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Bom dia!

Um episódio decente de Dies irae? Na mesma semana que Ousama Game também teve um episódio decente? O que vai ser desse mundo!

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Adorei ver o exército de esqueletos da Segunda Guerra, e os aviões e os tanques e o navio de guerra. Não gostei muito de terem falado Grande Guerra, porque esse é o outro nome da Primeira Guerra Mundial, mas pode ter sido só erro de tradução na minha versão. Tomara que tenha sido. Quero dizer, eles totalmente são nazistas, aquilo no episódio zero totalmente era a Alemanha nazista e a tecnologia que apareceu nesse episódio totalmente era da Segunda Guerra (aquela da Alemanha nazista). De todo modo, foi uma cena que durou pouco mas foi muito divertida. Aparentemente, o Nazista Dourado (ele se chama Heydrich, mas eu quero chamá-lo de Nazista Dourado porque ele é um nazista que brilha dourado, não é muito mais legal assim?) pode controlar as almas de todos os que ele matou. Ou talvez de todos que morreram na guerra, porque falaram em milhões de mortos.

Curiosidade: a Segunda Guerra Mundial teve entre 70 e 80 milhões de mortos. Isso é o dobro da população brasileira na época. Isso mesmo! Ao invés de guerrear entre si, Eixo e Aliados poderiam ter exterminado a população inteira do Brasil entre 1939 e 1945 (ou entre 1931 e 1945, se recuarmos o início do conflito até a invasão da Manchúria pelo Japão) e ainda assim teriam matado apenas a metade do que mataram. Ao invés disso, preferiram ir ratatákabum uns com os outros e o dobro disso morreu (entre brasileiros, míseros dois mil, mais ou menos). Do total de mortos, algo entre 20 e 25 milhões eram militares. Sim, as baixas civis foram maiores, gigantescas e lamentáveis, mas mesmo assim esse número é impressionante, não é? Dezenas de milhões de pessoas foram recrutadas para a guerra e morreram durante aqueles anos. Diante de tamanha insanidade real, um pouco de inverossimilhança fictícia é bobagem.

Quero dizer, as autoridades civis (e as militares, porque né) não farão nada a respeito do aparecimento do caveirão colossão no lago da cidade junto com os exércitos de esqueletos, e as consequentes destruições da ponte e de algumas localidades à margem? Provavelmente não. Só o protagonista pode salvar o mundo e blá blá blá. Olha, eu nem duvido que isso seja verdade, a escala e a natureza dos poderes envolvidos provavelmente estão além do que os melhores exércitos do mundo são capazes de lidar, mas sempre espero que pelo menos tentem. Em algumas histórias tentam, não é? E vemos cenas patéticas de jatos moderníssimos disparando mísseis contra ameaças sobrenaturais ou super-tecnológicas que não são capazes de sequer arranhar. É patético sim, mas empresta um tom de realismo ao mundo em que a história se passa. Às vezes os insanos no poder até inventam de lançar bombas atômicas que sabemos que fracassarão mas cobrarão um preço alto em vidas inocentes, e isso se torna um arco ou um pequeno conflito em si. Não vai acontecer nada disso em Dies irae. Só Ren salva.

Ou será que não mais? Ele perdeu a Marguerite afinal. Digo, perdeu? Pobre garota guilhotina, quando eu finalmente havia começado a gostar dela. Mercúrio não ficará feliz. Mas ei, o mago não estava do lado do Nazista Dourado? Mistérios. Ele conheceu Marguerite antes de conhecer o Heydrich, e pelas palavras da garota, prometeu fazê-la uma deusa – depois que ela já havia morrido. Mercúrio menciona ainda, no episódio zero, já ter vivido várias vezes aquele momento com o Heydrich. Estaria se referindo ao futuro Nazista Dourado mesmo? Ou talvez apenas ao tipo de indivíduo com o tipo de poder que ele tem? E talvez Marguerite seja seu trunfo para derrotá-lo e … sei lá. Ele ajudou o Heydrich, pô! Havia “outro Heydrich” antes dele, ou seja, outro maluco controlando Shambala, e o Nazista Dourado o desalojou?

Bom, isso é especulação maluca, estou apenas tentando arrancar sentido do que ainda não tem – e nem sei se terá, mas parece que algum sentido pelo menos vai ter, ainda que não seja uma explicação completa, satisfatória. O mais interessante até agora, realmente digno de comentário, é o Yusa. Ele menciona um “déjà vu” que, se entendi, o faria “se lembrar” de uma situação que ele nunca viveu – sempre uma batalha – e quando isso acontece ele se torna virtualmente impossível de derrotar. Ele é um mero humano com uma moto bacana e que sabe atirar bem, e conseguiu lutar de igual para igual contra o Monstro de Cabelo Branco! Pois eis que o Nazista Dourado menciona esse mesmo déjà vu. Será esse o tipo de poder que Mercúrio procura através dos tempos, e que já viu despertar várias vezes? Será que o Ren também possui esse poder? Aqueles flashbacks que envolvem ele e uma faca ensanguentada em sua infância ainda estão mal explicados, afinal.

Quem liga pro Sword (Garo: Vanishing Line)?

Mercúrio está ou não ao lado do Heydrich? Está ou não ao lado do padre e os demais? Aliás, eles estão mesmo todos do mesmo lado? Às vezes tenho impressão que é cada um por si, com alguns lapsos de cooperação em torno de objetivos comuns pontuais. Por que o Ren é tão importante? Só porque foi escolhido por Marguerite? Poderia ter sido o Yusa? Dies irae pode continuar sendo um anime bastante bagunçado, mas esse episódio teve bons combates e avançou a história a olhos vistos ao mesmo tempo em que deu muito o que pensar também. Um episódio decente.

  1. Cara Grande Guerra não é o outro nome da Primeira Guerra Mundial. Grande Guerra seria uma ideia de que houve apenas uma guerra caracterizada por um período de paz denominado entre guerras ( no caso entre o que chamamos de Primeira Guerra Mundial e Segunda Guerra Mundial), abraço e sucesso.

    • Fábio
      Fábio "Mexicano" Godoy

      Grande Guerra é o nome pelo qual a Primeira Guerra Mundial ficou conhecida na Europa.

      Continua sendo um nome alternativo aceitável para ela. Mas eu não sei o que exatamente foi dito em japonês, que é o que importa. Pode ter sido um erro de tradução ou pode ser que em japonês esse significado que você aponta seja correto no idioma original do anime – mesmo assim, ao induzir a erro quando traduzido literalmente, seria uma tradução errada.

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