Estamos recrutando redatores, clique aqui e se candidate, vagas limitadas!

Abertura, encerramento, músicas novas. Gostou? A música do encerramento não me parece tão diferente assim e a animação deixou de ser um jogo de plataforma para ser contos de fadas, mas no geral o tom não mudou. Porém, a abertura, quanta diferença! Eu adorava a música anterior, aquele metal sujo, barulhento. A animação era legal também, contando de forma direta o começo da história. Agora a animação mostra uma série de cenas e personagens e situações diferentes, o que parece se adequar ao enredo que passou agora a ter várias tramas paralelas. Já a música … bom, o que de melhor eu posso dizer é que não desgostei. Não sou fã de música eletrônica, fazer o quê.

Três tramas começaram nesse episódio. A Ordem dos Cavaleiros de Órleans não suporta mais ser subalterna e seus comandantes ainda não sabem como, mas sabem que querem vê-la de volta à glória do passado. O Rei Charioce foi procurar alguma outra coisa, que não faço ideia do que seja. E o mais importante, claro, o começo da jornada de Joana D’Arc e Nina rumo ao Céu!

Curta o anime21 no facebook:

Começarei falando sobre as duas tramas que tiveram menos desenvolvimento. A Ordem de Órleans passar a ter um papel ativo, provavelmente de oposição aos planos mais insanos de Charioce (embora talvez não contra o próprio rei, preservando assim a instituição e a ordem ao mesmo tempo). O que será que irão inventar de fazer? Será que a Cérbero pode vir a ter algo com isso? Ela vai fazer algo nesse anime ou vai ser só enfeite – como na prática foi na primeira temporada também? Bom, de imediato acho que o máximo que podem conseguir é libertar o Kaisar, caso se atrevam a tanto, ou protegê-lo caso ele tenha sucesso em fugir sozinho ou com a ajuda do Favaro e da Rita.

Kaisar está preso de novo, mas agora está com sua determinação renovada

O que o rei está procurando parece ser sinistro, só pra variar. Que lugar é aquele? O que ele quer? O que está acontecendo lá é um fenômeno natural (ou resultado de batalhas passadas), ou aquele clima terrível é produto do engenho do Reinos dos Homens? São tantas as possibilidades. O mais simples que me passou pela cabeça é que aquele lugar pode marcar a entrada para o Céu. Lá não é um lugar fácil de entrar ou de se chegar, não é? Charioce não teve pudores em trazer a guerra para sua capital, mas tenho certeza que ele prefere levá-la até os deuses na deles. Deuses e demônios podem ter que se reunir novamente para enfrentar um mal comum.

Mas o que importou mesmo nesse episódio foi Nina e Joana na vila dos dragões. Isso sozinho dá um título bom, hein? Hehe. As duas partiram em uma jornada e o primeiro ponto de parada foi um local que preza muito pela tradição, com um povo de vida longa e muitas histórias – algumas das quais grandes histórias do mundo das quais eles participaram! De algum modo, passar pela terra-natal da Nina foi um primeiro passo para trás antes de seguir para frente na jornada das duas. E elas precisavam disso. Principalmente, me parece, a Joana.

Tudo lá transpira tradição. Não no sentido folclórico, estético (não apenas), mas na própria organização social e na maneira de pensar e agir daquele povo. Nina e Joana têm pressa, mas a anciã dormiu então elas devem apenas ser pacientes e esperar. Todo mundo conhece todo mundo, as famílias são grandes – e as famílias estendidas praticamente não tem fronteiras definidas. Uma mãe não é só uma mulher que tem e cria seus filhos, mas uma fonte confiável de conhecimento e sabedoria. A Joana também é mãe, ela entende um pouco sobre isso, mas ela foi uma mãe bem diferente, teve uma criação bem diferente, e até mesmo concebeu de forma diferente.

A Santa só precisava do ombro de uma Mãe

A mãe da Nina é uma mãe normal. Uma mãe como certamente tantas outras naquele vilarejo perdido por entre as árvores e montanhas. Mas ela, que não conhece a Joana, que não sabe nada sobre a Joana ou pelo quê ela está passando, era a pessoa que a Joana precisava conhecer. Ela podia não saber nada sobre a Joana, mas ela sabia o que a Joana precisava ouvir para aliviar seu coração. Deve ser difícil ter que ser forte o tempo todo, não é? Para isso servem as mães: para ser mais fortes do que nós, quando nós precisamos.

E apesar de ser uma vila tão remota, ela não passou incólume pelos negócios do Bahamut. A anciã, veja só, foi quem levou, pessoalmente, os deuses de volta para o Céu! E agora está levando as garotas em sua jornada. Mas isso é o lado incrível dessa realidade que a Joana descobriu. Há o lado doloroso também, especialmente para ela: sinais de destruição causada pelo último quase despertar do Bahamut, que ela deveria ter evitado. O pai da Nina morreu naquela ocasião, protegendo a vila, assim como Michel, pai de El/Mugaro, morreu protegendo Joana. À despeito do progresso do reino, o local continua pobre, na verdade tão pobre que todos que podem foram arranjar trabalho fora da vila – como a própria Nina fez. Joana sente parte da culpa e responsabilidade por tudo isso e talvez tenha ganhado um outro propósito, além de apenas salvar e reaver o próprio filho.

Joana encara a destruição do Bahamut

E o que acha, foi um bom começo para a segunda metade de Rage of Bahamut: Virgin Soul? Até o próximo artigo do próximo episódio! Baha baha baha soul!

Comentários