Haiji ultrapassa a linha de chegada

Bom dia!

Kaze ga Tsuyoku Fuiteiru, ou Run with the Wind em seu título internacional, é a história de como dez universitários com experiências, objetivos, e lugares na vida bem diferentes, treinam, se classificam e correm em uma tradicional maratona de revezamento no Japão, e o que isso significou para as vidas deles.

Originalmente um livro de autoria de Shion Miura (Fune wo Amu), Kaze Fui teve antes uma adaptação para mangá com seis volumes no total, ilustrado por Sorata Unno e publicado na Young Jump entre 2007 e 2009. O anime, objeto dessa resenha, contou com 23 episódios, transmitidos entre outubro de 2018 e março de 2019.

Ler o artigo →

Bom dia!

Haiji queria correr para descobrir o que significa correr, e foi exatamente isso o que ele e seus 9 amigos de Kansei conseguiram.

O Príncipe descobriu que com amigos, e pelos amigos, até fazer coisas que você não gosta e que não é bom em fazer pode ser gratificante. Não é o mesmo tipo de prazer e diversão que ele sente lendo seus mangás, mas é bom também.

Musa aprendeu que ele não precisa ser bom ou ruim só porque os outros esperam isso dele. Ele é ele, os outros são os outros, e quando ele aceita isso, ele consegue dar o seu melhor.

Joji e Jota descobriram que chegou a hora de cada um viver sua própria vida. Mais importante, descobriram que ao invés de fazer algo para impressionar alguém, eles se dão melhor fazendo o que eles querem fazer – e isso é que vai ser impressionante de verdade. Bem, o fato dos dois continuarem juntos e terem o mesmo fechamento de arco de personagem no final meio que mata metade da proposta, mas ok.

Shindo já sabia, mas ele provou isso da forma mais dolorosa possível: fazer o possível, esforçar-se por algo junto com outras pessoas, pode ser bastante sofrido às vezes. Não é necessariamente bonito – mas é algo para o quê ele poderá olhar para trás, depois, e se orgulhar.

Yuki descobriu que viver fechando seus sentimentos para os outros pode fazê-lo interpretar mal as coisas que acontecem ao seu redor. Conforme ele se abriu para o clube de atletismo, ele descobriu que sua mãe nunca havia deixado de pensar nele, e que seu padrasto se importa com ele também.

Nico aprendeu que às vezes não nascemos mesmo para alguma coisa, mesmo que gostemos dela, e isso é ok. Mesmo assim, é preciso dar um bom fechamento, para não arrastar o arrependimento para sempre.

Nos dois últimos episódios, Nico, Kakeru e Haiji.

Ler o artigo →

Bom dia!

No artigo sobre o par de episódios anterior, expressei minha dúvida sobre como levar em consideração os tempos do primeiro dia no segundo: cada corredor largaria separado, em intervalos iguais às diferenças de tempo no primeiro dia, ou largariam todos juntos e calculariam a posição real somando os tempos dos dois dias?

No final é as duas coisas. Do primeiro jeito a corrida é mais simples para os atletas e isso pode estimulá-los a competir diretamente, o que torna mais divertido para quem assiste. Do segundo jeito é mais simples para a organização e não deixa muito para trás quem tenha ficado muito para trás no primeiro dia.

As escolas que ficaram até 10 minutos atrás do líder largam em intervalos, e as demais largam todas juntas na marca de dez minutos e somam a diferença ao tempo final para calcular a posição real. Assim ninguém fica muito para trás e cria alguma competição nas últimas posições desde o início.

Outra coisa relevante no começo do episódio é a visita do médico que o Haiji recebeu. Sei não, o joelho dele está acumulando death flags, e nunca pensei que joelhos pudessem fazer isso.

De todo modo, esse episódio foi o momento do Nico e do Yuki brilharem pela primeira vez em um evento esportivo real (excluindo eliminatórias e provas de recorde), e também a última antes de queimarem toda a sua chama.

Ler o artigo →

Bom dia!

Não era a minha intenção deixar acumular episódio pra escrever sobre o primeiro dia inteiro, mas acabei não tendo condições semana passada e Kaze Fui encerrou o primeiro dia da prova em dois episódios, então aqui estamos.

Apesar de ainda estarem na última posição, todo mundo (quase, né Joji?) fez realmente o melhor que pôde.

Ler o artigo →

Bom dia!

Um episódio que não tem vergonha de bater no peito e dizer que é só uma transição.

Tanto é que possui uma montagem no meio com uma sequência temporal de cenas acompanhada por uma música. Foi como assistir a uma vinheta do Esporte Espetacular. Sério, assista essa sequência do episódio de novo, mas com o anime no mudo, e tocando essa música no fundo. Não fica legal?

Encerrados problemas antigos, mas iniciados problemas novos. Foi um bom episódio de transição.

Ler o artigo →

Bom dia!

Esse episódio pareceu, er … corrido. Tenho impressão que muita coisa aconteceu, ainda que não muito tempo tenha se passado, e agora na verdade falta bem pouco para a corrida.

Faz sentido, espero alguns episódios de Hakone Ekiden, pelo menos. É o ponto alto do anime, o clímax de seus dez personagens, não dá para fechar com um arco de dois ou três episódios. Na superfície, esse episódio foi guiado pela insegurança dos gêmeos.

E eles são chatos pra caramba, hein? Quero dizer, ok, eles perderam a motivação, ou estão abaixando a motivação como forma de esconder a insegurança, tanto faz, eu entendo o sentimento.

Mas a forma como lidam com isso é absurda.

Ler o artigo →

Bom dia!

O Clube de Atletismo da Universidade de Kansei se classificou em décimo lugar para a Hakone Ekiden com o tempo total somado de seus corredores de 10 horas, 16 minutos e 43 segundos. Foi por pouco! Mas conseguiram.

E o anime conseguiu me enganar direitinho na prévia no final do episódio anterior. Encerrar o episódio com o Haiji de frente para um acidente e depois mostrar na prévia ele sentado, com gelo aplicado à coxa, me fez acreditar que ele cairia ali. Teria sido dramático.

Ler o artigo →

Bom dia!

Quem acompanhou os artigos na temporada passada deve ter achado que eu tinha dropado Kaze Fui. Não dropei não, só demorei a vida inteira para retomar a cobertura mesmo.

Mesmo que o anime tenha feito uma grande pausa na virada da temporada, ainda assim acumulei 4 episódios para um artigo só. Felizmente os temas no anime são simples e fluem devagar, então não é como se tivesse acumulado muitas coisas diferentes para analisar de uma vez só.

Foram 4 bons episódios, mas não foram igualmente bons. Acho justo então que eu revele as notas parciais de cada um: episódio 11: 5/5, episódio 12: 3,5/5, episódio 13: 5/5, e episódio 14 4/5. A média dá 4,375, que arredondado pra cima dá a nota do artigo: 4,5/5.

Ler o artigo →

Bom dia!

Como suspeitei no final do episódio anterior, o colapso do Haiji era só exaustão mesmo. Ele fazia tudo para que os demais pudessem apenas correr, e isso acabou cobrando seu preço.

É curioso o quanto ele é cuidadoso com os demais, como quando ele correu atrás do Nico para forçá-lo a comer, ao mesmo tempo em que foi tão descuidado consigo mesmo.

Não é algo difícil de imaginar, no entanto. Acho que é bastante comum, na verdade, e algo que a maioria de nós faríamos em seu lugar. Sempre queremos acreditar que a gente aguenta “só mais um pouco”. Cada vez que “aguentamos”, o que pode significar só passar mais um dia, parece ser uma prova de que somos mesmo bons nesse negócio de “aguentar”.

O problema é que precisamos “aguentar” sempre, mas é preciso “não aguentar” só uma vez para nos expormos a riscos potencialmente sérios. Talvez o ferimento que justificou a operação do Haiji tenha sido causado em primeiro lugar por motivo semelhante?

Ler o artigo →