Os sobreviventes

Bom dia!

Onitakemaru está morto. Os últimos retentores do clã Sou estão mortos. Kano provavelmente morreu, mas não sem antes sofrer um destino pior do que a morte. Amushi só pode ter morrido depois de um ferimento daqueles. E a Sana, acredito, morreu com ele, emulando Tatsu, a quem tanto admirava.

Jinzaburou, porém, está vivo para continuar lutando contra os mongóis, que agora partiram para Kyushu. E Teruhi também está viva, para continuar lutando pela ilha de Tsushima, protegendo os poucos e desgraçados sobreviventes.

Eu cantei esse final antes, não foi? Era absolutamente previsível, não estou me gabando de possuir dotes mediúnicos para previr finais de anime, acho que Angolmois já havia telegrafado qual seria o resultado. Mesmo assim, conseguiu entregar um final potente e emocionante. Depois do episódio anterior achei que não fosse possível.

Na reta final, Angolmois surpreendeu e entregou o que tinha de melhor.

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Bom dia!

O penúltimo episódio de Angolmois é também de longe seu melhor episódio. Não pela parte técnica, que está apenas decente, mas por entregar uma mensagem pungente, do tipo que só que é escrita a sangue: o sangue daqueles que morreram defendendo Tsushima.

Mas se defender Tsushima era o grito de guerra que os unia, a motivação pessoal de cada um, o verdadeiro motivo pelo qual seu coração batia, era diferente. Por amor? Para expiar pecados? Para proteger os mais fracos?

O mais trágico é que alguns deles talvez só tenham descoberto isso em sua hora derradeira. É como Nagamine disse:

Um guerreiro morre para descobrir quem é.

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Bom dia!

Não dá para disfarçar, não tem para onde fugir: esse episódio foi frustrante. Não só porque teve coisa demais e nada foi bem desenvolvido, não só porque a animação atingiu o que acredito ter sido o nível mais baixo do anime até agora.

Foi um episódio ruim porque embora tenha acontecido muita coisa, a várias delas faltou senso de propósito. Para que razão narrativa serviu o moleque ir tentar matar o Jinzaburou enquanto ele estava dormindo? Só para o anime mostrar uma expressão maligna nova da Teruhi enquanto ameaça uma criança?

A Teruhi aliás apareceu bastante. Foi um episódio tão qualquer coisa que o assunto quente parece ser o novo assalto sexual que ela praticou no Jinzaburou enquanto ele dormia – com esse já foram três. Eu acho mais engraçado comentar sobre a coleção de cabeças dela, que cresceu nesse episódio. Adeus, Shiraishi.

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Bom dia!

Shiraishi, Jinzaburou, Nagamine, o que cada um deles têm na cabeça? Para um anime que está contando tanta história em relativamente poucos episódios e que tem tantos personagens, Angolmois está fazendo um trabalho muito bom em desenvolver cada um deles para que não pareçam genéricos, arquétipos vazios.

Claro, isso não se aplica a todos. Onitakemaru continua sendo um maluco cheio de músculos e com pouco cérebro. Pelo menos ele é engraçado. A Princesa Teruhi teve um começo de desenvolvimento nos primeiros episódios do anime mas em algum momento parou. As cenas dela ficando envergonhada ou agitada pensando no Jinzaburou já deixaram de ser engraçadas para ser apenas constrangedoras.

Ainda assim, o resultado final é positivo. Que o diga meu general mongol favorito, o rechonchudo Edei. Ele pode achar que o resultado final de sua batalha não foi assim tão positivo, mas continua crescendo em meu conceito.

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Bom dia!

Um conselho? Estude sempre! Estude tudo! Estude por qualquer motivo! Assistir Angolmois por exemplo é um excelente motivo para estudar. Escrever sobre Angolmois então é um motivo melhor ainda, e por isso tenho preenchido esse espaço com tanto ou mais resumos sobre a história japonesa da época do anime do que com análises dos episódios em si. Colocado dessa forma parece algo ruim (não estou analisando os episódios então?), mas dada a forte e óbvia ligação que as duas coisas têm é claro que não é ruim.

E assistir esse episódio me deixou ainda mais convicto de que estou adotando a abordagem correta. Suponho que para um japonês adolescente ou jovem adulto médio, o público-alvo original de Angolmois, eu não esteja escrevendo nenhuma novidade. Na verdade talvez esteja até sendo grosseiro em minhas imprecisões. Mas não é para japoneses que estou escrevendo. Brasileiros com certeza não costumam ter esse nível de conhecimento sobre a história japonesa, e suspeito que portugueses também não. Nossos irmãos africanos, talvez? A pergunta é retórica.

Angolmois é uma história alternativa. Ele se baseia em fatos históricos reais e os modifica para contar sua própria versão “e se…” da história. Desse modo, parte do entretenimento de assisti-lo é conhecer a história real e notar as mudanças que o anime está fazendo. Mas nós não conhecemos! Por isso eu estudo. Por isso, se você está assistindo Angolmois e lendo meus artigos no Anime21, você não fica na mão.

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Bom dia!

Os japoneses continuam fugindo e os mongóis jamais esperariam que eles fossem tão resilientes. Lutaram tenazmente e venceram um batalha que tinha tudo para estar perdida: os mongóis tinham números, moral, e armas superiores. Ok, lutar no passo de uma montanha torna todas essas vantagens bastante relativas, mas ainda assim. Pelo menos por pura persistência deveriam ter eventualmente vencido sem que os japoneses fugissem – mas não conseguiram.

Tenho certeza que eles não esperam que haja um imperador na ilha também. E “um imperador”, ao invés de “o imperador”. Eu também não esperava.

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Bom dia!

O Jinzaburou acredita que é importante lutar na hora de lutar mesmo se não quiser lutar, ou algo assim. Estou brincando, eu realmente não entendi qual é a moral dele. Eu entendi que há duas alternativas: lutar até o fim, sem ceder jamais, versus saber a hora de ceder. Mas não entendi qual foi a escolha dele, afinal. Entendi, porém, que ele aprendeu a respeitar a escolha dos outros, e isso é uma coisa elogiável.

O episódio dá exemplos de quem escolhe lutar e de quem escolhe não lutar, bons exemplos inclusive, mas há que se considerar que os mongóis realmente querem matar todo mundo, e isso meio que reduz as escolhas possíveis. Talvez essa seja a moral? De todo modo, o episódio teve um flashback muito interessante do Jinzaburou que me fez explorar mais esse período histórico em que o anime se passa, então senta que lá vem história!

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Como você sabe (ou vai ficar sabendo agora), quase todos os animes lançados nas temporadas tem uma fonte original. Alguns vieram de mangás, outros vieram de light novels, games ou até mesmo de visual novels. Há exceções, é claro, temos alguns animes originais nessa temporada (como Shoujo Kageki Revue Starlight e Sirius the Jaeger) e esse artigo tem como finalidade mostrar alguns dos animes da temporada de julho de 2018 que tem versão em mangá, seja original, seja como só mais uma adaptação de outra mídia.

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Bom dia!

Antes desse episódio eu estava sob a impressão que o anime ia tentar a rota do final feliz. É história alternativa mesmo, então podemos contar o que quisermos, não é? Quero dizer, claro que simplesmente mudar tudo e dizer que os japoneses venceram em Tsushima seria absurdo, mas poderiam aliviar ao máximo a derrota e conseguir salvar o máximo possível de pessoas. Talvez ainda façam isso, mas não estou mais tão certo.

Na verdade, o anime provavelmente não vai ter nem final feliz nem final trágico. E tampouco qualquer tipo de “final médio”. O mangá ainda está em andamento então o anime não deve ter final, a não ser que o mangá acabe ao mesmo tempo (não parece estar perto disso ainda pelo que pesquisei) ou que inventem um final para o anime. Dado que a história é mais ou menos baseada em fatos reais, inventar um final não seria tão difícil assim. Quem sabe?

Mas se tivermos um final, estou apostando em um pessimista. E vou explicar porque.

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Bom dia!

Primeira coisa: o anime vai mesmo ficar com esse filtro horroroso sobre a tela o tempo todo, até o último miserável episódio, não vai? Pro inferno com todos os que acharam que isso era uma boa ideia ou que permitiram que essa atrocidade acontecesse.

Segunda coisa: esqueça ficção histórica. Como escrevi nas primeiras impressões, existe uma diferença entre ficção histórica e história alternativa, pelo menos na forma como eu entendo e lido com cada tipo de material, e a partir do segundo episódio Angolmois entrou totalmente no terreno da ficção histórica. Apesar de citar registros históricos (como a invasão à Europa), conter personagens reais (como Sou Sukekuni) e até pistas visuais (como a droga do filtro estilo pergaminho) de que se pretende o que eu chamaria de ficção histórica, a essa altura a história do anime é irreconciliável com a história real. Isso não é um problema, mas é bom que todos saibamos que não estamos assistindo a uma encenação mais ou menos realista dos fatos que aconteceram em novembro de 1274 em Tsushima, Japão.

Terceira coisa: Sim, eu vou cobrir Angolmois essa temporada no Anime21, porque eu gosto de escrever sobre animes de guerra por aqui, especialmente guerras históricas ou inspiradas por elas. Obrigado por estar aqui e leia a partir de agora a minha análise desses dois episódios de Angolmois.

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