Começou o Exame de Avanço da Academia de Culinária Tootsuki! – Ou de maneira mais chique: Tour du Nord. Mas é claro que não vai ser como todos os anos anteriores, já que um certo diretor decidiu mudar as regras e fazer tudo do jeito dele. Pelo menos, agora o material promocional desta temporada faz sentido.

Azami Nakiri se mostrou um grande vilão desde a última temporada, não só pela sua culinária ditatorial como também pela sua relação com Erina. Porém, temos que destacar que este diretor é esforçado. Quando poderíamos imaginar que o próprio Azami iria dar uma aula de culinária para os alunos? Tudo bem que ele está praticamente dando cola para os estudantes, mas gostei de ver sua dedicação. Bem que ele poderia usá-la para o bem.

Para nós, espectadores, Hisako foi bem importante para dar algumas explicações sobre o Exame de Avanço, o que me esclareceu sobre a tal viagem de trem no inverno que os trailers e posters já adiantaram. Foi aí que eu percebi o quanto a Tootsuki é realmente rica, porque eles fazem uma viagem de trem luxuosa por uma província do Japão só para eliminar alguns alunos.

Não esperava isso da Megumi

Essa proposta é bem legal e diferente de tudo que o anime fez até agora, inovando em suas regras e formas de avaliação. Além disso, o anime tem a chance de mostrar um ambiente que nunca havia explorado com uma excelente qualidade técnica.

Para nós, é uma experiência ótima, mas para aqueles que não concordam com o método da Central nem tanto. Basicamente, para que os alunos passem nos testes é preciso replicar exatamente o que foi passado, mesmo que você não saiba o motivo de ter usado um ingrediente específico ou ter cortado alho-poró na vertical e não horizontal – que para mim não faz a menor diferença.

Isso até que faz sentido, já que eles estão seguindo uma receita à risca e, no fim, o gosto deve ficar igual. Mesmo se você for de um grupo formado apenas por figurantes, consegue passar. Por outro lado, qual seria a graça do anime se ele fosse só um monte de alunos seguindo receitas fielmente? É por isso que temos a equipe de Souma.

Se depender da Central, o “Shi no Sara” vai ser protagonizado por essa galera aí

Além das aulas da Erina, onde aprendemos que Hokkaido produz 80% das batatas do país e conta com mais de 50 variedades (Guarde isso, aposto que vai ser útil no futuro), o próprio time de Souma ajudou a passar da primeira fase, cujo tópico era Salmão.

Deixando claro que eu não estou do lado da Central – longe disso – mas bem que eles poderiam ter pegado mais pesado na escolha dos grupos, né? Quero dizer, por que não colocar todos os “rebeldes” separados? Colocar todo mundo junto só deixou o time mais forte e entrosado.

Por exemplo, Alice e Kurokiba cozinham juntos desde a infância, e eles ainda têm vantagem porque o Kurokiba é o personagem especialista em frutos do mar. Souma e Megumi fazem praticamente tudo junto e sempre se saem bem, além dela ter nascido em uma cidade portuária. Enquanto Yuuki… Bom, ela tem carisma.

Mesmo que a Central tenha pegado leve na escolha dos grupos, todas as regras foram feitas exclusivamente para ferrar a equipe de Souma. Um exemplo é o fato de não estarem na época de salmão e ainda darem o ingrediente principal de baixa qualidade para eles.

Para reverter a situação, eles tiveram a sorte de encontrar um salmão com a melhor condição, graças a um método de congelamento bem específico usado por um vendedor que estava por perto. Neste caso, infelizmente, eles só venceram por protagonismo mesmo.

Ainda bem que não teve fan service

Eu gostaria de ver os personagens usando suas técnicas para vencer essa adversidade ou que inventassem um novo prato que superasse aquele que Azami ensinou, mas parece que o autor criou uma situação tão absurda contra os protagonistas que eles recorreram à sorte. Não que isso seja errado ou diminua o mérito deles, mas não gostaria que eles vencessem apenas por isso. Senti falta, inclusive de um detalhamento maior na preparação do prato e quais ingredientes usaram, pois tudo acabou sendo muito rápido. O destaque ficou apenas para o entrosamento da equipe.

Aliás, a instrutora poderia simplesmente dizer que não gostou do prato deles por não ser o mesmo que Azami ensinou e reprovar todos. Isso não seria estranho, já que aconteceu na última temporada, quando os shokugekis eram decididos antes mesmo de experimentarem os pratos. Esse dia foi louco.

Pelo menos o prato ficou bom

No fim, ainda tivemos um pouco da interação entre os personagens no trem, e isso sim eu gostei e quero ver mais. Parece que o veículo praticamente vai ser um personagem nessa temporada e quero que explorem o máximo que puderem.

Uma das cenas mais marcantes foi o encontro entre Souma e Erina, quando eles observam as ovas de peixe, digo, estrelas. No artigo anterior eu disse que seria difícil desenvolverem um romance entre os dois, mas mudei de ideia depois dessa cena. Ficou bem na cara que a Erina está começando a se sentir mais confortável com Souma, mas isso não significa necessariamente uma atração física. Quem sabe daqui a alguns episódios, não é mesmo?

Esse olhar não me engana, Erina

Não tem como deixar de destacar o lado slice of life de Shokugeki no Souma. O anime, desde a primeira temporada, sabe trabalhar bem seus personagens e a relação entre eles, mas aqui eles se superaram.

O clima dentro do trem da Tootsuki é muito gostoso, fazendo com que o público se sinta acolhido por aquele ambiente. Experimenta assistir esse episódio enrolado na coberta tomando um chocolate quente que vai ser uma imersão completa.

Nunca imaginei que a parte mais “gostosa” de Shokugeki no Souma seria pela interação entre os personagens e não pela preparação dos pratos em si, mas isso prova que a temporada não está trazendo mais do mesmo, e sim aprofundamento as relações. Acrescente desafios aos protagonistas, misture com uma culinária criativa e está pronta uma das melhores temporadas do anime.

Só por essa imagem já sei que o próximo episódio vai ser bom

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