Na verdade, o episódio 16 foi apenas um resumo bem humorado com a adição de algumas esquetes bem engraçadinhas envolvendo os membros do Clube de Karuta do Colégio Misuzawa, então acredito que não valha a pena incluí-lo tanto no texto. Apenas posso dizer que o amor que Taichi sente pela Chihaya continua tão transparente quanto um rio límpido, embora ninguém do clube tenha percebido ainda tais sentimentos.

Com esse clima de tristeza (?), inicio mais uma Sessão Vintage de Chihayafuru.

No episódio 17 mesmo mostra que Taichi não ligava tanto para o seu namoro quanto deveria. Já se via desde o início que, na verdade, ele sempre teve olhos para a Chihaya, mas por conta da mudança de escola, novos ares lhe surgiram, e Mashima encontrou uma namorada.

Além disso, é algo que, por enquanto é unilateral, pois Chihaya ainda não percebeu os seus sentimentos pelo menino, então o término veio em boa hora. Acredito que ela terminou com o Taichi porque estava vendo que o tempo dele estava todo tomado por causa do karuta e que não estavam conversando e se encontrando o suficiente, então a ligação para ele foi algo que não o preocupou tanto, embora talvez a menina estivesse se debulhando em lágrimas do outro lado da linha.

O descaso que impressionou a todos.

Enquanto todos os outros estavam preocupados, Taichi estava pensando em outras coisas. Talvez o que ele sente por Chihaya o tenha feito ficar um pouco egoísta sobre várias outras coisas, como companhias para sair ou então tomar a menina apenas para si.

Além disso, Taichi está interessadíssimo em chegar a jogar na mesma classe que Chihaya, então foi logo viajar para poder tentar subir de nível. Mas ele não contava que Yuusei, o Porquinho-kun, tivesse o mesmo objetivo de ir para a Classe A (até mesmo o Retrô-kun, que estava longe deles, mas foi tão pouco focado que nem perceberam). Nenhum dos dois conseguiu, então ficaram bem chateados.

Os dois queriam subir de nível, porém a diferença nas economias é a mais gritante.

Nesse meio tempo, Chihaya também estava chateada, mas não por ter perdido, e sim por causa do que seu professor de karuta disse: para ela parar de jogar com velocidade. Como é que Chihaya tem vivido três anos sem receber esse conselho? Claro que ter jogado com a Rainha teve enorme peso em sua decisão como professor, porém poderia ter dado essa dica um pouco antes.

No entanto, foi importante para que ela finalmente enxergasse o que estava errando. Vamos tomar o exemplo da Kanade: ao invés de se preocupar com apenas pegar todas as cartas, também gosta de saber os significados dos poemas, e assim torna o jogo mais rico. Ela pensa que karuta é arte, ao invés de ser apenas um esporte. É um dos poucos esportes em que homens e mulheres podem jogar juntos, de igual para igual, sem preconceito algum.

Não é à toa que ela quer fazer faculdade de Literatura Clássica, enquanto Chihaya ainda nem sabe o que fazer.

Enquanto todos os outros são divididos em feminino e masculino, no karuta há a junção deles, não importando a classe social, a sexualidade, a idade e tudo o mais. É algo que pode julgar sendo magnífico, além do que os poemas também foram escritos tanto por homens, quanto por mulheres (embora tenham sido mais por eles que por elas, mas enfim). Resumindo: no karuta não há preconceitos, a não ser que o cara ou a mulher que jogue tenha problemas com o sexo oposto, aí já teria que fazer uma pesquisa mais a fundo.

Além desse problema com os instintos da Chihaya, também tem o caso dela com as sílabas. Ela escuta a primeira e já quer pegar a carta, e isso a faz perder várias importantes que Tsutomu conseguiu pegar. Ele até mesmo conseguiu calcular quantos por cento conseguiu por conta dos erros dela.

Ela vai corrigir isso com o tempo, mas por enquanto tem que tentar perceber essa melhora por si só.

Muito obrigada por ler este artigo até aqui, e nos vemos no próximo! o/

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