Um episódio legal dentre tantos episódios tortos. É meio chato até, mas se conseguem fazer um episódio coeso, sem trancos, com elaboração e diálogos claros e completos, poderiam ter feito isso em outros episódios. É fato que estão adaptando as mesmas falas e cenas do mangá, com pouca ou nenhuma edição das mesmas, tirando as inúmeras simplificações. O problema real do anime tem sido o equívoco em retirar trechos importantes, suprimir personagens e sagas que contribuem para a estrutura geral da obra, mas que não são substituídas, e também o anime não é reorganizado para que novas coisas, além mangá, preencham essas lacunas. O resultado é uma ambientação repleta de furos, trancos e coisas mal e insatisfatoriamente desenvolvidas.

 

 

O papel do doutor Blando Ayame, como o episódio explica, é descobrir os segredos por trás da habilidade regenerativa de Manji. Ainda não está claro quais os objetivos de Habaki em relação ao imortal, mas podemos perceber a grande curiosidade do doutor, que aos poucos vai perdendo a timidez a aplicando procedimentos menos éticos e convencionais. Uma situação completamente estranha, pode-se dizer, para um médico normal, que deve buscar o bem-estar dos pacientes. Essa situação aos poucos leva Blando a se tornar um açougueiro. E o maior problema do Doutor, sem doutorado, é que Habaki estabelece um limite de tempo, período no qual Blando deve estudar e dar um jeito de desvendar o que é o corpo do Manji.

Em geral a situação de Manji só não é pior do que a das outras cobaias, ou seja, dos outros presos que são usados, retalhados e costurados com os membros do imortal, para se testar o poder da imortalidade. O interessante nisso é que de fato os membros de Manji se colam e se adaptam aos prisioneiros, substituindo os membros originais dos mesmos. E o contrário também acontece, pois Manji pode colar em seu corpo partes dos corpos de outras pessoas, e aparentemente isso não gera problema algum.

 

 

Por outro lado, nesse episódio, temos Rin em uma cômica relação com Doua, a menina da tatuagem na boca. Após aceitar e ceder abrigo para ela e Isaku, se depara com as insanidades da jovem, que faz o que bem entende, incluindo destruir a casa. Rin assume o papel de mãe ou irmã mais velha aqui, é bem divertido presenciar ela, com sua personalidade extremamente convencional e até mesmo conservadora, interagir com uma rebelde supersticiosa e imprevisível como a Doua. O Isaku no meio de tudo isso só serve de capacho, dá até dó.

Rin também continua, em paralelo, a investigação e busca pelo paradeiro de Manji, pedindo ajuda da Hyakurin, que por sua vez pede auxílio de Gyiti, mas por hora nenhuma informação relevante é descoberta.

 

 

Por fim, um fato importante apresentado no episódio, é a dissolução da Mugai-Ryu. O que isso implica, não sabemos, mas aparentemente o grupo já cumpriu com o seu propósito, enfraquecer a Itto-Ryu. Mas não fica claro o que o governo vai fazer em relação aos membros do bando que ainda tem pendências para com as autoridades. Tá que se for parar pra pensar, só sobrou a Hyakurin nessa posição, já os todos os outros morreram, o Gyiti pagou a dívida, e o Shira está fora de combate, sem os braços, cego de um olho e mantido preso no mesmo calabouço de Manji.

Em geral é isso, um episódio pertinente dentre tantos outros executados de forma insatisfatória.

 

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