Há diferentes formas de se passar o Ano Novo: com a família, com os amigos, sozinho… Também se pode escolher diferentes lugares para celebrá-lo, como: em casa (sua ou dos outros), na praia, em um restaurante, na rua, na chuva, na fazenda, ou em uma casinha de sapê. Enfim, você escolhe!

Mas é claro que é necessário saber com antecedência onde ficará e com quem. A família nojenta da Tohru (o avô da Tohru é um doce, então ele não conta na lista dos nojentos), por exemplo, vai passar no Havaí (boa parte dos mangás escolares que leio/li o pessoal adora esbanjar indo para o Havaí), a Hanajima e a Uotani vão passar em casa com a família (embora a Uotani tenha que ficar de olho no pai alcoólatra) e a família Souma vai passar na casa principal para a festa de Ano Novo.

E aí vem a pergunta: e a Tohru?

Tohru, até no ano anterior, passava o Ano Novo com a sua mãe, assistindo programas na TV. Ela não imaginava que a perderia assim, tão cedo, muito menos que passaria um tempo morando em uma barraca e que depois moraria debaixo do mesmo teto que três homens.

Mas também não sabia que passaria o Ano Novo sozinha. Por isso que é sempre bom perguntar com antecedência para o pessoal como é que vai ser, mas enfim, não vou discutir sobre isso.

Até mesmo os parentes imprestáveis (e o avô dela) da Tohru vão curtir a vida.

O ponto alto do Ano Novo dos Souma é a dança representando o animal daquele ano. No ano representado no anime, quem dançaria seria o coelho (Momiji). De acordo com o horóscopo chinês, o ano do coelho representa harmonia e calmaria, e as pessoas representantes (exceto o Momiji no início do mangá) são calmas, benevolentes e responsáveis.

E também, o ano representado no anime não foi de calmaria. Aconteceram diversas coisas que geraram conturbações e desentendimentos. Além disso, teria muito risco se o Yuki e nem o Kyou fossem à casa principal naquele ano, que foi o que aconteceu após um apelo de Hanajima.

Infelizmente, não veremos a dança representando o ano do coelho.

Akito é alguém muito instável e doente, tanto de corpo, quanto de mente, e ele ansiava encontrar Yuki para que pudesse retomar suas rédeas sobre o menino, assim como faz com todos os outros membros da família Souma possuídos pelos animais dos signos, já que é o Deus dos 12, e Kaguya ficaria uma pilha de nervos, já que fazia tempo que não via o Kyou, tanto antes dele voltar a estudar, quanto depois de fazer aquela visita surpresa.

A fúria em níveis colossais (e um personagem que ainda vai aparecer).

Os dois sabiam as circunstâncias da falta no banquete, e Kyou seria o único a não poder participar, mas precisava ir para não sofrer represália, porém o senso de urgência foi maior. Nem mesmo o apelo da Tohru, de incentivá-los a ver seus parentes, que ainda estavam vivos, os fez parar (Hanajima é uma amigona mesmo, glória a Deus).

Tohru estava chorando em casa, sozinha, e um misto de emoções estava transbordando de dentro de si. Além de não passar o Ano Novo com a sua mãe, estava sem seus parentes, sem suas amigas, sem os Souma, e tudo porque não queria incomodar. Assim, Hanajima se tornou a pessoa que a salvou naquela noite, e ela conseguiu ver o nascer do sol com os meninos que fazem parte do triângulo amoroso.

Muito obrigada por ler este artigo até o fim, e nos vemos no próximo! o/

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    Fruits Basket tem essa “magia” de sempre me deixar com vontade de chorar pela Touhru, seja por ela está vivendo sozinha em um cabana, pela família dela não prestar ou por quase passar o ano novo sozinha com a fota da mãe. Entretanto, a mensagem de darmos valor aos nossos entes queridos, porque por uma banalidade eles podem não estar mais lá, e gratidão pelas coisas simples da nossa vida, que se pararmos para pensar são as melhores; faz de Fruits Basket um dos melhores e mais emocionantes romances que eu já li.

    • Tamao-chan

      Oi, Ana!
      Sim, essas pequenas mensagens que tornam Fruits Basket o que realmente é: muito emocionante. Eu me sentia totalmente tocada quando eu lia o mangá e estou tendo a mesma sensação vendo esta nova versão do anime. E este episódio foi muito bacana, porque toda dramaticidade possível foi extraída.
      Muito obrigada pelo comentário!

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