Acabou! Finalmente tudo foi resolvido, e tudo significa tudo, e resolvido significa resolvido mesmo! Um episódio com enredo muito bem escrito que sem apelar para a tragédia ou coisa que o valha deu a devida consequência que o anime inteiro vinha sugerindo que seria necessária para quebrar o ciclo de mortes. Redimiu o que me pareceu o pior erro do episódio anterior, transformando-o em estratégia brilhante. Como todo bom mistério entregou um final racional mas ao mesmo tempo o episódio foi bastante emocional.

Boku Dake ga Inai Machi pode não ter sido tão incrível quanto eu achei que seria, o arco do segundo retorno à infância do Satoru me pareceu arrastado demais, mas mesmo assim é, na minha opinião, o segundo melhor anime da temporada, atrás apenas de Rakugo Shinjuu que ainda tem mais um episódio pela frente. O que você achou? Abaixo, o que eu achei:

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Eu realmente gostei desse episódio como há muitos não vinha gostando de BokuMachi. Não é que estivesse achando ruim, ainda estava bom, mas se você acompanhou meus artigos sobre os episódios anteriores deve ter percebido que eu estava ficando meio entediado com o cenário e a sensação de que nada estava indo para frente mais. Agora tudo mudou.

E mudou de uma forma diferente! Quero dizer, o anime poderia ter feito outra viagem no tempo, como de costume, mas escolheu uma rota muito mais interessante e que abriu muitas possibilidades. Infelizmente, como nem tudo é perfeito, acho que explorou muito pouco uma delas. Vamos lá?

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Muita coisa aconteceu nesse episódio, mas não ficou parecendo que foi muito rápido, não pareceu corrido. O grande mérito de BokuMachi foi ter introduzido quase tudo o que aconteceria nesse episódio nos anteriores, de modo que pudesse simplesmente encerrar as pontas de enredo agora, uma depois da outra. Mesmo assim foi coisa demais para um episódio só.

E houve uma linha de enredo jamais tratada antes: a busca pelo assassino. Para ser justo, ela havia sido tratada sim: quando o Satoru volta para o futuro e conversa com o repórter amigo de sua mãe. Ele chega até a ler uma lista de nomes que inclui o nome do professor – o problema é que até aquela altura o anime ainda não havia revelado o nome do professor, então exceto para quem pesquisou, essa informação passou em branco. Mesmo que já pesassem fortes suspeitas contra ele àquela altura. Depois que Satoru voltou para o passado pela segunda vez, ele nunca mais falou ou sequer pensou em procurar o assassino. Se está acompanhando meus artigos, você sabe que eu já reclamei disso várias vezes. Esse é o primeiro episódio em que ele se preocupa com o assassino. E o assassino se preocupou com ele também.

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As coisas estão novamente em movimento. Como o próprio Satoru disse, a vida da Kayo está em movimento agora, conectada com o futuro. Fico satisfeito em saber que ele não esqueceu das outras vítimas, mas ele ainda continua um bocado despreparado para o que está tentando fazer.

Normalmente às segundas, nessa semana o artigo de BokuMachi sai na terça e a partir da semana que vem sairá sempre aos domingos. Isso faz parte da redistribuição dos artigos que decidi fazer agora, já no fim da temporada eu sei, mas me incomodava que os artigos de Bubuki Buranki estivessem saindo no mesmo dia que o próximo episódio.

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Antes de tudo, reconhecer o que deve ser reconhecido: esse foi o episódio mais fraco de BokuMachi até agora. E não dá para culpar ninguém por isso, para a história que está sendo contada ele foi necessário. E talvez mais um ou dois episódios assim sejam necessários. Mais do que isso: mesmo sendo o episódio mais fraco ele ainda foi um bom episódio. Um episódio acima da média dos animes da temporada. De vez em quando aparece um anime assim, né?

O Satoru tá felizão porque conseguiu tirar a Kayo de sua mãe e agora aguarda que ela seja encaminhada para uma instituição. A Kayo está felizona porque conseguiu escapar das garras da sua mãe e não sofre mais física e psicologicamente. É compreensível que a Kayo se sinta aliviada, mas será que o Satoru já deveria estar baixando a guarda?

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Mistério, tragédia, crianças e ending da Saiyuri, eu sabia que tinha algo de muito familiar em BokuMachi. Game of Laplace teve todos esses elementos no ano passado (mas com um enredo bem mais confuso, uma história pior e uma animação fraca). Depois de assistir o sétimo episódio eu decidi finalmente pesquisar pela música, na esperança que já tivesse saído a versão completa. Bom, não saiu. Mas aproveitei e li a letra e fiquei com vontade de me enrolar em posição fetal e chorar até deixar de existir.

Música (efeitos sonoros em geral) é importante para definir o clima e mesmo para contar a história de um anime, não é? No caso da ending em específico, a animação que a acompanha é magnífica também. Simples, mas mostra bem o que é BokuMachi: o Satoru está andando veloz para frente mas mesmo assim o cenário anda para trás. Não é preciso ser bidu para entender o que isso significa.

Bom, vou especular um pouco dessa vez, principalmente sobre o assassino. Uma coisa que eu sei dele é que está determinado em matar a Kayo. Se não é de um jeito é de outro. Se não é um dia é outro. Ele já marcou a garota para morrer. Ou … ?

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De que adianta tanta parceria se não faço nada que preste? Aí chegam os novos leitores através dos parceiros e o que veem aqui? Um monte de nada. Bom, nada não é; o Anime21 já tem mais de 700 artigos, né? Mas o último foi três dias antes desse. Dois dias sem publicar nada. Dois dias em que um blog que se gaba de publicar novos artigos todos os dias passou em branco. Tá tudo errado aí.

Agora escrevo sobre BokuMachi 6 e já saiu o 7, olha só o prêmio pela desídia. Mas há um lado positivo nesse caso particular: pude pensar mais sobre o episódio, repensar mesmo algumas coisas, e acredito que como resultado o artigo de hoje está melhor do que poderia ter sido alguns dias atrás. Façamos assim: você lê e depois escreve nos comentários se ficou bom, ok?

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Como assim, a pontuação dessa vez não foi cheia? Não se desespere, esse foi afinal de contas um episódio de ligação – um bom episódio de ligação. Um episódio de ligação melhor que muito clímax por aí. E fosse na temporada passada teria levado nota cheia ainda, a tecnologia dos números racionais só chegou ao Anime21 nessa temporada e estou fazendo uso dela.

Esse episódio me deixou com uma sensação estranha. Eu não sinto que errei em nada (nah, errei sim, errei feio, errei rude e logo falo disso, mas me refiro aqui a elementos centrais do enredo, não a lateralidades), mas ao mesmo tempo acho que estou entendendo ainda menos. Como é que se chama quando isso acontece? Acho que é algo como “a história é mais complexa do que parece”. Não teve muito suspense nesse episódio mas teve muita tensão conforme eu via as Bombas de Merda caindo do céu e não conseguia avisar os personagens ignorantes do que estava prestes a acontecer. Foi complicado. Foi difícil. Foi divertido.

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Eu começo a me sentir meio inseguro quando episódios seguidos de um anime me parecem incrivelmente bons. Será que estão sendo bons mesmo, ou eu que fui enfeitiçado de alguma forma e estou gostando tanto do anime que estou cego para suas deficiências? Será que vai continuar assim até o fim? Se não for, haverá um pouso suave ou uma queda brusca? Me ajude nisso: você tem concordado com minhas notas (nem estou perguntando sobre minha opinião inteira, só a nota, essas estrelinhas ali em cima)? Acha que algum dos episódios foi sensivelmente mais fraco que os outros? Fraco o suficiente para não merecer uma nota cheia?

Eu me sinto inseguro quanto a mim e minha capacidade de avaliar esse anime, e acho que isso é um problema. Mas não vou parar, não, se eu precisar por favor me dê um puxão de orelhas: a sessão de comentários serve para isso. Mas existe outra insegurança quando falo de BokuMachi e essa é deliberada: na maior parte do tempo tudo deu certo, muito certo até, nesses episódios todos. Esse quarto episódio sozinho é um dos que mais coisas boas e que deram certo acontecem. Mas eu sei, a gente sabe que não pode ser assim para sempre não é? Mesmo se o clima do anime, as narrações do protagonista e outros elementos não estivessem o tempo todo gerando tensão, ainda assim eu estaria muito angustiado com medo de cada mudança de cena. Porque eu sei que vai acontecer algo ruim. Quero dizer, já aconteceu.

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Efeito Borboleta é o nome dado a um fenômeno presente em sistemas caóticos. A formulação popular é a seguinte: algo tão pequeno quanto o bater das asas de uma borboleta pode, por uma sequência de eventos em cadeia, provocar um furacão em um lugar distante. O uso de “provocar” é inadequado, bem como toda a formulação, porque dá a entender que apenas o bater das asas da borboleta é suficiente para que o furacão se forme, quando na verdade o que ocorre é que em uma grande massa de dados, um grande conjunto de variáveis, uma alteração pequena em apenas uma delas pode modificar bastante o resultado. A metáfora meteorológica é adequada porém, já que o cientista que cunhou o termo estava tratando justamente de meteorologia. Em um caso específico, uma pequena mudança nos dados fez a previsão de uma tempestade em um lugar mudar para um tornado em outro completamente diferente – que de fato ocorreu. De todo modo, perceba que mudou de tempestade para tornado, e não de nada para furacão.

Graças ao filme de mesmo nome, o Efeito Borboleta é popularmente associado com mudanças drásticas causadas por pequenas alterações em uma fictícia viagem no tempo. É difícil, hoje em dia, assistir uma história sobre viagens no tempo (mais especificamente, retorno ao passado) e não pensar em grandes alterações (frequentemente inesperadas e indesejadas) no presente. Esse é basicamente todo o mote do filme Efeito Borboleta. E no primeiro episódio eu conjecturei se algo assim poderia acontecer – Satoru acabaria alterando demais o passado, modificando coisas que ele não queria modificar. Não cheguei a escrever sobre isso nos artigos anteriores mas nesse acho que se tornou muito importante. Mas é uma espécie de inverso do Efeito Borboleta: Satoru está encontrando dificuldade em fazer as coisas diferentes. Pelo menos foi a impressão ao longo do episódio. No final ele parece ter conseguido mudar pra valer alguma coisa, mas será que agora não vai começar o efeito verdadeiro e ele se arrependerá das consequências?

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