Neste episódio, vemos como uma coisa se conecta à outra. Os jogos que Kiriyama e Nikaidou tinham quando eram mais jovens e o bullying sofrido pelo protagonista vão se ligando com outros personagens, os quais podem vir a sofrer destino igual ao que o mesmo teve de passar.

O começo do episódio é bem amistoso, porém Kiriyama acaba caindo em si em vários sentidos, e a segunda parte, não sei vocês, mas o âmago da minha alma foi tocado.

Como sempre, há uma parte com muito murmurinho em cada episódio. Kumakura, o homem grande que realmente parece um URSO (Kuma = Urso, a autora com certeza fez de propósito), mostrou para que veio, não apenas em jogo e em comilança, mas também por causa do tamanho de seus pés, os quais quebraram a parede do quarto onde estava hospedado. Como ele ganhou vários títulos, além de impressionados com os pés do moço, também tentaram provar os seus calçados, tentando receber algum tipo de… bênção. Se Souya fosse uma figura pública mais presente, aposto que também tentariam fazer o mesmo, porém não ia ter tanta graça quanto os sapatos de Kumakura.

E também teve o discurso de Nikaidou diante do pessoal invejoso. Kiriyama pretende jogar com tudo o que pode, porém sem tentar cometer os mesmos erros que cometeu jogando contra o Shimada-san. E seu “melhor” amigo quer jogar contra ele de qualquer jeito, mesmo que tenha que passar com um caminhão por cima de todos. Nikaidou deve sentir muita falta das partidas contínuas que os dois jogavam quando eram crianças, e a última que teve ele perdeu e parou no hospital por conta de seu problema de saúde.

Uma mensagem motivadora na sua cara

Apesar de Nikaidou ser do jeito que ele é, o mesmo preza muito o Kiriyama, até mesmo mostrando-se como amigo e rival do protagonista. E vemos que, após o discurso de amizade do menino, o protagonista ficou vermelho porque caiu em si. Ele ainda não está acostumado a comportamentos amistosos em um ambiente voraz onde ou todos te invejam, ou te veneram. A pressão exercida por todos já é o suficiente para você se sentir acuado, e assim podemos ver como todo ambiente de trabalho funciona: um querendo puxar o tapete do outro, um competindo com o outro, um falando mal do outro, e Nikaidou quer ajudar o protagonista com tudo o que tem, quebrando essa corrente.

A verdade chegando à tona

A segunda parte do anime foi uma das mais cruéis do anime inteiro, se me permitem a palavra. Com certeza alguém que está lendo este artigo (ao menos uma pessoa) já sofreu bullying em sua vida escolar. Essa parte do Arbusto da Joaninha é totalmente reflexiva e se conecta com a situação atual, fazendo com que as coisas ganhem mais sentido, além de cores mais escuras.

Sabemos que o protagonista sofreu bullying, não apenas na escola (que ainda sofre aliás, até porque exclusão social é um tipo de bullying), como também em casa. O tratamento diferencial que o mesmo recebeu após a morte de seus pais e de sua irmã fez com que os seus “novos irmãos” os tratassem feito nada. A depressão sofrida por seu novo irmão e a rebeldia sempre feita pela sua irmã mais velha fizeram com que Kiriyama se destruísse por dentro, tornando-0 o que é hoje. Mas, para fugir de toda aquela escuridão, ele resolveu estudar e se infiltrar ainda mais no mundo do Shogi, fazendo com que seja uma pessoa totalmente centrada, além de conseguir aproximá-lo ainda mais de pessoas que pensam como ele.

Um pequeno sinal de mudança

Provavelmente, o lugar onde ele se sentia em paz era na escola, onde tinha o Arbusto da Joaninha, que é onde ninguém entendia o porquê, mas as joaninhas só colocavam os seus ovos lá. Lá ele sofria menos do que aquele ambiente obscuro que havia dentro de sala de aula, e até mesmo dentro de casa. E parece que um momento crucial do anime está aparecendo. A tão alegre e encantadora Hina não parece ser a mesma, conseguindo se conectar com perfeição à história de Kiriyama, e aos poucos o que era tristeza se tornou um pranto, e chorando foi a única forma de mostrar o quão séria é a situação dela.

Mostrando que a situação não está nada agradável e que sua vida escolar está mudando drasticamente

Muito obrigada por lerem o artigo até aqui, e se quiserem podem compartilhar suas situações aqui. Nos vemos no próximo artigo!

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