Antes do anime principal da franquia retornar, os fãs de Sword Art Online (popularmente conhecido pela sigla SAO) podem desfrutar desse spin-off como se fosse um aperitivo. Quem nunca teve contato com a franquia não precisa ficar receoso para ver essa estreia, pelo fato dela ser independente da série principal.

Há quem diga que o Kirito (protagonista do anime principal da franquia) é insuportável (eu não tenho nada contra), mas será que “troca-lo” por uma “garotinha de uniforme rosa” é uma boa mudança?  Há quem vai dizer que sim (por não suportar o Kirito) e há aqueles que terão uma opinião contrária por não gostar de “garotinhas fofas” (sendo que na realidade a personagem principal não é loli).

Esse spin-off gira em torno do jogo abordado no primeiro arco da segunda temporada de SAO, que tem por título de Gun Gale Online, no qual o estilo de jogo é o FPS (first Person Shooter), que em português é traduzido como “tiro em primeira pessoa”.

O competente estúdio 3Hz mostrou que pode fazer esse spin-off tão bom ou melhor tecnicamente quanto a série original. Com uma boa animação e uma trilha sonora que se encaixou tanto nos momentos de ação, como nos diálogos, esse primeiro episódio deixou uma boa impressão ao meu ver.

A arma de uma garota fofa tem que ter um apelido igualmente fofo

O episódio não perdeu tempo com introduções e foi direto ao que interessa, ou seja, mostrou cenas de ação e muita estratégia de combate. Os momentos dos diálogos entre a protagonista e seu companheiro não eram entediantes porque se tratavam de estratégias que eles estavam utilizando, e isso se deu de forma natural, que não foi necessário dar uma explicação tediosa ao espectador, porque as informações estavam sendo inseridas conforme o desenrolar do evento (um torneio intitulado Squad Jam). Certamente à partir dos próximos episódios mostrarão mais sobre como a personagem principal é de verdade, e devem explicar os motivos para ela entrar no jogo Gun Gale Online.

Botar personagens fofinhas em animes de ação (ou horror) pode funcionar como uma boa forma de contraste. Há quem não goste por achar que não combina (no caso de animes de ação ou histórias mais sérias), ou mesmo rejeita tal ideia apenas por não gostar (ou ter preconceito) de tal arquétipo. No caso desse anime, a LLENN (avatar da protagonista) é uma garotinha simpática e até engraçada que não apela para um “moe forçado” pois a fofura dela está concentrada no design, e não em todas as ações da mesma. As expressões dela ficaram muito boas e engraçadas, contribuindo para dar personalidade à personagem.

O “eu” verdadeiro da protagonista

Ela e o seu parceiro tem uma boa química, tanto na parte estratégica, como na interação pessoal. Os dois geram um bom contraste visual, pelo fato dela ser pequenina e fofinha, enquanto seu parceiro é grandalhão e sério.

A parte estratégica foi o forte da estreia, transmitindo muito bem a mensagem que o jogo que está sendo apresentado não é somente uma questão de “poder de fogo”, e sim de pura estratégia. Ou seja, uma equipe com pouco poder ofensivo pode ir longe caso tenha um bom plano a ser seguido.

A habilidade especial da LLENN é um outro ponto que chama a atenção, pois além de conceder uma certa vantagem a ela, ao mesmo tempo pode compensar outros tipos de fraquezas que ela deve possuir.

Quem gosta de animes de ação com estratégia, recomendo que dê uma olhada nesta obra, pois a impressão que a estreia passou é que esta série tem potencial para valer a pena gastar uns um pouco mais de 20 minutos nesta opção de entretenimento que a temporada de abril (2018) tem a oferecer.

Obrigado a todos que leram este artigo até o final.

  1. Este primeiro episódio de SAO Alternative : Gun Gale Online já começou muito bem.
    Para quem goste de estratégias militares e armas de fogo (como eu) este episódio foi excelente. Gostei bastante da protagonista, simples e simpática, o colega de equipa dela, parece ser bastante sério. A protagonista no começo parecia meio desajeitada para o jogo, mas a parte final do episódio mostrou o contrário.
    Falando um pouco mais da protagonista, o uniforme dela dá demasiado nas vistas e a sua P-Chan também, mas ela deve ser uma jogadora mediana/boa, ela pode se dar ao luxo de usar uma “Skin” tão diferente.
    Falando um pouco da animação, este episódio não foi exigente nessa parte, mas acredito que o 3HZ irá fazer um trabalho bom nas partes de acção e irá manter um char design consistente e não irá abdicar da qualidade do design em prol da fluidez nas cenas de acção.
    Obrigado, por este artigo de primeiras impressões Flávio.

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