Bom dia!

O protagonista do episódio da semana é Tahoumaru, o irmão mais novo do protagonista do anime, Hyakkimaru. Qualquer comparação entre os dois é necessariamente desequilibrada, então não estou certo se o anime realmente tentou fazer isso.

Acho que não. Ainda que existam paralelos.

Tahoumaru é privilegiado em comparação ao seu irmão, mas sofrimento é uma coisa muito pessoal.

Ler o artigo →

Bom dia!

Dororo adoece e Hyakkimaru busca ajuda da forma como pode. Parece que ele conseguiu aprender algumas palavras com seu amigo e elas valeram a pena.

Sendo apenas uma criança e tendo que passar por períodos de fome, ao mesmo tempo em que se expõe a perigos físicos e sobrenaturais diversos, além de estar o tempo todo viajando, era apenas natural que Dororo eventualmente adoecesse.

Enquanto era cuidado por uma monja budista, Dororo passa a maior parte do tempo dormindo. E, como de costume, tem pesadelos enquanto dorme. A novidade é que dessa vez o anime mostrou seus pesadelos, que correspondem ao infeliz destino de sua família.

Ler o artigo →

Bom dia!

O demônio da vez foi uma centopeia gigante que se esconde dentro de nuvens de cinzas. A nuvem era de puro mal e por isso deu um pouco mais de trabalho para o Hyakkimaru, mas no final deu tudo certo.

Enquanto isso, Dororo continua insistindo para que ele fale e tentando conversar com ele. Hyakkimaru nunca escutou alguém falar, nunca aprendeu a falar, portanto, assim sendo, o Dororo vai precisar de muito mais esforço do que isso.

Ler o artigo →

Bom dia!

Nesse episódio o anime se desviou da trilha de sofrimento em que se havia metido desde os primeiros episódios com uma história quase paralela, que termina em uma nota de esperança e sem participação relevante dos protagonistas.

Dororo e Hyakkimaru seguem pela estrada, quando escutam barulhos suspeitos e dão de cara com uma mulher-aranha. Hyakkimaru imediatamente tenta matá-la mas ela usa suas teias e consegue escapar, ainda que bastante enfraquecida. Sua vítima, um humano, é solto da teia, mas parecia estar tendo prazer quase sexual de estar lá.

No dia seguinte chegam ao vilarejo mais próximo, onde descobrem que pessoas têm desaparecido todas as noites. Só pode ser a mulher-aranha que viram, conclui Dororo.

Ler o artigo →

Bom dia.

Mio e as crianças nunca se limitaram a apenas sobreviver, fugir, se esconder. Eles sofreram o golpe duro da guerra. As crianças em particular, não há uma que tenha ficado inteira. São todas mutiladas e amputadas.

Só seus corpos, porém. Seria fácil, naquelas circunstâncias, ceder ao desespero, e ter também a mente espatifada. Mas acredito que elas e Mio não poderiam ter mais sorte, apesar da calamidade. As crianças encontraram alguém que se importa com elas, uma garota ainda jovem e de coração enorme que nunca poupou esforços para mantê-las vivas e bem, tanto quanto possível.

Mio, por sua vez, encontrou naquelas crianças uma razão para viver. Só assim para conseguir se sujeitar às humilhações da prostituição noite sim, outra também.

E assim, juntas, Mio e as crianças não apenas sobreviveram, como também sonharam. Tudo aquilo seria passageiro, toda a dor e sofrimento não era senão uma condição temporária que seria enfim superada por arrozais amarelos como o ouro. O esforço e o sacrifício valem a pena quando se tem um objetivo.

Ler o artigo →

Bom dia!

Esse episódio inicia o primeiro arco de Dororo, isso é, a primeira história que não se encerra em um só episódio. Isso é um atestado de quão importante ele deve ser para a grande narrativa do anime.

Hyakkimaru está com problemas, o domínio de seu pai está com problemas, e o protagonista encontra um pouco de paz à beira da guerra junto a pessoas que têm muitos problemas também mas que se esforçam para continuar vivendo da forma mais positiva possível.

Ler o artigo →

Bom dia!

Recuperar a perna ou a pele é uma coisa, mas recuperar os sentidos está em outro nível completamente diferente. Sem dúvida ambos te tornam mais humano, mas é com os sentidos que você se sente humano.

No episódio anterior Hyakkimaru recuperou o tato, em suas várias formas: toque, calor, dor. Ao final desse, ele terá recuperado a audição. Como o Vinicius disse no Café com Anime do episódio anterior, mais fraquezas ele terá quanto mais humano se tornar. Nesse sentido, e isso fui eu quem disse, sua busca é necessariamente trágica.

Ler o artigo →

Bom dia!

Esse artigo me deu um bocado de trabalho, por uma série de razões. Mas principalmente duas: o anime é bom então eu me sinto compelido a pesquisar sobre o que ele retrata para entender melhor, e são dois episódios disjuntos.

Espero que goste do começo da minha cobertura de Dororo no Anime21!

Ler o artigo →

Bom dia!

Essa é o primeiro anime da temporada que assisti, mas não se deixe levar pelo meu desânimo e assista mais animes e leia os artigos de primeiras impressões dos meus camaradas, que estão saindo há dias!

Dororo é adaptação de um mangá de Osamu Tezuka. O vejo como mais um de uma série de adaptações ou remakes recentes do dito “Deus do Mangá”, como Metrópolis, filme anime de 2001 que adapta o primeiro mangá do autor, passando por Pluto, mangá spin-off de Astroboy publicado por Naoki Urasawa entre 2003 e 2009 (e que está com projeto anime anunciado desde 2017, mas sem notícias desde então), até animes recentes como Young Black Jack (2015, baseado em mangá spin-off de Black Jack publicado por Yoshiaki Tabata e Yuugo Okuma desde 2011) e Atom: The Beginning (outro spin-off de Astroboy, baseado em mangá de Masami Yuuki, Tetsurou Kasahara, e Makoto Tezuka). Ufa!

Ao contrário de todos esses citados acima, Dororo não é um spin-off, embora não seja exatamente fiel ao original. Minto: quase todos. Metrópolis também não é spin-off, e é o mesmo caso de Dororo: um remake com modificações. A primeira mudança notável é que o número de demônios que o protagonista irá caçar foi reduzido de 48 para 12. Isso significa que provavelmente teremos um final definitivo no anime, e provavelmente diferente do mangá.

Dororo é uma história sobre youkais e demônios e publicada entre 1967 e 1968, tendo apenas 4 volumes. Uma curiosidade relevante é que isso faz dele contemporâneo de Gegege no Kitarou, de Shigeru Mizuki e publicada entre 1965 e 1986 (durou bem mais), considerada uma referência em mangás sobre youkais.

Muito mais sombrio, porém, com moralidade cinzenta, Dororo não poderia ser mais diferente de Kitarou.

Ler o artigo →