Como tivemos as Olimpíadas de Inverno na Coreia do Sul no início de fevereiro e que se estendeu por três semanas, para que o último episódio de Sangatsu não saísse em abril, eles decidiram lançar dois episódios na última semana de março. Eu fiquei totalmente injuriada por causa disso, já que Sangatsu teve que parar e Soul Hunter, não, mas isso não interessa agora, já que o anime encontra-se completo. Gostaria de dizer que os dois episódios foram lindíssimos, assim como o resto da obra.

Primeiramente, destacarei uma coisa interessante que vi no início do segundo episódio, que acontece enquanto a mãe adotiva de Rei discorre sobre os sentimentos dela naquele momento. Durante algumas partes, um cenário totalmente realístico apareceu. Isso só acontece no preview de cada episódio, mas fizeram questão de colocar esse tipo de fotografia enquanto ela divagava, tornando o contexto muito mais real do que jamais foi. Enquanto falava sobre seus filhos, o quão eles estão infelizes, onde foi que ela errou, o porquê de o Rei ter se saído muito melhor que os outros, essas cenas realísticas apareceram aos poucos.

Uma cena bem realista para manter o clima de sofrimento de uma mãe.

Segundo, os dois últimos episódios se focaram bastante na Hina. Para quem não está lendo o mangá, a ideia dela aparecer ainda mais que o protagonista parece talvez um pouco incompreendido. Na verdade, a segunda temporada inteira se focou no relacionamento entre os dois, e de vez em quando em outros personagens que tínhamos curiosidade de saber quem eram, mas apenas agora conseguimos compreender a sua presença. Devo dizer que o esforço de Hinata foi totalmente recompensado, principalmente após tudo que ela sofreu antes. As notas que antes eram baixas aumentaram substancialmente após os ensinamentos de Kiriyama, e tudo o que aprendeu ficará para sempre em sua memória. Rei também recebeu um presente por seu esforço: foi promovido a B-2 no shogi.

Terceiro, a partida de Takahashi foi muito importante, tanto para desenvolvimento, quanto para entendimento de Hinata. Ele a ajudou no que podia quando sofria bullying, mas ela entendeu agora que precisava seguir em frente de algum jeito. A maneira que conseguiu foi cortando o cabelo. Na verdade, cortar o cabelo na vida de uma menina/mulher pode significar várias coisas: ou cortar para ter as pontas aparadas mesmo (por que não?), cortar porque está muito calor (mas dependendo do corte, talvez deixe ainda mais calor), seguir em frente, cortar laços, mostrar maturidade… Na verdade, a Hinata queria mostrar mais maturidade que falar que “perdi o meu amor e agora preciso perder minha infantilidade”. Pelo menos foi isso que entendi através da atitude da personagem.

Quarto, o Kiriyama é tão confiável que ninguém espera nada com realação a um provável romance entre ele e a Hinata. O fato de Akari tê-los deixado sozinhos e o avô delas também (ainda mais em momentos de dificuldades, como a febre que a Hina estava sentindo) prova a confiança que eles têm no garoto. O comentário que eles fizeram à tia das meninas, “Afinal, é do Kiriyama/garoto que estamos falando”, não a tranquilizou, até que finalmente ela o visse e garantisse que ele não faria nenhuma libertinagem com a sua sobrinha.

Este anime, para mim, foi o melhor entre outubro/janeiro, e a alegria de poder comentar sobre ele é imensa. Gostei muito da adaptação do início ao fim e espero que, na terceira, tenha um esmero igual. Muito obrigada por lerem este artigo até o final!

Ps.: coloquei esses argumentos apresentados na forma de importância, e não na ordem que elas vão aparecendo nos episódios. Sim, achei importante comentar sobre o cenário primeiro, pois foi ela que deu o realismo ao que a mãe adotiva dele estava passando. Obrigada por entenderem, eu acho.

  1. Se eu não li errado no mangá, na verdade o nosso querido Kiriyama está, pouco a pouco, crushando a Hina, enquanto eles estão convivendo diariamente na mesma escola. Posso estar enganada, mas japoneses, especialmente a Umino, têm dessas sutilezas ao desenvolver as histórias. Eu e meu marido fizemos uma piada sobre essa despreocupação da Akari e do avô: ou eles têm o Rei em alta conta, a ponto de confiar nele cegamente, ou disseram aquilo num tom meio depreciativo, tipo “ah, é o Rei, ele é ‘virjão’, não faz mal a nenhuma mosca!” kkkkkk! Brincadeiras à parte, meu coraçãozinho tá apertadinho só de pensar que a próxima temporada vai sair sabe Deus quando…

    Grandes abraços! Parabéns pela resenha!

    • Olá! Sim, eu também leio o mangá, mas queria dar o mínimo de spoiler possível. HIUDHSFIU
      Se bem que acredito que geral já saiba que ele está com o coração saltitando pela Hinata, porém demorou um tanto para perceber isso.
      E você acompanha a obra com o seu marido, é? Que máximo! A piada que eu fiz na minha cabeça foi mais ou menos a mesma, ahahah.
      Muito obrigada pelo comentário! Volte mais vezes! 🙂

  2. Que linda review meu anime favorito também desde quando lançou, tanto que fiquei extremamente desgostosa com umas criticas que li em outro blog sobre o anime ser chato (WTF?!), ele é tão sensível e profundo e sabe trabalhar muito bem todos os personagens que aparecem, de uma forma que faz vc rir e chorar (claro e muito ) com as historias que passam, com o termino eu vou seguir o mangá e espero do fundo do meu coração que saia uma próxima temporada. Um spoiler no mangá ele ja ate pediu a Hina chan em casamento aaah mas tem ler p entender melhor e não é para ja também kkkk

    • Oi, Bianca! Tudo bom? Obrigada pelo comentário!
      Eu tentei captar o máximo que consegui da obra. Como leio o mangá, sei que os envolvidos na produção do anime se esforçaram para manter tudo fiel à obra original. Inclusive, se você quiser, pode ler a partir do capítulo 85, que foi onde o anime parou. Também estou ansiosa por uma continuação.
      Acredito que tenham pessoas que acham o anime chato por causa de duas coisas:
      1- Shogi (porque geralmente o pessoal não entende. Eu também, não, mas como faço as análises, procuro pesquisar pelo menos o mínimo);
      2- Drama (geralmente o povo gosta de animes mais agitados, então entendo perfeitamente que achem chato).
      O problema é que a obra tem que ser vista com sensibilidade o suficiente para que possamos entender o que o protagonista está falando.
      Sobre o mangá, eu sei desse spoiler aí, mas queria evitar de falar dele no post, porém acho que quem souber disso vai correndo ler. Mas é claro que tem todo um problema por trás para que o Kiriyama fizesse tal pedido à Hinata, mas é melhor que você descubra lendo, mesmo.
      Volte sempre, seus comentários são muito bem-vindos. 🙂

  3. Oieee Tamao-chan, vc está aí?! Queria dizer que procurei resenhas sobre sangatsu no lion, na internet eu nao encontrei muita coisa mas do pouco que eu encontrei,a sua resenha foi a que eu mais gostei!!! 😍 Estou muito animada pra ler a sua resenha sobre os outros capítulos, principalmente sobre essa segunda fase do anime (eu não li o mangá ainda!), É um anime profundo, cheio de pequenos detalhes e significados em casa palavra, gesto ou fração de segundos!

    No episódio final da mãe adotiva do Kiryama, foi mto emotivo pra mim, e só me deu conta dessa parte realista em outras cenas, ou seja, no conjunto de cenas realistas mesmo!

    Sobre a cena da hina com o kiryama, eu interpretei como ele sendo tão tímido e tão retraído, devido as experiências de vida dele (solidão, luto, abandono, exclusão, bullyng, refúgio no shogi, luta, ausência de carinho, atenção, e um caráter incrível), pq a família kawamoto foi a primeira vez dele, uma experiência nova em tudo!!! Foi a primeira vez que ele teve contato de verdade no sentido eu acho social, de um ambiente comum (o ambiente social do shogi ao meu ver já é diferente, mais específico e gira em torno do shogi). Lá não, ele teria que desenvolver habilidades que até então ele não sabia, não sabia como agir, ou o que fazer, como proceder, ainda mais por ser a casa de três meninas kkkk acho que a Akari e Vô (Oji-chan?) perceberam isso é não se preocuparam xD.

    Queria te perguntar uma coisa. Eu terminei de ver o anime há 2 dias, já vi spoilers pq queria saber mais (ficou claro no final) sobre o rei e a hina… Vc acha que vale a pena ler o mangá desde o começo ou continuar no mangá de onde parou no anime? Confesso que tô bem ansiosa pq vi romance mas depois mudei o meu olhar enxergando fraternal (“acho que ele tá sendo puramente fraternal) e a medida que foi se intensificando e se desdobrando até o episódio final, meu cérebro BU-GOU! Kkk (acho que eu não quis acreditar no desenrolar do anime que era uma chance de romance msm, mudei pro lado fraternal) principalmente pela diferença de idade e pela hina ainda parecer uma menina, tanto de rosto como de corpo, assim … Quero mto saber como vai ser esse desenvolvimento e crescimento da Hina-chan no anime xD

    • Olá, Wal-chan! Bom dia! Como você está?
      Que bom que você gostou das minhas análises de Sangatsu no Lion! Eu sempre fico muito aflita ao escrever, pois acho que está muito ruim, mas talvez esteja sendo exigente demais comigo mesma ahauhauh
      Enfim, sabemos que Kiriyama passou por muita coisa na vida dele, tanto na vida escolar, quanto na familiar, e a família Kuwamoto quem o salvou. Mesmo assim, ele têm tentado procurar caminhos para não só depender do shogi, que foi o que o sustenta até hoje. O mundo que Kiriyama tinha era de cores escuras, e só foi ganhando significado depois de toda a ajuda que está recebendo.
      Sobre a Hina, depois dela passar por um momento traumático, era a vez de Kiriyama salvá-la de tudo aquilo, então a segunda temporada foi voltada para a relação dos dois, e vai ficando cada vez mais complexa com o passar dos capítulos/episódios.
      E Kiriyama é uma daquelas pessoas que ninguém espera nada de mal dele, porque ele é muito fofinho e auxilia as meninas em tudo o que precisam. Sobre ele e Hina, você vai precisar ler o mangá para saber o que vai acontecer.
      Para acompanhar o mangá, você não precisa ler tuuuudo desde o começo, porque a Shaft conseguiu adaptar tudo de forma maestral. Pode ler o mangá a partir do capítulo 85, que onde foi que o anime terminou. Infelizmente eu parei de ler o mangá para deixar acumular mais capítulos, já que na época eu já tinha alcançado onde estava, mas são todos bem curtinhos, apesar de boa parte ter várias falas, assim como ocorria em Honey & Clover, a obra anterior da autora.
      Muito obrigada pelo comentário! Volte sempre!

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