Assim como na semana passada, nessa semana Hinamatsuri conseguiu entregar um episódio divertidíssimo e muito bonito aos olhos. Com a apresentação de uma nova personagem do mesmo planeta da Hina – claro, se é que ela é mesmo de outro planeta – em sua primeira parte, ele consegue fazer de uma simples disputa de pedra-papel-tesoura algo extremamente engraçado e divertido; e claro, em sua segunda parte, um bom desenvolvimento da relação da Hina para com o Nitta e vice-versa, mostrando novos personagens e uma situação muito errada, aliás, eu diria que crianças em casas noturnas é extremamente errado, mas bem, tudo na passa de uma ilusão, certo Nitta? Zo-na, zo-na!

Com a apresentação da Anzu foi extremamente engraçado, bem como a relação de “preciso te derrotar!” dela com a Hina, é lógico que devido ao clima leve do anime, você não deve pensar a fundo sobre isto, e talvez realmente não deva, pois é apenas mais uma personagem, que apesar de ser super carismática, não aparenta apresentar nenhum perigo real para a Hina e o Nitta, claro, apesar da primeira cena do anime ter parecido bem séria. Eu tenho sérias dúvidas se o anime vai em algum ponto tratar de coisas realmente sérias, pois eu não queria que ele mudasse o clima leve e divertido, por mais que aquela primeira cena tenha sido super empolgante e bem animada. É, eu prefiro rir e me divertir com coisas leves.

A Anzu é tão fofinha quanto a Hina, e eu sinceramente estou com medo de me tornar um lolicon depois de Hinamatsuri. Achei bem legais as caras e bocas que elas fazem na sua disputa de pedra-papel-tesoura, sério, eu devo ter ficado mais tempo rindo do que de fato admirando a bela animação que o anime tem apresentado, e talvez isso seja um ótimo ponto positivo para um anime de comédia, afinal, um anime de comédia que não te faz rir não pode ser chamado de anime de comédia.

Além da Anzu, também teve a apresentação de uma outra personagem – que apesar de já ter aparecido no episódio anterior, não foi usada para nada relevante –, a amiga de escola da Hina, que mais tarde acabou virando uma funcionária temporária (e ilegal) do barzinho por pura ironia do destino autor. A palavra certa para este acaso seria “hilário”, chega a ser tão improvável e louco que acaba sendo engraçado, e nem mesmo a mãe dela acredita quando ela diz que está lá.

Tem sido bacana ver como a segunda parte dos episódios têm dedicado a desenvolver a relação dos nossos dois protagonistas – se é que posso tratar um evento que ocorreu apenas duas vezes como se fosse algo contínuo –, assim, mostrando que além de um anime leve de comédia, ele também consegue ser profundo em relações de pessoas para com pessoas, e por quê não de pais e filhos?

Mas no final, sempre acaba tudo bem…

Já ficou bem claro que apesar de ser um mafioso, o Nitta é uma pessoa do bem. Isto meio que é algo romantizado. Conforme vemos animes e mangás, não se torna exatamente difícil encontrar uma obra em que o cara que era pra ser “mau” começa a agir de forma contrária, temos isso em Great Teacher Onizuka por exemplo, que talvez seja o mais próximo que tenho para falar neste momento, pois tratamos de gangues, seja uma de motoqueiros ou a mais famosa Yakuza.

Cuidado Nitta, menininha fofinha perigosa.

A animação é tão linda quanto o design de personagens, que com toda certeza é do meu agrado, o que é por vezes bem difícil, pois normalmente acho o design ou a animação ruim, mas em Hinamatsuri, tudo parece cair bem no meu gosto, pelo menos nestes primeiros dois episódios.

  1. Acho melhor não resistir ao raio de fofura que as lolizinhas fofinhas tem e usam aos montes nos animes e em Hinamatsuri, não é diferente. A Anzu-chan chega abalando tudo pelada como sempre pra manter o padrão e muito fofinha loira com uma fita vermelha no cabelo. A cena que ela volta a morar na rua e fica embaixo da ponte pra se proteger da chuva me lembrou bokusatsu tenshi dokuro-chan, a anjinha rival da Dokuro-chan também não tinha sorte e virou uma moradora de rua no anime, obra muito engraçada.

  2. Este anime está cada vez melhor. Desde do excelente timming cómico do director, o design bastante bom do estúdio Feel e claro aos personagens.
    A introdução da Anzu e ao seu carácter rebelde, foi muito bom. A Anzu não é má nem mesquinha, ela apenas queria levar de volta a sua rival (a Hina).
    O Niita continua muito bom, a forma como ele queria evitar o confronto entre a Anzu e a Hina foi muito boa e deu origem a um dos melhores jokenpô que já vi em anime. Por falar na parte do jokenpô, o timming cómico nele foi nota 10 (as expressões das personagens foi o melhor).
    Falando um pouco na melhor parte do episódio, o que passou na cabeça do Niita para levar duas menores de idade, ao distrito da luz vermelha. O Niita é tão mito que levou duas garotas menores de idade a um cabaré e ainda pediu que a Hina usasse os seus poderes para levitar o champanhe (mais vida louca que isto é impossível).
    A cena do bar onde a Hitomi teve que passar por bartender foi muito boa, o velho que lá estava era tão gente boa, que até ensinou a Hitomi a preparar uns drinks.
    Como sempre, mais um excelente artigo Carlos Sousa.

    • Olá! Sem contar que a Hitomi já teve seu estágio, então, já pode contar como experiência! Bom, brincadeiras à parte, que bom que você gostou. E como sempre, mais um excelente comentário seu.
      Muito obrigado!

      • A Hitomi agora já pode trabalhar junto da Utako sem problema, já fez um estágio rigoroso e já tem alguma experiência.
        Eu que agradeço pela resposta. Até ao próximo artigo de Hinamatsuri.

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