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Existem personagens indecisos de um tipo e personagens indecisos de outro tipo, não é? Eu escrevi no artigo do episódio anterior sobre como a Nina com certeza se comoveu com a causa dos demônios, mas naquele momento ela não podia, não estava pronta, para tomar um lado. Ela sentiu empatia, ficou visivelmente entristecida pelo tratamento que os demônios vêm recebendo, mas ela apenas tinha medo de se envolver. É coisa grande demais pra ela.

Contraste isso com o protagonista de Clockwork Planet, por exemplo, que se recusou a tomar qualquer atitude mesmo depois de descobrir que os milhões de habitantes de uma cidade estão a poucas horas de serem sacrificados. A recusa em si foi compreensível, como a da Nina, embora o caso fosse muito mais urgente, mas ele rapidamente muda de ideia porque … bom, é um motivo bastante fútil. Se já assistiu, você sabe, se não assistiu eu não vou estragar para você. De todo modo, leia o artigo do Hugo, meu colega de blog. A opinião dele pode ser diferente da minha e não quero passar a impressão de que sou o único portador da verdade. Mas no meu artigo eu falo o que eu quiser, né?


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O que levou Nina a agir praticamente sem pensar? A resposta começa pelo mais óbvio: ela conheceu o Azazel, achou ele “um cara legal”, e não quer que ele morra. É preciso mais do que isso para salvar alguém? Se for, há mais. Uma das razões que permitiu a Nina recusar o pedido de ajuda de Azazel foi a sua confiança de que o demônio já estava fazendo um bom trabalho. Não bom no sentido de graças a ele os demônios estarem vivendo bem, porque é óbvio e ululante que não é esse o caso, mas bom no sentido de que ele faz o melhor que ele é capaz de fazer e a Nina acredita que sua ajuda não melhoraria muito a situação, se melhorasse. Nina quer Azazel vivo também porque é ele quem protege os demônios, e ela quer que eles sejam protegidos – e não quer ter que fazer isso ela mesma.

O encontro entre Nina e o Rei Charioce (disfarçado de plebeu)

Depois de três episódios esse “constrangimento” da Nina perto de homens jovens e bonitos (quaisquer homens jovens e bonitos, ela nem precisa gostar de um deles por algo além de sua aparência, não precisa conhecê-los, não tem sequer um gosto particular para beleza: é quaisquer mesmo) já está começando a ficar cansativo, não está? É uma piada legal, mas nesse nível está me parecendo um pouco exagerada. Nesse episódio ela precisou desviar o olhar do Kaisar (de novo) e disputou queda de braço contra o rei Charioce vendada, para não encarar a beleza do monarca disfarçado de plebeu. Um disfarce não muito bom já que ele continua empunhando várias de suas joias reais e sequer sai com dinheiro. Mas vá lá, provavelmente ele faz tudo isso escondido. Para quê?

Para algo além de visitar aquele túmulo deve ser. Tenho certeza que ele poderia ir com sua guarda pessoal até lá. Ou será que algo realmente bizarro o impede? Bom, não vou especular sobre isso agora. O que me incomodou mais é que vê-lo visitar um túmulo me deixou com a incômoda sensação de que ele está apenas se vingando de quem quer que tenha causado a morte do ente querido que ali jaz. Um vilão desse calibre apenas por vingança? Que sem graça. Realmente espero estar errado e que ele seja mais do que isso. Desafio Charioce a ter uma ideologia! Por mais vil e desprezível que seja! Os grandes vilões das histórias (e da história real) costumam ser os idealistas. Nazistas, comunistas, fanáticos religiosos. São esses que nos despertam fascínio. Vingança serve muito bem para outro tipo de história, não para líderes que deixam um rastro de destruição ou conquista.

Eu não me impressionei. Assim que ela falou em um mestre eu já sabia que era o Favaro.

Enfim, todos os personagens reunidos, o anime se aproxima do clímax do primeiro arco (retratado mais fielmente do que eu esperava pela animação de abertura), o Céu começa a se mexer também, aquele garoto que acompanha o Azazel parece mais especial do que todos imaginavam (inclusive o próprio Azazel), e talvez o Favaro esteja mais perto de aparecer do que eu acreditava. Quero dizer, com a conclusão desse arco supostamente ele já poderia dar as caras. Mas vai saber o que ele está fazendo no mundo depois de enrolar a Nina, não é? Porque sim, tenho total convicção de que ele enrolou a garota, talvez tenha até dado um pequeno golpe nela.

Uma enviada do céu busca alistar a ajuda de Baco

  1. Este episódio de Bahamut foi muito bom, como sempre. Começando pelo inicio do episódio, à alguma coisa melhor, que um anime começar com um mini torneio de braço de ferro (que salvo erro ai se chama queda de braço). Nenhum daqueles marmanjos foi capaz de derrotar a Nina. E aquele Deus no corpo do pato é um excelente empreendedor, ao usar uma garota que não conhece de lado nenhum para ganhar umas moedas do vil metal. Aquele despertar do poder da Nina, já começa a ficar gasto, o cúmulo do ridículo deu-se neste episódio quando a Nina teve que se vendar, para fazer o braço de ferro, com o Charioce disfarçado de plebeu. Mas ficou-se a saber, que o Charioce não tem só garganta, ele também é muito forte, a disputa entre ele e a Nina esteve renhida.
    Agora falando do rei Charioce, ele é muito estranho. A visita ao túmulo que ele fez ás escondidas e disfarçado de plebeu foi muito estranha. Será que ele perdeu os pais nos acontecimentos da primeira temporada de Bahamut, ou então um amigo dele ou pai tenha morrido a combater os demónios. Seja quem for, o Charioce parecia ter bastante respeito e consideração por essa pessoa. Ele foi muito descuidado, na sua saída do palácio, ele deu um anel com o selo real, ao Deus pato para poder participar no braço de ferro com a Nina. E começo a desconfiar que as motivações dele, como eu hei-de de dizer, são mais viradas para uma vingança que outra coisa. Se for isto, não é uma coisa má, mas eu gostava mais de vê-lo a tornar-se um megalómano, ou então um conquistador. Mas quando não se souber as verdadeiras motivações deles, não se pode fazer juízos de valor acerca do Charioce.
    Eu a julgar que os humanos não eram flor que se cheire, os deuses pouco melhor são. Aquele discurso daquela deusa de alto escalão sobre a criança prodígio, foi muito suspeita. Até aquela deusa, que se deu ao trabalho de aparecer num corpo mortal, para falar com o Baco, também foi muito suspeito. E mais suspeito ainda foi a conversa que esta teve com ele, aquilo parecia mais uma ameaça velada que outra coisa. O que será que o Baco fez para ser expulso do céu, ele disse que saiu porque quis, mas de certeza que isso não é verdade.
    Nem acredito que mencionaram o Favaro neste episódio, ele nem passados 10 anos nos deixa de surpreender. Eu já sabia desde o episódio um, que a Nina tinha sido influenciada por ele, aquela bracelete de caçador de recompensas não engana ninguém. Aposto que ele até tirou um outro da Nina, o velho Favaro não perdoa ninguém. Mas foi bem engraçado ver as caras dos outros ao ouvir o nome de Favaro. A Rita até ficou espantada, coisa rara numa zombie que parece que não se impressiona com nada.
    O Azazel é muito impulsivo, os motivos dele são nobres, mas estes motivos não valerão nada se ele morrer de forma precipitada. Fiquei contente por ver a Nina, a correr para o ir ajudar. A Nina não se quer envolver naquilo, mas ela não ia permitir que alguém que ela acha decente morrer.
    Agora só quero ver como vai ser a batalha entre o Azazel e o justo em combate, rei Charioce (se eu tivesse um exército com centenas de homens, e uns gigantes de pedra, até eu enfrentava um demónio).
    Como sempre, mais um excelente artigo de Bahamut Fábio. Ansioso pelo teu artigo do episódio 4 de Bahamut, este sim tem muito o que falar.

    • Fábio
      Fábio "Mexicano" Godoy

      Eu conheço por queda de braço ou braço de ferro, tanto faz. Acho inclusive que eu falo mais braço de ferro do que queda de braço, mas entendo os dois sem dificuldades. Qual é mais usado no Brasil? Não faço a menor ideia. Deve variar por região. Vou assistir aquele filme do Stalone, Falcão, que ele é um caminhoneiro que ganha uns trocos em campeonatos de braço de ferro pra ver qual termo o filme usa. Deve ser o mais popular =D

      De todo modo, era de se esperar que ninguém pudesse derrotar a Nina. Ela é um dragão! Assim, fiquei surpreso quando o Rei Charioce conseguiu dar trabalho pra ela. Qual o segredo dele? Será que ela estava se segurando? Bom, suponho que ela estivesse se segurando um pouco pra não quebrar ao meio seus oponentes. Mas no final parece que ela usou mais de sua força e mandou o rei voando. Não teve nada a ver com nada, mas fiquei feliz de ver o rei safado rolando na poeira, hahaha!!

      Bom, os deuses já estavam queimados desde a primeira temporada, né? Já estava ali toda a arrogância deles, mais clara no tratamento que dispensaram à Joana D’Arc e na forma como davam ordens para os humanos. Eu não tenho pena dos deuses nessa temporada não. Só não posso concordar com o Charioce mesmo, dois erros não fazem um acerto. E será que teremos um pouco da história do Baco? Achei que ele fosse ser para sempre apenas um personagem de suporte, mas isso tem potencial para jogá-lo no centro da trama, nem que seja de uma pequena subtrama.

      Uma vez Favaro, sempre Favaro. Tudo o que ele fez foi porque ele quis, inclusive salvar o mundo. Tenho certeza que ele deve ter extorquido de leve a Nina para vender-lhe um bracelete falso e a mandar para o Baco. Pelo menos ele sabe que pode confiar no Baco e que não a estava enviando para nada perigoso, não é?

      Para o Azazel vale o que eu já disse para o Charioce: dois erros não fazem um acerto. Mas a situação dele é muito mais complexa e ele tem muito menos opções, então eu sou mais complacente com ele. Naturalmente, essa é a reação que o anime quer que tenhamos. Sucesso!

      Estou ansioso para assistir o quarto episódio. Andei vendo umas imagens… pior que não terei tempo tão cedo =P Ou não deveria ter. Sempre posso ser um pouco irresponsável, não posso? Acho que vou fazer isso =P

      Obrigado pela visita e pelo comentário =D

      • Sim, o novo Favaro, não iria mandar a Nina para o perigo, dai ele a ter mandado ter com o Baco. Mas como velhos hábitos são difíceis de controlar, ele de certeza que fez um preço de amigo, naquele bracelete que a Nina usa. O Baco deve ter uma história interessante, se o anime a explorar melhor ainda.
        Para ver Bahamut, arranja-se sempre um tempo, mesmo quando este não está no nosso lado.

      • Vê, que um certo acontecimento do episódio 4, vai dar origem a uns bons parágrafos teus, no próximo artigo de Bahamut.

      • Também não podemos exigir muito. Mas como tu bem disseste, esta segunda temporada de Bahamut, tem que ser duas vezes melhor que a primeira. Para depois que a segunda temporada acabar, deixar as pessoas tristes pelo fim do anime.

      • Fábio
        Fábio "Mexicano" Godoy

        O que me lembra que não fiquei triste quando a primeira temp acabou. Culpa da queda de ritmo na segunda metade do anime.

      • É melhor não remexer dos acontecimentos do passado. Vai que tal mexida ainda, ainda abale os planos superiores e a segunda temporada de Bahamut, vá sofrer dos males da primeira temporada.

      • Acho que a minha resposta anterior, reflecte o meu estado mental, influenciado pelos aspectos fantasiosos do anime. Mas se o anime continuar assim, vai valer a pena os seis meses gastos a acompanhá-lo.

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