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Oioi!

Como eu ando um tanto sem tempo, eu não abordei tudo tudo tudo que eu gostaria de falar aqui nessa resenha sobre ×××HOLiC, entretanto, contudo, todavia eu não deixei de falar sobre as partes que eu considero mais fundamentais da obra.

Aliás, esse blog é sobre animes, mas eu decidi fazer uma resenha “casada”, isto é, discorri sobre o anime e sobre o mangá. Aí você me pergunta: “Por quê?” Simples, um complementa o outro. E eu já aviso de antemão que eu acho melhor assistir o anime primeiro e depois ler o mangá. Os motivos você saberá ao ler a resenha.

Tudo pronto? Vamos lá!


Anime21 Diário

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×××HOLiC apresentou o que veio a se tornar um dos meus enredos favoritos, tanto em anime como, principalmente, em mangá. O enredo começa com o protagonista Kimihiro Watanuki, um jovem muito responsável, mas muito inexperiente com a vida e cheio de problemas, devido ao fato de poder ver e atrair criaturas sobrenaturais chamadas ayakashis. Certo dia, por obra do destino, ele encontra uma loja muito estranha (que mais parece um templo) e lá ele conhece uma espécie de bruxa, a Yuuko Ichihara, e as suas duas subordinadas, Maru e Moro. Yuuko Ichihara basicamente é capaz de atender a desejos, mas é preciso dar algo em troca de seu pedido que seja de igual valor. ~Troca equivalente feelings~ Brincadeira, ×××HOLiC é uma obra totalmente diferente. Sempre permeia no mundo sobrenatural e praticamente todo episódio e capítulo do mangá é repleto de mistério, o que incita bastante a curiosidade para o que vem à frente, ou seja, os momentos de descoberta e, muitas vezes, de evolução pessoal. O ritmo dos episódios e do mangá são muitos bons e têm aquela atmosfera CLAMP que só o grupo CLAMP consegue fazer. É algo mágico. É algo que faz você pensar e refletir bastante, no caso de ×××HOLiC. Muitas situações no enredo são alegorias ou metáforas oriundas da cultura japonesa que o grupo CLAMP pegou e deu contextos mais profundos, misteriosos e reflexivos. O anime é muito bom; tem uma temporada de 24 episódios e uma segunda temporada de 12 episódios; o mangá não foi todo adaptado e segue ainda muito à frente na história; tanto que o protagonista parece outra pessoa no final da história, depois de ter ganhado e perdido coisas importantes na vida e, assim, amadurecendo absurdamente; a segunda temporada tem uma ou outra modificação na história, mas nada que seja ruim ou que atrapalhe a leitura do mangá. E mais na frente eu falarei o principal motivo para se assistir o anime todo antes de ler o mangá.

Uma das melhores coisas dessa obra é sem dúvidas o roteiro. O texto ficou tão bom, mas tão bom, que não tem como não gostar dessa obra-prima. O tempo todo na obra há muito mistério e a Yuuko Ichihara fala bastante através de enigmas e metáforas, o que, como eu disse antes, incita bastante a curiosidade e a reflexão em cima das perspectivas de mundo tão diferentes da Yuuko, que é uma bruxa/maga incrivelmente experiente.

A grande maioria dos personagens de ×××HOLiC são muito bons. Alguns são mais divertidos, outros mais sérios, outros mais cabeça de vento, outros mais fofos e outros mais misteriosos. O protagonista Watanuki é um cara sério, mas provoca risadas por ser desajeitado em muitas situações. O seu amigo (ou talvez inimigo?) Doumeki é uma rocha de tão sério que é e isso irrita muito o Watanuki, além de outros motivos. A Himawari é a garota pela qual o Watanuki gosta e ele expressa isso de forma escancarada, mas a Himawari é uma adolescente cabeça de vento por não perceber algo tão óbvio. E, por último, entre os personagens principais, temos a Yuuko Ichihara que toda vez que aparece rouba toda a cena, pois ela é uma mulher rodeada de mistérios, muitíssimo encantadora, com um olhar e expressão corporal hipnotizantes e, mesmo com um design de membros corporais absurdos de quilométricos do grupo CLAMP para essa obra, ela também se mostrou uma mulher incrivelmente sexy. Há vários outros personagens secundários e isso daria muito texto, mas eu posso garantir que são personagens introduzidos, desenvolvidos e utilizados no enredo de maneira excepcional, seja para o mistério, seja para a comédia, seja para uma pitada de romance, etc. O anime possui uma grande quantidade de entidades sobrenaturais da cultura japonesa que o CLAMP representou todas as vezes de maneira pelo menos minimamente cativante. E é ótimo acompanhar o protagonista Watanuki tendo de resolver mistérios e evoluindo juntamente com os amigos a partir de uma certa parte da história.

Sinceramente, meus caros, deem um desconto para a animação do anime. Ela é razoavelmente antiga e peca muito em relação a detalhismo de cenas, principalmente de cenários e de rostos dos personagens quando estes estão mais distantes da tela. No mangá, ao contrário, o desenho é muito melhor e muito mais bonito, pois, além de ser bem desenhado, as titias do grupo CLAMP inspiraram-se em art nouveau e em vestimentas e objetos principalmente da cultura chinesa e da japonesa para compor os cenários no mangá. E nas capas dos volumes do mangá você pode ver uma variação imensa de experimentações artísticas, mas sempre focando em art nouveau. Eu pessoalmente sempre fico com vontade de emoldurar as capas dos meus mangás de ×××HOLiC, porque todas elas, absolutamente todas elas são muito encantadoras de tão lindas. Artisticamente o grupo CLAMP nunca me desaponta. Elas sempre fazem algo pelo menos relativamente diferente e eu aprecio isso demais nelas. Elas são certamente uma das minhas favoritas entre mangakás japoneses.

Vamos agora ao motivo principal para se assistir o anime e depois ler o mangá: a trilha sonora. As músicas de abertura e de encerramento são praticamente todas muito boas de ouvir, tanto ao assistir o anime como isoladamente. E cada uma tem um estilo diferente, mas as minhas preferidas são a abertura da primeira temporada e o encerramento da segunda temporada. Mas o que chama atenção mais ainda é a atmosfera causada pela trilha sonora de violinos com uma composição muito bonita, dando ao anime um ar de mistério mais eficaz ainda. O que acontece é que você acaba meio que levando essa trilha sonora para a sua leitura do mangá. Sério, os violinos da trilha sonora interna do anime são cativantes demais; eles até ajudam também na dramaticidade da obra, ajudam MUITO! Não que o anime e o mangá não dariam conta de mostrar uma atmosfera contagiante, mas sim que essas composições complementam de forma mágica a ideia da obra como um todo. Ah, eu também não poderia deixar de mencionar que a dublagem do anime é excelente, na minha modesta opinião. Lembra que falei de um personagem chamado Doumeki? Ele tem o mesmo dublador do personagem Roronoa Zoro de One Piece e a dublagem desse seiyuu é sempre muito cool, mesmo que o personagem seja ainda mais sério do que o próprio Zoro de One Piece. E, caso queira assistir dublado em português, eu acho recomendável, pois aqui no Brasil a primeira temporada foi transmitida do início ao fim e em minha opinião foi uma dublagem de qualidade; principalmente da personagem Yuuko Ichihara, feita pela conhecidíssima Tânia Gaidarji, que é a mesma dubladora da Bulma de Dragon Ball. Você pode encontrar facilmente no youtube a primeira temporada dublada e completa.

Bom, agora eu só quero dizer que ×××HOLiC é uma obra da qual dá para se tirar muito conteúdo até para a sua vida, como aconteceu comigo, com as várias reflexões que me proporcionou.

Para tudo há um sacrifício a ser feito, se genuinamente você buscar atingir um objetivo. Para minha pessoa, essa foi uma das maiores reflexões que a obra me proporcionou ao acompanhar o protagonista Watanuki.

Comentem, se desejarem.

Até a próxima!!

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