são todos idiotas, mas pelo menos eles guardam alguma relação com o país original (a Alemanha na época da Grande Guerra era um império, afinal). A Rússia já foi citada em algum episódio se não me engano, mas nunca teve papel nenhum (e tem um nome idiota desse nível também). Ao invés, os em nosso mundo neutros países escandinavos é que se aliaram à França e ao Reino Unido. E na falta de nome melhor, eles se chamam “Aliança Entente”.

É um nome estúpido em vários níveis, mas não vou me alongar. É claro que não tem nada a ver com os países em questão, mas o que é realmente encantador nessa escolha é que “Aliança Entente” é quase o nome da Tríplice Entente, que vem a ser o nome não de um país, mas da, veja só, aliança de países que primeiro prestaram combate às potências centrais (reunidas em sua própria Tríplice Aliança): Reino Unido, França e Rússia. Não foi à toa que quando os vi combatendo pela primeira vez na frente ocidental achei que fossem ingleses. Não são. Tampouco são russos (e nem faria sentido russos naquele teatro de batalhas mesmo): são noruegueses. Ou são suecos, não sei. Na dúvida, são norosuecos.

Ah, e prefiro não falar sobre a “Dáquia” (Romênia)…

Mas eu só queria tirar esse peso do meu peito mesmo, o episódio foi bom e a campanha norte tem sido divertida!

Ou foi divertida. Tenho quase certeza que ela se encerra com esse episódio. Permaneço curioso contudo para saber porque envolver os países escandinavos e ignorar a Rússia. Me parece uma escolha estranha. Só não mais estranha do que escolher anos deliberadamente diferentes – na linha do tempo desse universo paralelo, a guerra começou quando no nosso já havia acabado havia alguns anos. Bom, quanto a diferença de anos creio que tenha por função descolar os fatos do anime dos fatos reais e não atrair críticas desnecessárias (é ficção, afinal). Oh, bem, considerando o quanto já escrevi sobre as diferenças entre a história verdadeira e Youjo Senki, acho que não está funcionando muito, só está me deixando mais curioso!

Eu quase fiquei triste com o final desse episódio. Ao ver a bandeira do navio no qual evacuava a família do oficial ententês (olha o que esse nome me obriga a escrever…) logo pensei: é os EUA! Os EUA vão aparecer logo no anime, viva! Mas quem é que vai acreditar em mim agora? Quero dizer, se o episódio tivesse acabado sem revelar que era mesmo os EUA (desculpa, os “Estados Unificados”) eu estaria aqui escrevendo sobre como eu previa a entrada na guerra dos EUA por causa daquela bandeira e coisa e tal, mas o próprio episódio já confirmou a nacionalidade da bandeira então não restou o que dizer. E se eu disser você poderá legitimamente duvidar de mim (“adivinhou nada, tá só falando o que viu no episódio!”). Mas eu gostei do final.

Não porquê revelou que os EUA estão mesmo na parada, lógico, mas porque foi muito bonita aquela cena final do episódio com a filha em prantos abraçando a mãe, ambas fora de foco e em primeiro plano, com o foco no rádio que está em segundo plano transmitindo a notícia de que Orse foi tomada e todos os que a protegiam dizimados (que por sinal é o único áudio da cena, junto com a música de fundo; as personagens e o ambiente são mudos). Bonita de uma forma triste, mas muito bonita. Pôs um ponto final na história do Coronel (acho que ele tinha chegado a coronel) Anson Sioux depois da morte estúpida dele. Como costumam ser as mortes provocadas pelas guerras.

Essa cena

Por que depois de sobreviver uma segunda vez a um embate contra um inimigo que ele já tinha visto quão poderoso era ele insistiu em atacar a Tanya? Aliás, esqueça ela. Por que ele insistiu em lutar quando a derrota já era óbvia? Onde estavam as prioridades dele? Defender o país? Homens mortos não defendem países. Ele deveria saber que vencer ali seria impossível. Esperança de derrubar pelo menos a Tanya? Acho que os defensores de seu último ímpeto irão se agarrar a isso, mas por excepcional que seja a Tanya, ela é uma só e permanece o fato que aquela batalha já estava mais do que perdida. O que é preciso para alguém jogar sua vida fora assim? Que tipo de loucura é necessária para que uma filha, uma criança, dê uma metralhadora de presente para seu pai?

Eu sei que Sioux lutava com o que ele acreditava ser a ira dos justos no peito, mas bem sabemos que a história é escrita pelos vencedores, e em uma guerra não há necessariamente um lado certo e um lado errado. No caso específico da Primeira Guerra Mundial, que Youjo Senki emula, com certeza não haviam esses lados bem definidos. Quem atacou primeiro foram terroristas sérvios. O primeiro país a declarar guerra oficialmente foi a Áustria-Hungria, agravada pelo assassinato de seu príncipe. Os demais países europeus declararam guerra um a um por causa de um sistema de alianças que visava proteger interesses bem menos nobres do que o “Bem” ou a “Justiça”. Não havia lado certo naquela guerra. Não à toa as ações de Sioux e Tanya nesse episódio espelham-se.

Ele não vai te responder

A metralhadora (que eu já chamei de metralhadora, e a minha legenda chamou de metralhadora, e pareceu se comportar como metralhadora, mas me pergunto se já haviam metralhadoras daquele tipo naquela época; a mim parecia mais um rifle, mas tenho certeza que o Kondou irá esclarecer isso para mim e para os demais leitores nos comentários) foi dada a Sioux por sua filha como presente de natal. Tanya a tomou no final do episódio e chamou-a de presente de natal. Na carga final ambos invocaram a Deus. Sioux antes da batalha comentou sobre a beleza da vista dos fiordes. Tanya após a batalha comentou sobre a beleza da vista dos fiordes. Qual deles estava do lado certo? Há um lado certo? De qual lado estava Deus?

Onde está Deus?

Acho que Youjo Senki é o primeiro anime para TV com temática militar que eu assisto que não é só pela ação ou pior, uma defesa da estética ou ética militaristas ou mesmo do mais desavergonhado imperialismo (Oi, Gate!). É tudo tão rude, trágico, desgraçadamente infeliz e sem propósito, são todos tão sem pudores. O mundo está em chamas e ninguém se importa. Mesmo sem as divertidas cenas de batalha ele já estaria ganhando pontos comigo, mas isso é outro nível. O ridículo de Youjo Senki não é nada perto do ridículo das guerras do mundo real e serve para mostrar que o nosso rei está nu. E que venham os Estados Unificados!

O homem aprendeu a voar e agora despenca dos céus

  1. Pobre Tanya, não conseguia alcançar à parte do mapa.
    O plano de X me parece estar sendo efetivo. Os próximos de Tanya verão-a como uma “mensageira de Deus” e inimigos começarão a rezar para não ser seu próximo alvo, além dela mesma estar sendo lentamente convertida. Sem grandes surpresas, às coisas foram fáceis para Tanya. Esperava que o Coronel fosse trazer dificuldades, mas sua morte foi simples.

    Fora isto, ótimo post. Até!

    • Fábio
      Fábio "Mexicano" Godoy

      A hora que o Sioux se enfureceu achei que ele fosse entrar em um frênesi viking =D Mas que nada, foi só inútil mesmo. Como todo o resto da guerra.

      E qual será o “plano” de Deus? Me parece que esse mundo é apenas o Inferno, não existe plano nenhum, as pessoas são jogadas aí só para se desgraçarem mesmo.

      Obrigado pela visita e pelo comentário! =)

  2. Este episódio de Youjo, foi bom e engraçado. Engraçado, porque eu já tinha comentado, no artigo do episódio 6, o rumo que a história do coronel Sioux (que parece mais um nome de um nativo americano, que outra coisa) ia levar. A morte dele era mais do que previsível, mas a previsibilidade foi o factor mais engraçado deste episódio. Começando pelo inicio do episódio, a despedida do coronel Sioux da sua filha Mari, foi muito bonita, a pequena Mari admirava e amava muito o seu pai e aquela despedida mostrou isso. Mas não foi isso, que me cativou a atenção, aquele navio a vapor que fazia a imagem de fundo esse sim, me despertou a atenção. Eu já sabia a que pais pertencia aquele, navio de passageiros, eu reconheci logo pela bandeira. O mais engraçado é que eu por momentos pensei, que tal navio, ia protagonizar um momento dramático, já que o motivo que levou os E.U,A a declarar guerra ao Império Alemão, foi quando um submarino alemão, afundou o RMS Lusitania, sem aviso prévio, além de crime sob as leis internacionais da guerra, tal ataque matou dezenas de americanos que iam a bordo do RMS Lusitania. A suposta desculpa, para abater tal navio de passageiros, é que este levava material bélico, para dar suporte à Inglaterra e França, só muito anos depois é que se veio que tal, suspeita era verdadeira. Eu nem imagino, o que se estava a passar na cabeça da pequena Mary, para dar de presente ao seu pai, uma sub-metralhadora. Ela devia estar mesmo em choque e medo de perder o seu pai. Em relação à sub-metralhadora que a Mary deu ao seu pai, em relação em termos históricos e tecnológicos, o anime até acertou. Aquele rifle que a Mary ofereceu ao seu pai, deve ter sido um dos primeiros modelos de rifles semi-automáticos, se repares bem nas cenas em que esta arma é disparada neste episódio, a cadência de tiro é bastante mais lenta se comparada com a cadência de tiro de uma metralhadora montada, daquelas que se viu nas trincheiras no episódio 1. Não sei se reparaste, mas este episódio, pelo menos a mim, deu-me a sensação de um time skip, bom em relação ao inicio da guerra no anime. Se repares nos uniformes, armamento dos soldados, do lado da Tríplice Entente, como do lado do Império Alemão, houve um upgrade enorme dos exércitos. Eu só discordo quando, disseste, que aqueles soldados, colocados naquele fiorde fossem suecos ou noruegueses. Aquele regimento que acompanhou o coronel Sioux, de certeza absoluta eram franceses (neste caso do anime, eram Republicanos), aqueles capacetes de aço Adrian, só os franceses é que os usavam (pequena curiosidade, os franceses foram pioneiros no uso de capacetes de aço, no cenário de guerra moderna), já para não falar dos uniformes deles. E aqueles soldados que apareceram no trem dos reforços quase no final do episódio, deviam ser ingleses e canadianos, só pelos capacetes e uniformes posso afirmar isso. Mas não é errado, considerar, que na lógica do anime, tropas nórdicas pudessem estar destacadas como reforços. E a parte que eu mais gostei neste episódio, foi quando as tropas imperiais, desembarcam, naquele fiorde, ali o exército alemão, já usava o famoso e eterno capacete de aço Nazi (Stahlhelm), as famosas botas de cano alto pretas e as famosas granadas de mão, Modelo 24.
    Mas antes de dedicar mais um textão à parte da batalha, vou falar um pouco da Tanya. Aquela discussão entre ela, e aquele general do norte foi, muito boa. A Tanya estava literalmente a desprezar as habilidades de general, desse mesmo superior dela, a cara de irritação do mesmo foi muito engraçada. Naquela cena, onde a Tanya e dois dos comandantes, mais importantes de reúnem para discutir estratégias com a Tanya foi muito boa. A Tanya afinal, não usa apenas os conhecimentos obtidos, no outro mundo, ela também tem uma grande capacidade de raciocínio, ela desvendou os planos secretos de invasão, num piscar de olhos. Na primeira Guerra Mundial houveram muito poucas batalhas navais, por isso este anime neste episódio o anime deixou-me bastante curioso em relação a uma eventual batalha naval. Aquele estreito, aquele fiorde, ou enclave, estava exageradamente armado. Aquelas baterias de artilharia pesadas, não correspondem em nada, ao armamento anti-naval, disponível na altura da Primeira Guerra Mundial. Aquelas baterias de artilharia anti-naval, deviam disparar projecteis de 460mm (o equivalente às torres de artilharia do couraçado mais pesado e forte da Segunda Guerra Mundial, o Yamato), tal coisa era impossível na altura da primeira guerra mundial. Mas ainda assim esse fiorde, proporcionou momentos bem interessantes. Em termos de infraestruturas defensivas colossais, dos nossos tempos, só me lembro da Linha Maginot e pouco mais. E recuando um pouco mais no tempo a Grande Muralha da China.
    Eu acho que o destacamento do coronel Sioux, nunca teve hipótese real de vencer. Se fosse só um ataque naval, até tinham uma chance, mas agora contra magos, note-se a despreocupação nas defesas anti-aéreas nas baterias de artilharia, coisa típica na Primeira Guerra Mundial. Sem uma boa defesa anti-aérea, as tropas da Aliança Entente, ali não tiveram hipótese.
    Aquele ataque surpresa dos Imperiais,comandados pela Tanya, quando os homens da Entente se deram conta, que alguma coisa estava mal, já foram tarde. Em momento algum, o esquadrão de magos, comandados, pelo coronel Sioux, tiveram hipótese contra o batalhão imperial Alemão. Aquela cena, onde o coronel, Sioux, no momento de raiva, ataca ou tenta atacar a Tanya com fúria, foi burrice. Ele sabia, que não tinha hipótese alguma, contra o esquadrão da Tânya, quanto mais a Tanya, aquela tentativa de ataque foi estúpida e falha por parte dele. Mas ainda assim, ver o nobre e honrado, coronel Sioux, morrer de forma tão estúpida e parva custou muito. Mesmo partindo para cima da Tanya, com a convicção que as acções dele é que eram as correctas, rogou umas palavras a deus, que nada lhe valeram, ele acabou morto pela Tanya. A Tanya nesta parte, foi um pouco selvagem, desde já pela forma fria e calculista que ela matou o Sioux e pior ainda, tirou um dos bens mais preciosos, para o mesmo, o rifle de assalto que a sua filha Mary lhe tinha oferecido. E este mesmo rifle de assalto ainda vai dar muita merda lá para a frente, de certeza absoluta. Aquela cena, pós créditos, onde a filha do Coronel Sioux e a sua mãe, ouvem o que se passou naquela batalha, foi muito triste. E fomos apresentados ao Estados Unificados, a inspiração para os nomes fictícios dos países deste anime, foi muito duvidosa. Eu farto-me de me rir, com os nomes que este anime, usa para exemplificar os países daquela época. Para mim, a pior foi o nome dado à Russia, Russi este nome foi desmazelo e preguiça por parte dos responsáveis do anime. Daquia, foi outra vergonha, para exemplificar a Roménia. E os nomes dados, pelo anime para descreverem a França e a Inglaterra eu nem digo nada.
    E respondendo ao teu último ponto do artigo. Deus, no mundo do anime, não existe e isso fica claro, com as demonstrações a aparições sádicas da existência X em Youjo. E por falares em Imperialismo, o anime Gate, mesmo eu tendo gostado, ele foi uma demonstração pura do Imperialismo e nacionalismo dos japoneses, é que eles no decorrer das duas temporadas de Gate se deram ao trabalho de disfarçar isso.
    Antes de acabar o meu comentário, aquela arma que a Mary deu ao seu pai, foi um dos primeiros protótipos de um rifle de assalto do mundo. Só estranhei o facto de alguém da república já ter uma arma tão moderna como aquela. Foram os alemães na primeira Guerra Mundial, que inventaram o primeiro Rifle de assalto do mundo, chamado de Sturmgewehr 44, os primeiros protótipos saíram na fase final da Primeira Guerra Mundial, mas este rifle só entrou em uso na Segunda Guerra Mundial. O famoso rifle de assalto AK-47, foi amplamente uma cópia descarada do rifle de assalto alemão Sturmgewehr 44.
    Eu estranhei bastante a frota Imperial Alemã, que invadiu o fiorde nórdico, nela haviam muitos couraçados pesados, daquilo que me lembre da Primeira Guerra Mundial, a Alemanha Imperial era relativamente fraca, em termos de marinha. Eles tinham muitos submarinos, mas couraçados e fragatas eles tinham poucas.
    Como sempre mais um excelente artigo de, Youjo Senki Fábio. Espero ter sanado a tua dúvida em relação ao rifle personalizado do Coronel Sioux.

    • Fábio
      Fábio "Mexicano" Godoy

      E mesmo a morte do Sioux sendo previsível, a forma como ela veio não foi! Quero dizer, ele poderia ter sobrevivido – mais uma vez. A Tanya pareceu até aliviada de não precisar matá-lo. Isso me faz pensar se há um resquício de humanidade nela ou ela só acha que “daria mais trabalho” mesmo. De todo modo, ele poderia ter sobrevivido. Mas escolheu a morte. Por orgulho, por estupidez, pela “pátria”, essa abstração em nome da qual tantos absurdos tão estúpidos quanto orgulhosos já foram cometidos. Seria totalmente diferente se ele tivesse uma chance, mesmo que mínima, de, senão uma vitória, conseguisse pelo menos atrasar os planos alemães. A história está coalhada de vitórias contra todas as chances e derrotas gloriosas. Mas àquela altura mesmo isso já era obviamente impossível. E ele ainda olhou para o rifle antes de partir para a morte. O presente de sua filha o ajudou a decidir torná-la órfã. Tem como ser mais absurdo?

      Quanto à nacionalidade do coronel, não vou descartar a possibilidade de você estar correto. Eu mesmo já achei que ele fosse inglês, não é? Apenas note que os feiticeiros franceses usam cavalinhos (bem ridículos por sinal) para voar, não esquis. Dado que os países escandinavos não participaram da Primeira Guerra não seria estranho se o autor decidisse dar a eles armas e equipamentos que não deveriam possuir em primeiro lugar. A história como a conhecemos já está totalmente distorcida a essa altura mesmo.

      E eu cogitei também por alguns instantes a hipótese de um naufrágio do navio que levava a família do coronel, mas logo descartei, dado que ele próprio deveria morrer em seguida, e nós dois sabíamos bem disso. Seria um exagero que não acrescentaria nada a história. Fora que, se a desculpa foram mantimentos (e foi essa a desculpa), não faria sentido atacar um navio em direção à América (qual será o nome do continente nesse mundo alternativo, hein? Apostas?), mas sim quando estivesse voltando para a Europa. Não que eu conheça o histórico de todos os navios afundados pelos u-boats alemães, mas Youjo Senki, o anime, tem tentado manter sua própria história mais ou menos coerente, ainda que para isso precise descartar a história verdadeira.

      Sobre as fortificações e outros armamentos, eu estranhei tantos canhões pesados também, e também notei a distinta ausência de baterias anti-aéreas (o que os tornou um alvo muito fácil), que no limite os forçou a usarem canhões contra os altamente móveis feiticeiros voadores – puro desperdício de munição, não havia meio daquele disparo atingir o alvo. Mas não cheguei a estranhar a marinha alemã. Ela não era relativamente forte, pelo menos no Pacífico? Não era tão numerosa quanto a britânica, claro, mas se não estou enganado era composta por embarcações em média muito mais novas – e poderosas. Houve inclusive o episódio da Batalha Naval de Coronel, na costa do Chile, onde o lendário Almirante Spee (o almirante mesmo, não o navio que levaria seu nome na Segunda Guerra, hehe) obteve uma vitória acachapante contra os ingleses porque … achou que eles possuíam navios mais modernos e por isso atacou com força total. Isso custaria caro aos próprios alemães depois, já que perderam muita munição, mas persiste o fato de que tinham ali uma esquadra razoavelmente poderosa.

      E mais uma vez, obrigado pela visita e pelo comentário! Sabia que iria nos esclarecer sobre a metralhadora =)

      • Visto por esse lado, realmente isso da arma dada ao Siuox pela sua filha Mary, faz pensar um pouco. O velho ainda olhou, para o presente que a Mary lhe tinha dado, custou-me um pouco ver essa cena. Eu não disse que o Império Alemão na Primeira Guerra Mundial, fosse completamente desfasado de de navios de guerra, mas a sua imagem de marca tanto na Primeira Guerra Mundial e na Segunda Guerra Mundial, era o uso exímio dos u-boats. Mas se comparássemos o poderio da Marinha Imperial da Inglaterra e da Marinha Imperial Alemã, a marinha britânica era muito mais forte (não é à toa, que eles controlaram os mares durante séculos). E já agora obrigado, pela pequena lição de história, na tua resposta ao meu comentário anterior.

      • Fábio
        Fábio "Mexicano" Godoy

        Que isso, você sabe muito mais do que eu, sou só um curioso que sabe uma coisa ou duas =D

        A história toda do Sioux é uma história de esforços inúteis e sacrifícios vãos.

        Talvez mais do que apenas ser anti-guerra (não necessariamente pacifista, mas claramente o anime está retratando a guerra de forma cínica), Youjo Senki pretenda traçar um paralelo entre os absurdos da guerra e os absurdos da vida confortável contemporânea?

      • Eu nem sei um terço, daquilo que eu gostaria de saber sobre história. E aquilo que sei, ficou-me na memória, graças às maravilhosas aulas de história que tive quando estudava (também com 5 aulas de 90 minutos, mais aulas de reforço por semana, algumas das matérias teriam que ficar na cabeça).
        E Fábio, se formos ver, a maioria das guerras, que o nosso Mundo já viu, a maior parte delas, não foram cheias de cinismo, poucas foram as guerras, que foram travadas por motivos justos. Se Youjo quer mostrar esse lado cruel e mesquinho da guerra, acho que está a conseguir. Caso Youjo pretenda traçar um paralelo entre os absurdos de guerra e os absurdos de uma vida confortável contemporânea , ele vai entrar num labirinto infinito e acho que o anime, só com mais 5 episódios para acabar, não vai ter tempo para isso.

      • Fábio
        Fábio "Mexicano" Godoy

        Tem razão, para ir além na analogia talvez esteja muito em cima, ainda mais considerando que a obra original continua em andamento. Mas considerando a origem da Tanya fico com a impressão de que essa é a inteção do autor.

      • O autor de Youjo, deve gostar de uma boa polémica. Mas o anime deverá terminar numa parte mais calma. Só se fossem dois cour, coisa que eu acho muito difícil, primeiro porque o estúdio é novo e segundo, se as vendas de midia física forem más, não haverá a continuação de Youjo tão cedo.

      • Já me esquecia da falta de material original. Também, quando Youjo, ao menos para mim, não vai deixar saudades. Mas ao menos gostava de descobrir quem é a vil existência X, e se a Tanya consegue ficar com a boa vida que ela tanto almeja.

      • Fábio
        Fábio "Mexicano" Godoy

        De fato não é um anime que vá fazer falta, mas no final das contas está sendo pelo menos divertido. Não é ruim como pareceu que seria no começo.

      • Ele realmente não está a ser tão mau,como eu pensei também no inicio. Ele até tem estado engraçado, nos últimos episódios. Mas o mais engraçado mesmo, ver os teus artigos de Youjo e comentá-los, isso sim é divertido.

      • Fábio
        Fábio "Mexicano" Godoy

        Obrigado =D

        Não seria a mesma coisa escrever sem ter seus comentários depois também. Já estou até me acostumando a deixar alguns detalhes sobre história ou armas para que você esclareça depois, hahaha, você já é praticamente co-autor!

  3. no começo eu estranhei a guerra com armamentos que apareceram no final da guerra. ate descobrir que a data do inicio da guerra e aproximadamente 5 anos para frente da data do nosso mundo, o que justificaria os armentos e aviões que aparecem no inicio da guerra ser o que temos no final da nossa primeira guerra mundial.

    • Fábio
      Fábio "Mexicano" Godoy

      Justifica em termos, né? Já que o desenvolvimento que a indústria bélica atingiu durante a Segunda Guerra não se deu apenas por causa de uns anos a mais, mas precisamente porque houve antes a Primeira Guerra e um tenso período entre guerras. Aliás, não é exagero dizer que a própria Segunda Guerra não é senão consequência da Primeira.

      Além disso, não há como ter certeza que os calendários do nosso mundo e o daquele estejam sincronizados. Podem estar naturalmente distantes em um punhado de anos, justificando a diferença numérica.

Comentários