Esse episódio até que foi legal apesar das cenas com teor erótico terem sido bem tosquinhas, e eu sei que você deve estar achando essa imagem de capa um baita click bait.

Mas não é, não foi colocada aí com essa intenção, é que é uma imagem tão linda da melhor heroína que não me contive em usá-la e não me arrependo por isso, apesar do título não ter muito a ver. Sem mais delongas, vamos a YU-NO!

Personagens que morrem, mas voltam em sequência, é um detalhe de estrutura tão intrínseco a uma trama que mexe com viagem no tempo/mundos paralelos que denota esforço para que quem assiste se sensibilize com o ocorrido, visto que o telespectador já sabe que pode, deve e vai ser revertido.

Há graça em acompanhar a trama assim? Há, mas só se a história tiver muito mais do que isso a mostrar, e é o caso do anime? A seu modo sim, já que assim que o Yuki morreu o chefe saltou para um mundo paralelo a fim de evitar o pior.

Foi dramatizado no momento, mas rapidamente o foco foi retomado e o que se pôde ver foram revelações por cima de revelações; dedutíveis, mas não menos importantes.

A besteira que ele fez saiu caro, hein… ou não?

As cenas de calcinha e de pegada no seio do Takuya na Mitsuki podem até ter uma desculpa para ter acontecido, mas, a gente sabe que foi só forçação de barra do roteiro.

Pior é que ainda haveria outra oportunidade para a “cena ecchi do episódio” sem precisar dessas bobagens, mas vamos lá, também entendi isso como uma tentativa de descontrair antes de cenas mais pesadas, como a da mulher que trabalhava com o pai do protagonista e morreu obcecada com sua pesquisa.

Aliás, isso é um sinal de que não há saída? Não seria só voltar pela entrada que a Mio forjou? Como a pesquisadora entrou e por que não saiu por lá? Tem gente que é workaholic até a morte mesmo…

Enfim, o importante é as conclusões a que ela chegou vendo aquele local – suspeitas que para ela se confirmaram. O povo de Takanoamahara, na verdade, é o fruto da colisão entre dois mundos, povos de diferentes dimensões.

Estava na cara que a teoria do pai do Takuya seria confirmada, né, não à toa o Ryuzoji hipnotiza a sua secretária e a induz a se aproximar do Takuya a fim de pegar o dispositivo. Lembra a cena em que ela fala que vai ajudar a encontrar a Mio e daí sente uma dor de cabeça?

Sempre que inconscientemente ela age por influência do hipnotismo dele – talvez o contrário também, só revendo cenas para definir o padrão, mas acho que é isso mesmo – a dor de cabeça ataca e isso justifica muitas dores de cabeça, mas, principalmente, aponta que Ryuzoji ainda é um incômodo e, ao que tudo indica, bem relevante!

Nem vou me prolongar no comentário sobre o breve trecho em que o Takuya diz que ela é sensível já que isso não prova nada e nós sabemos que ele despiu ela – só não sabemos em que circunstâncias –; pode, e acredito que deva, ser apenas para dar a entender que algo aconteceu entre os dois quando não rolou nada.

Não que você, caro(a) leitor(a) se importe. Eu só ligo, pois não quero ver a Mio triste.

Quando ela diz “Ara Ara” e você recusa…

Continuando, a Mitsuki ataca Takuya e ele dá sorte – ou azar? – e vai parar no que parece ser o limiar entre os dois mundos. Até agora eu quero saber como a Mio se meteu lá e já que parece não ter uma saída eles só conseguiriam sair dali escalando o buraco pelo qual o Takuya caiu? Não seria mais fácil a saída se voltassem por onde a Mio veio?

Não entendo por que ele não pergunta isso, não faz sentido, o que até que faz sentido é a Mio ter aquela reação, mas só se ela tiver caído do mesmo jeito que ele ou tiver entrado ali por um portal mágico. Aliás, escrevendo mais sobre ela, ela foi uma fofa, não foi?

Ser tsundere não impede a Mio de ser uma personagem que faça sentido, que tenha seus momentos de lucidez – vários, aliás – sem precisar entrar em um modo dere para isso.

Além de acreditar no que, tudo bem que em parte é ela querendo acreditar por ter interesse no assunto, a situação indicou, ela reagiu de forma bem madura a atitude do Yuki, assim como a culpa no cartório que o pai dela tem.

É até compreensível porque ela sequer se deu ao trabalho de rasgar os papeis, já que por mais que por um momento o sangue tenha lhe subido a cabeça, no fim das contas ela sabia que quem estaria com a razão se tivesse feito aquilo não seria ela.

Momento mais “tsundere” dela ultimamente.

Além disso, essa fuga de casa não foi nada mais que uma tentativa de descobrir algo que ajudasse a cidade. A família dela deve ser rica, então, tanto o pai não deve ser preso assim tão fácil, quanto a ida dela para o exterior para estudar não deve mudar devido ao escândalo – ao menos não por isso – e, sendo assim,

Mio acabou fazendo uma escolha arriscada e a qual ninguém a pediu para fazer, mas que em tudo é compatível com a sua personalidade, além de, a seu modo, ser uma fuga de seus próprios sentimentos; principalmente o que sente pelo Takuya.

Só que ele foi atrás dela e em parte ela queria isso – como quer que ele arrume uma forma de impedir a viagem dela.

Espero que aconteça, mas não duvido que ela saia mesmo de cena, pois só assim para a YU-NO brilhar e formar um par romântico com o Takuya, hein. Por ora, a Mio é a melhor personagem do anime disparado – o próprio Takuya nem é tão ruim, mas ela é bem melhor em todos os aspectos.

Dois corpos que colidem, mas não é naquele sentido!

No final do episódio, a mãe do Takuya aparece e isso quer dizer que tem uma passagem entre os dois mundos? Provavelmente. Pode ser só uma manifestação incorpórea da mulher também, mas dá-se a entender que quem está ali é ela de carne e osso ou que isso não importa, que é possível conectar os dois mundos.

Veremos se vai mesmo acontecer. Eu acho que ficará no meio do caminho, pois ainda é cedo demais para que todos os segredos sejam revelados, para que Takuya compreenda o big picture da situação. Mas sim, o básico já nos foi dado e se nem foi tão surpreendente, se era fácil de deduzir, é porque a obra se preocupa mais em fazer sentido que chocar.

Isso é ótimo! O que vai chocar são os desdobramentos provocados por essas revelações, como o aparecimento da mãe do Takuya agora. É algo que não estava previsto, que impacta, mas, não – ao menos aparentemente – gera dissonâncias com tudo que já vinha acontecendo e, espero eu, com tudo que ainda vai rolar.

Até o próximo artigo!

A mãe de Takuya.

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