Bom dia!

“Ué, não teve artigo de Dies Irae já?”

Teve esse aqui sobre o episódio zero, que foi um prólogo. A história saltou no tempo e no espaço, apresentou novos personagens – inclusive o protagonista – nesse segundo episódio numerado um.

“Mas não foi o Kakeru que tinha escrito?”

Foi. Mas ele tem bom senso. Eu que vou cobrir essa bagaça aqui no Anime21 =D

Eu havia achado que esse episódio provava que Dies irae não era senão uma fantasia histórica ruim, uma história amadora, escrita por alguém que não sabe do que está falando, ao mencionar uma tal Távola Redonda (das lendas arturianas) Negra, Shambala (uma cidade mística oriental, mencionada em correntes do budismo, hinduísmo e taoísmo, e grosso modo comparável à noção ocidental de paraíso) em uma história com nazistas. Fui fazer a minha pesquisa e descobri que a Alemanha Nazista enviou uma expedição científica ao Tibete, então a conexão com Shambala não é totalmente descabida, tem alguma justificativa histórica. Assim sendo, mudei de opinião sobre Dies Irae: é uma fantasia histórica ruim, uma história amadora, escrita por alguém que sabe do que está falando.

As patentes impronunciáveis vêm diretamente da SS, e a Ahnenerbe era uma agência de pesquisa fundada por Heinrich Himmler, o comandante da própria SS, que buscava pesquisar as origens da raça ariana e provar que ela um dia já havia governado o mundo. Ao longo da guerra descambou para ocultismo e pseudociência em geral. Porém, até onde pesquisei, nenhum dos personagens no anime representa uma pessoa real, o que é uma escolha sensata que permite maior liberdade criativa. O autor sabe do que está falando, ele faz boas escolhas, mas a história continua sendo ruim.

Pode ser só porque é uma adaptação de visual novel para anime? Até pode ser. Mas pelo que li, parece que entre as coisas preferidas pelos fãs do game original estão os monólogos, que por longos e inconsequentes, eles mesmos acreditam que serão cortados do anime. Isso me enche de “esperança”, se é que você me entende. Quero dizer, a melhor coisa é monólogo, algo que por natureza já tende a ser entediante, cansativo, e além de tudo é reconhecidamente pouco relevante para o andamento do enredo de modo que se espera que seja cortado, o que imaginar disso? Tirando ainda pelo que vi nesses dois episódios, tenho a impressão que devem ser grandiloquentes e cheios de elucubrações complexas sobre o nada – mas estou só chutando, ok? Vai que são as novas pérolas contemporâneas da sabedoria oriental, né?

Deixando essas expectativas sobre o que nunca jogarei de lado, eu vi esse primeiro episódio (que é o segundo). Uma coisa interessante que ele manteve do zerésimo (que é o primeiro): a sensação constante de que algo sinistro está para acontecer. Uma coisa boa do anterior, porém, ele não manteve: nada aconteceu. Não foi grande coisa, mas foi mais ou menos divertido assistir a destruição de Berlim pelo grupo de guerreiros esotéricos enlouquecidos de Heydrich. Por fim, esse episódio (o de número um que poderia ser o dois) manteve uma coisa ruim do prólogo: apresentou um monte de personagens.

Mas eu fiquei muito mais perdido com o festival de personagens no prólogo do que nesse episódio, justiça seja dita. Até consigo lembrar o nome de todo mundo! Mentira, já esqueci, hmm… a menina de cabelo branco se chama Rea, o Tetsuo se chama Yusa (será que se escreve como “herói” – yuusha – em japonês?), o protagonista… se chama… e a amiga dele se chama… é, já esqueci. Mas pelo menos seus nomes foram mencionados, o que não se pode dizer de todos os personagens do episódio anterior, então tem isso também.

Dezoito episódio vai ser é pouco pra tudo isso de gente

Não aconteceu nada nesse episódio, estou sendo generoso em dar-lhe duas estrelas. Acho que gostei das garotas, só por isso, embora sejam estereótipos bastante padrão. E a parte da guilhotina foi legal. Bom, seria legal, se não fosse completamente deslocada. Fala sério, até a garota lá disse que não fazia sentido nenhum uma guilhotina ali. Pior, o pesadelo do protagonista com a guilhotina foi um musical! Um musical, sério! A musiquinha era até legal, e adequadamente sinistra, mas quando um anime que não é um musical (não é, certo?) começa a ter uma sequência dessas eu só consigo rir – e suponho que aquele não fosse um momento que devesse inspirar risos.

Para fechar, eu não faço a menor ideia do que esperar. O protagonista é um dos servos reincarnados (eles reencarnaram, não foi?) do nazista super-poderoso lá? Ou vai ter que combatê-los? Com que poderes? Será que ele vêm reencarnando de tempos em tempos para combater a tal “Távola Redonda Negra”, que por sua vez também reencarna – ou salta para o futuro em sua Shambala voadora, tanto faz. E o Yusa? E a Rea? E a amiga do protagonista? E a freira peituda que a Rea menciona? Você já procurou hotel na Internet? Bom, é para isso que eu estou aqui! Vamos assistir essa porcaria juntos e nos divertir enquanto descobrimos!

Eles parecem estar em uma discoteca, mas estão brigando

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