É com este artigo que deixarei minha cobertura da segunda temporada de Nanatsu no Taizai aqui no blog, deixando essa relíquia sagrada nas mãos de um redator que creio que fará um bom trabalho. Em um episódio no qual o amor e a ressurreição estão no ar, vamos falar dos Sete Pecados Capitais!

Adoro imagens com um grupo todo reunindo, seja de heróis ou vilões, fazendo pose.

A primeira metade não tem muito de interessante a se comentar, mas posso pontuar que era mesmo o momento de fazer os Mandamentos se mexerem mais efetivamente, o que deve causar novos conflitos e agora que o Meliodas recuperou seu poder e Escanor foi finalmente introduzido – e deve ser explorado –, a perspectiva de lutas intensas nas quais pelo menos esses dois personagens farão frente aos Mandamentos é grande, podendo acontecer já no próximo episódio. Isso é bom para dar uma movimentada na história e provocar situações em que os personagens terão que correr riscos – mesmo com inimigos tão fortes a sensação de perigo no anime só foi grande em um ou outro momento até agora. Os acontecimentos meio corridos do núcleo que estava na Terra dos Druidas não atrapalham em nada na história e, sinceramente, foi melhor gastar tempo com outras coisas, como a conversa entre as irmãs que revelou aquilo que já não era segredo para ninguém, mas deveria ser falado com todas as letras alguma hora no anime: a Elizabeth é a reencarnação da Liz.

Será que o Meliodas ama a mesma mulher há 3.000 anos? Será?

Passando essa primeira parte, o que sobre é o plano de Melascula para causar caos através da ressurreição forçada daqueles que morrerem com coisas mal resolvidas em terra, o que calha com o objetivo do Ban já que a Elaine acaba por ser revivida no processo. Isso não é um problema pelo lado dos Mandamentos, pois já tinham sido dadas pequenas pistas de que a demônia estava armando alguma coisa, o problema existe no lado do Pecado Capital Ban, que estava em uma jornada para reviver sua amada e do nada vê ela “vivinha da silva” e até a beija matando as saudades de vários anos. Não digo que isso acontecer é ruim, incoerente ou inadequado, mas fica a sensação de que o Ban partiu nessa jornada meio que para nada, ou no caso apenas para se reencontrar com o pai de outrora e conhecermos mais de seu passado. Algo bom e necessário, mas que talvez pudesse ser feito sem passar a impressão de que a jornada dele não conseguiu nenhum resultado prático no que teceu ao objetivo que lhe foi delimitada. Mesmo tendo chegado onde devia, me pareceu muito fácil.

O reencontro que os fãs de Nanatsu queriam ver!

Enfim, ao menos o que vem disso é muito bom, uma Elaine gótica que parece estar com seus sentimentos a flor da pele e colocará a vida de Jericho em risco ao mesmo tempo em que, segundo a prévia, aparecerão Mandamentos no local e Ban começara uma luta com eles e não só isso, mas derrotar a demônia que fez o encantamento que permitiu a ressurreição de sua amada pode fazer com que o feitiço seja desfeito? Esse é um questionamento que deve ser explorado daqui em diante na obra, pois, por mais que seja por magia, é uma segunda vida não natural a que ela recebeu, sendo assim, devem haver complicações atreladas a isso que talvez até limitem a segunda vida dela ou obriguem uma tomada de medidas para torná-la uma vida dela mesma – uma vida que não dependa mais de um feitiço para existir. O cenário construído a partir desses acontecimentos parece bem interessante e se o clímax do primeiro cour do anime não entregou uma grande cena de ação ou uma revelação impactante, o reencontro entre dois amantes separados anos atrás – justamente pelo aparecimento de um demônio – fechou de uma forma simbólica o arco lateral focado no Ban com o cumprimento do seu objetivo pessoal e demarcou uma mudança que não pode ser desprezada diante da situação atual dos heróis, Sete Pecados Capitais, em face dos vilões, Dez Mandamentos.

“Agora que voltei a vida se preparem, pois eu vou causar.” Lispector, Elaine.

Agora os Sete Pecados têm dois integrantes que podem enfrentar um Mandamento em pé de igualdade. Ban alcançou seu objetivo e deve voltar para junto de seus amigos, King saiu mais uma vez da taverna, mas ou ele cruzará caminho com a Diane ou ela reaparecerá sozinha na história? A verdade é que esse é um momento natural em que os acontecimentos devem se “abrir” ainda mais a fim de afunilarem mais perto do fim da temporada – quando um acontecimento maior deve concluí-la. Não posso esquecer do filme previsto para o verão japonês, filme esse que deve contar uma história original inserida em meio ao atual conflito envolvendo os heróis da história e muitíssimo provavelmente os vilões e algo relacionado a eles, o que deve servir como uma ponte entre a segunda e a terceira temporada que pode ser a derradeira, afinal, o mangá se encontra em seu último arco – que mesmo demorando a fechar a obra deve caber em mais uma temporada. Talvez role mais um filme ou outra temporada se ele se estender demais e a franquia tiver forças para isso.

Espero que o anime integrar o catálogo da Netflix ajude a garantir que o mangá seja completamente adaptado. Me despeço feliz por ter visto mais um bom episódio do anime, apesar de ter tido pontos em que ele poderia ter sido melhorzinho, que, como todo bom battle shounen às vezes precisa, teve um bom cliffhanger e uma prévia animada para deixar o público ansioso pelo próximo episódio. Até um próximo artigo – mesmo que não seja de Nanatsu – sem esquecer das virtudes dos sete pecados!

Que Escanor, o Leão do Pecado do Orgulho, seja o sol que os Sete Pecados Capitais precisam!

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