Não tem como negar que Pop Team Epic se tornou um fenômeno. Se você acha demais os comentários sobre ele no Brasil, saiba que todos os 12 episódios levaram o anime para o trend topics do Twitter. Provavelmente, nem mesmo o executivo mais otimista teria previsto algo como isso, mas a que se deve o sucesso?

Eu confesso que não conhecia o mangá antes do anime, então fui pego de surpresa pelo primeiro episódio, apesar de estar preparado para um anime excêntrico. A fórmula de pensar fora da caixa e fazer algo totalmente maluco pode ter afastado muitos no início, mas parando para analisar, o anime segue uma estrutura e lógica. As esquetes basicamente são baseadas em situações do cotidiano ou inspiradas em outras obras, não só japonesas.

Em alguns casos, as referências são tão específicas que só consegui entender depois de pesquisar sobre elas na internet. Porém, a maioria não foge da cultura pop, brincando com clichês ou recriando elementos que são possíveis identificar só de bater o olho.

Uma das marcas registradas do anime é seu traço “feio”, “zuado” ou seja lá qual adjetivo você queira usar. Quando chegava o quadro Bob Epic Team então… Mas na verdade eu pude perceber com o decorrer dos episódios que tudo isso era proposital. O estúdio poderia fazer um trabalho melhor, mais bem acabado, mas essa escolha criativa fazia parte da proposta do anime, e funcionou perfeitamente.

Mesmo assim, eu diria que o grande acerto foi por conta de sua interação com os fãs. Nenhum episódio terminava depois dos créditos, partindo para as redes sociais, onde começava uma caça a easter eggs e referências por parte do público.

Além disso, em diversos momentos as personagens quebravam a quarta parede, tendo consciência de que faziam parte de um anime e até respondendo o público. Sem falar de quando tiravam sarro com a própria indústria, como o fato de um mangá bobo conseguir se tornar um anime. O último episódio foi o ápice disso, quando as protagonistas enfrentam a própria produtora.

Uma das características marcantes de Pop Team Epic é troca constante de seus dubladores, começando pelo fato de que as personagens sempre tinham uma voz feminina e uma masculina, exibida durante a retransmissão. Existia uma expectativa sobre quem dublaria Popuko e Pipimi no próximo episódio, e enquanto assistia, de tentar adivinhar quem são os dubladores da vez. Sempre era escolhida uma dupla que já havia trabalhado junto em alguma outra produção, provavelmente por conta da química entre eles.

Ainda vale destacar as maneiras que o anime conseguiu se reinventar, indo muito além do que todos já tinham visto no mangá. Além das esquetes conhecidas, foram criados blocos específicos para abordar algum tema, seja culinária ou estereótipos franceses. O destaque ficou para Bob Epic Team, que mesmo com traços que pareciam ter sido feitos por uma criança de cinco anos, conseguiu ser um dos mais criativos. O momento mais marcante foi o show de Hellshake Yano.

Provavelmente um dos melhores momentos do anime

É claro que não poderia esquecer de mencionar Hoshiiro Girldrop, um anime que ainda não assisti nenhum episódio, mas já se tornou um dos meus preferidos. Para quem não se lembra, Pop Team Epic começou com ele, e as prévias do próximo episódio também se referiam a essa animação, que conta com todos os clichês do gênero mahou shoujo.

Sem dúvidas, Pop Team Epic é o anime mais bizarro da temporada de Janeiro/Verão de 2018, e provavelmente do ano. Porém, ele não tem só isso a oferecer, valendo como experiência para qualquer fã de cultura pop. Apesar de parecer improvável, se depender do sucesso, com certeza pode ganhar uma segunda temporada.

  1. Adorei pop team epic meu desenho normal e saudável da temporada de inverno japonês altas comédias e muita loucura, gostei demais das dublagens masculinas para as lolizinhas protagonistas! Anime nota 10/10 e super indico esta comédia pra todos que gostam de rir e ficarem felizes!

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