Essa semana, Saredo Tsumibito wa Ryuu to Odoru trouxe seu melhor episódio desde sua estreia. Com traição de pessoas das quais menos se esperava, informações sobre os dragões e outros pontos (que tornaram até confuso o entendimento, mas que no futuro podem ser bem desenvolvidas) e muita ação.

A primeira parte do episódio dessa semana, começou com a grande jogada política sendo desmascarada e explicada detalhadamente por Gayus e o Cardeal Mouldeen. Basicamente, toda aquela confusão que tinha como objetivo o assassinato do cardeal por inimigos políticos (do grupo dos Lapetodes) já havia sido prevista ou, melhor dizendo, armada pelo próprio cardeal. Ele criou aquela situação, colocando outra pessoa com sua aparência em seu lugar (um de seus sete dublês), para evitar correr riscos e colocar seu plano em prática, que seria reunir provas contra os seus inimigos.

Só que para tudo isso acontecer, precisava ter um traidor, alguém que estivesse vazando informações do cardeal para os representantes da aliança Lapetodes. O traidor era ninguém mais, ninguém menos do que o próprio amigo de Gayus, Helodel. Com essa descoberta, o cardeal matou Helodel. Toda essa grande trama, foi intitulada pelo próprio cardeal como “Uma guerra para evitar uma guerra”, seria essencialmente fortalecer sua aliança e enfraquecer a dos Lapetodes, os quais têm interesses em lutar contra os dragões.

O momento da revelação do traidor.

Novas informações sobre o acordo Tienlun: O acordo se encaminha para ser selado, com os moderadores no controle isso é quase inevitável. Agora, é claro que até tudo ser acertado ainda terá muitas trocas de farpas entre as Alianças, Lapetodes, Tseberun e os representantes dos dragões.

Assim como Gayus, Gigina também percebeu que o cardeal Mouldeen era um grande articulador e perigoso. Só que ao contrário de seu amigo, que apenas expôs o plano e conversou com o cardeal, Gigina foi bem mais fundo nos afins, e tentou matar Mouldeen,contudo uma barreira mágica o protegeu.Não poderia se esperar menos de uma das maiores influências da cidade.

A barreira mágica que protegeu o cardeal, foi muito superior ao ataque de Gigina.

Na segunda parte, quem acreditou que o Cardeal contaria todo o seu plano para Gayus e deixaria por isso mesmo, se enganou. Ele já tinha um plano arquitetado para matar nosso protagonista e seu amigo. Mesmo sabendo que era uma armadilha, Gayus achou mais interessante enfrentar o problema de frente, evitando uma morte traiçoeira.

Nossos protagonistas foram levados a um ponto de encontro, onde conheceram os irmãos Livet Raki. Eles fazem parte do grupo “Os doze generais alados”, comandados pelo Cardeal Mouldeen e, a mando dele, eles deveriam matar Gigina e Gayus. O nível dessa dupla é 14° grau. Recordando os episódios passados, o nível de Gigina é 13° grau e o de Gayus 12° grau. Se fosse balancear a luta por esses números, nossos protagonistas com certeza estariam ferrados.

Os irmãos Livet vs Gayus e Gigina.

Com a habilidade do irmão mais novo, que era a de dominar um dragão, fica bem evidente o porquê de o Cardeal Mouldeen não medir esforços para efetivar o acordo Tienlun. Basicamente, seria por conta de algum acordo entre ele e a comunidade de dragões.

Chegamos ao clímax do episódio, a batalha entre as duplas. Eles se dividiram e o irmão mais novo dos Livet Raki enfrentou Gayus. Dessa batalha, deu para ver que a diferença de nível era bem preponderante entre eles, o integrante dos doze generais alados passou a luta toda pressionando, e nossa protagonista dos cabelos vermelhos apenas se desviando e tentando com todas as suas forças se defender. Com isso,apesar de um domínio muito grande por parte de seu adversário, Gayus conseguiu sair sem se machucar gravemente na batalha. A surpresa ficou a cargo de nosso protagonista de cabelos brancos, que mesmo sendo um nível mais baixo, lutou de igual para igual com seu adversário. E em certo momento da luta, dominou e feriu gravemente o irmão mais velho dos Livet Raki. Gigina provou sua força e inteligência em batalha nesse episódio.

A animação da batalha no geral foi muito boa, não teve uma grande coreografia elaborada ou algo desse tipo, mas os traços ficaram muito bons e deram uma fluidez muito boa para as cenas de luta. A trilha sonora também ajudou bastante a criar certa tensão nas cenas.

Continuando a análise da parte final, assistindo essa batalha de camarote estava o Cardeal Mouldeen. Que aparenta ter um plano totalmente traçado em sua cabeça, citando a última peça que entrou em cena e que levaria ao clímax de conclusão do teatro. Suas palavras de certo são bem marcantes, fazem imaginar o que está por vir no futuro da obra, o quanto essas disputas governamentais ainda vão render e até mesmo,como Gigina e Gayus vão estar metidos nisso.

Agora,apresentarei um ponto que me deixou confuso e que certamente também deve ter deixado a grande maioria do público da mesma forma. Os dragões são controlados por humanos?Se forem, será que são todos os dragões que tem um humano os controlando? Aqui fica uma grande pulga atrás da orelha, pois é a primeira vez na obra que essa revelação é feita, não havia sido mencionado, tampouco exposto, alguém saindo da cabeça de um dos dragões. Contudo, esse Dragão que foi apresentado mostra ser bem mais robótico do que aquele que os protagonistas enfrentaram no primeiro episódio, e como eles o derrotaram e não viram nada a respeito de humanos no controle daquele animal, tudo leva a crer que apenas alguns dragões sejam controlados por humanos e, ainda mais, que tenham acordo com o Cardeal Mouldeen.

Os dragões são controlados por humanos ?

O último ponto da análise, é que no geral o episódio sim, foi o melhor até agora.Porém, foi uma enxurrada e quando digo isso significa um grande furacão de informações que foram jogadas para o público, o que de certa forma torna muitos pontos confusos. Traição de lá, interesse de cá, dragões controlados por humanos, toda a sujeira da política, de que forma surge o acordo do Cardeal e aquele dragão robótico (intitulado de Genom), quem é aquela pessoa misteriosa que o cardeal intitulou de último ator… Resumindo, foram muitos pontos introduzidos na obra, porém nenhum deles foi totalmente desenvolvidos, gerando assim grandes dúvidas que devem ser explicadas nos episódios seguintes da obra.

Enfim, essa foi à análise do episódio quatro de Saredo Tsumibito wa Ryuu to Odoru, que teve um padrão bem acima do seu habitual, entregando muita ação e pontos ainda sem explicação que devem ser desenvolvidos nos próximos episódios dessa obra.

E que a dança com dragões comece… Espera, que dragões? São apenas máquinas controladas por humanos? Bom, vou terminar logo essa análise, senão voltarei a discutir todos os pontos. Agora é esperar as próximas emoções e principalmente, as explicações que virão daqui para frente.

E que a Dança com os Dragões e humanos continue!!!

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