Apesar da demora, Pandora estreou e deu um cartão de visitas promissor. Mas vamos falar um pouco sobre ele. Produzido pelo estúdio Satelight e tendo como criador Shoji Kawamori (franquia Macross) esse anime vem com uma temática não muito nova, mas interessante. Quanto a animação empregada, sinceramente não me incomodou e posso dizer que não tenho reclamações.

Se tivesse que resumir a história, podemos dizer que se passa num mundo pós apocalíptico onde um “simples” erro causou tudo isso. Esse erro acabou alterando as plantas e animais a ponto deles se fundirem com a inteligência artificial e com isso, evoluíssem constantemente até o ponto onde se transformaram numa ameaça para a humanidade e assim, destruíram a sociedade que conhecemos hoje em dia. O ponto mais interessante disso tudo seria sobre o nosso protagonista, um cara banido da sociedade atual e como se não bastasse, um pesquisador/cientista que busca uma maneira mais eficiente de combater os B.R.A.I. (em português: Revolução Biológica de Intelecto Acelerado).

E apesar do tema ser interessante e amplamente explorável, dúvidas sobre o porque os próprios seres humanos não terem sido afetados não é respondida inicialmente. Talvez tenham sido ou talvez exista uma explicação (seja ela aceitável ou não) sobre isso. Fato é que o anime nos deu um gostinho em relação aos seres em questão (no caso eram dois caranguejos gigantes) e com isso, a promessa de muitas batalhas eletrizantes (ou não). Os personagens por outro lado não mostraram exatamente a que vieram e exceto algumas frases aqui e ali, nada sabemos sobre eles. A suposta organização que controla/protege a cidade também não deu detalhes relevantes mas podemos relevar tudo isso por ser apenas o início.

Ou seja, mechas bem legais, “monstros” enormes que evoluem durante a batalha, mundo pós apocalíptico e a promessa de uma ficção científica interessante e promissora. Pandora teve um primeiro episódio que explicou os detalhes de maneira rasa mas prática. Foi uma boa estréia e sinceramente tenho boas expectativas.

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