O fim do plano da tropa de exploração acaba surtindo efeito até o ataque de Levi. É incrível como o Erwin consegue “manipular” seus soldados para tal ato crítico. Toda aquela gritaria para aumentar a adrenalina elevou o potencial da cena, pena que todo o sacrifício não valeu a pena.

De certa forma, dá pra perceber que o Levi não tava de brincadeira, exceto por se esquecer de matar um dos titãs principais: o quadrúpede. Foi só quando li essa parte no mangá que eu percebi o total potencial do sujeito. Matar todos aqueles titãs é um exagero para a maioria dos soldados, mas pelo que vemos, acho melhor este certo cara ficar atrás das muralhas, pelo bem desses gigantes.

A rápida luta foi muito intensificada pela bela animação feita. Os movimentos dos ganchos, as diferentes vistas em cada cena, os cortes e a bela fluidez da movimentação do personagem me lembram muito da primeira luta que se viu o potencial do Levi, contra a Titã Fêmea. Agora que o personagem está muito frustrado por não cumprir a promessa, pode-se esperar mais dele.

Novamente para as muralhas… a situação não estava nada boa, Eren não podia mais lutar, enfrentar um titã que emana forte vapor e outro bastante resistente não era uma boa situação, principalmente por só ter três lanças do trovão. No entanto, o rumo da batalha muda quando Armin se torna o encarregado de derrotar o Colossal.

Armin foi sempre um personagem que admirei muito, talvez o que mais fui cativado até agora. Sobre conseguir entender a situação e criar algum plano altamente louco na última hora, não é o principal dele. Já vimos vários personagens assim, e o próprio Isayama sabe disso, por isso que ter um foco em outros aspectos é tão importante.

O personagem é basicamente uma máquina filosófica do anime – claro, é um exagero –, ele é o que mais se mostra sentimental, o que falta muito nos outros personagens. Além disso, sempre tenta ser racional nas situações, não em lutas, mas em sua vida no geral. Armin foi um alguém que ganhou um certo desenvolvimento no início do anime, pena que isso foi se perdendo ao longo do tempo.

Aqui estão os dois principais personagens da batalha deste arco: Armin e Erwin. Ambos são estratégicos, a táticas estão ao seu favor – principalmente quando o plano é louco –, ambos têm os seus propósitos: um queria chegar ao porão, o outro, ao oceano. E agora os dois têm mais uma coincidência: arriscaram a vida, mesmo tendo sonhos tão desejados.

Erwin desde novo queria que o mundo conhecesse a verdade, ele se viu necessitado para fazer isso, qualquer passo feito já era uma grande conquista, o grande cargo de comandante foi entregue pela luta para realizar seu grande sonho. Entretanto, lá estava ele, guiando toda a equipe, que foi formada por um grande esforço, para seu fim. Onde estava a grande ambição?

Em outro canto, encontra-se Armin, que assim como Erwin, tinha uma grande aspiração para ver o oceano com seus próprios olhos. Era esse o enorme desejo que sempre contou ao Eren. Mesmo assim, enterrou suas âncoras nos dentes do Colossal e assim foi queimado até não aguentar mais. Onde estava a grande ambição?

Foram grandes cenas nestes 2 últimos episódios, mas pra mim, este foi o que mais me chamou a atenção na animação. A luta do Levi – ou o massacre –, o momento da derrota do Colossal pelo Eren, que não teve nenhuma soundtrack no fundo e a última lança do trovão da Mikasa em cima do Encouraçado. Fiquei muito empolgado e feliz por estes momentos – exceto pelo gigante em CGI, é claro –, os outros só foram algo normal, até porque não tinha nada de importante.

Praticamente não restou nada para se ter mais lutas, ainda resta saber se alguém receberá o fluido guardado por Levi e, além disso, se finalmente poderão entrar no porão de Grisha Jaeger.

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    Agora entendi por que seus textos parecem direcionar à uma impressão da história, quase dando spoiler pra quem só assiste; você já leu o mangá. Nesse caso, não, o Erwin não “manipulou” os soldados. As pessoas que vieram com essa justificação mais tarde pra aceitarem melhor o fato que acontece no próximo episódio. Parece que o Isayama foi de acordo no rearranjo do anime, aí ficam com essa ideia de que ele tá fazendo as coisas por egoísmo, quando isso nunca foi uma deixa no mangá e nem faz sentido com a construção do personagem. Erwin, como o próprio Armin fala, é desses que sacrifica o bem menor pelo bem maior. Mostrar que ele quer chegar ao porão “por causa do pai” é apenas uma caracterização do personagem, a denotar que ele não vem de qualquer lugar e sabe onde quer chegar. E não, o sacrifício não foi em vão. Como poderia ser? O tema da obra é justamente o de que as mortes até então não foram inúteis, que é graças ao sacrifício de muitos que os personagens chegam de um ponto a outro.

    • Mob

      Olá!

      Peço 2 desculpas, a primeira é pelas impressões, infelizmente não tenho uma boa memória, por isso não me lembro bem do tanto de informações que alguém que só assiste o anime tem. Eu já tenho dificuldades em lembrar o que aconteceu num último capítulo do mangá, sendo que é mensalmente a publicação. Por isso eu tenho receio do que falo, mesmo falando até demais, além de não me dar o trabalho de elaborar teorias ou ficar indagando tanto sobre o que pode acontecer e blá, blá , blá…
      Sobre as 2 questões que você abordou, tanto do Erwin como a tropa num todo – sendo inseridas em 2 frases do 1° parágrafo –, posso dizer que só são sarcasmos mal elaborados, aí é que entra a minha 2° desculpa. Na 1° frase cito a “manipulação”, o que não é bem assim. Foi um termo referente à fala que o próprio Erwin fez no episódio anterior a este. Ele acaba utilizando a expressão “enganador de primeira classe”, ou algo assim, quando o comandante precisa encorajar aqueles amedrontados soldados. A cena só ressalva bem tudo o que o anime vem sempre trabalhando, tanto que considero a melhor cena deste arco. A 2° frase também não deveria ser entendida no sentido literal, pois o que seria do Levi sem uma distração, além de uma questão que ainda não foi trabalhada no anime – Isayama e seus moldes indiretos. Claro, essas questões não batem de frente com todo o sentimentalismo, como disse, é uma cena digna de ser dita como ótima e claro, sem nada ter sido em vão.
      Peço perdão pelos péssimos momentos sarcásticos, sempre tento fazer algumas piada ali e acolá, pena que não sou um bom humorista.

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