Uma lolita gótica invoca uma demônio, porém não sabe o feitiço para mandá-la de volta. Para retornar ao inferno, essa demônio precisa matar sua invocadora. A premissa remete a um terrir, e é isso que Jashin-chan Dropkick oferece… até certo ponto. O que começa como um slapstick com toques de gore ganha contornos de um slice of life, e ainda que tenha violência gráfica (em exibição comedida) e humor físico, a série centra-se na relação entre suas personagens e seu cotidiano, recorrendo a metalinguagem, quebra da quarta parede e um olhar crítico à sociedade japonesa. Jashin-chan Dropkick não é uma comédia avassaladora, há momentos impagáveis assim como tediosos, mas consegue sustentar o interesse e a diversão ao investir nas interações entre os seres sobrenaturais – anjos e demônios – e Yurine, a loli gótica sádica, que adora coisas fofas.

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O último episódio de Jashin-chan Dropkick traz as virtudes e os defeitos que compõem a série. Os esquetes mais focados nas personagens funcionam melhor que aqueles que são aleatórios. Ainda que o desenvolvimento das personagens não seja o forte de Jashin-chan Dropkick, o carisma delas sustenta muito bem o seu humor. O episódio final centra-se na relação Jashin-Yurine, proporcionando uma maior atenção à personalidade das protagonistas, com ideias e sentimentos ainda não tratados anteriormente. E, a partir dessa novidade, a loira-serpente afirma-se como a personagem menos unidimensional do programa, já que, entre atos moralmente inaceitáveis e momentos de ternura com Medusa, ela cuida da saúde de Yurine, evitando que a sua invocadora morra – o que significaria seu retorno triunfal para o inferno. O episódio é divertido, reunindo praticamente todo o elenco (excetuando as irmãs demônios do gelo, Yusa e Kouji) e consegue, certo modo, alcançar um desfecho prazeroso, ainda que impreciso.

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Jashin-chan Dropkick mantém-se firme em sua crítica social, examinado o lado B (bem evidente) da sociedade japonesa.  Desta vez, sem índices para sustentar as sequências de dramédia, mas com o trabalho em foco e alguns elementos que o acompanham, e, de quebra, expondo certos comportamentos nocivos, como os de golpistas e de fãs obsessivos. Se o episódio anterior contrapôs a experiência de Minos e Pekora com a labuta diária, o décimo episódio mostra a anjo perdendo dinheiro e reconquistando sua fé em seus valores angelicais, com o trabalho como intermediário dos sentimentos que vivencia. Ainda tem um esquete com Medusa declarando novamente seu amor por Jashin-chan. O episódio é divertido (garantindo boas risadas e um pouco de reflexão), funcionando em suas pretensões, com um bom desenvolvimento de algumas das personagens, principalmente de Pekora e Poporon.

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Yurine se comporta como deusa da justiça e carrasca em Jashin-chan Dropkick. Aquela que tem o poder de punir as más ações, mas que acaba cedendo ao seu sadismo quando cumpri seu papel. Contudo, como a única a realizar atos cruéis e mesquinhos é Jashin-chan, cabe a ela receber a fúria disciplinadora da loli gótica. O final de seu encontro com Poporon, o equivalente celestial da loira-serpente, revela que a garota não irá tolerar os abusos e desfaçatez da anjo, demonstrando que está alerta a qualquer sinal de desmando. Neste sentido, há um avanço a respeito dos caracteres das personagens. Minos ganha mais espaço e Medusa tem uma reação inesperada, permitindo que Jashin receba uma lição da vida. Além disso, falhas e virtudes desses seres sobrenaturais contribuem para costurar a crítica comportamental/social com a qual série flerta. Um bom episódio, engraçado, com a maior parte do elenco em cena.

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O episódio 8 de Jashin-chan Dropkick traz, em seu bojo, consciência social, oportunismo, ingenuidade, sadismo e súbita viagem no tempo, uma mistura de ocorrências e temas que apresentam algumas estatísticas sobre a sociedade japonesa (e do universo interno do anime, com as expectativas e opiniões de anjos e demônios a respeito do Japão) enquanto recupera a insanidade de Yurine, que castiga com prazer Jashin, como forma de “educá-la”, devido a sua falta de honradez, a sua velhacaria. É um episódio que contempla assuntos relevantes e situações inusitadas, no entanto, a comédia não empolga, apesar de não chegar a ser decepcionante. Na verdade, o flerte com um humor que vai além da risada é que se mostra ineficiente. Há bons momentos e ideias interessantes, mas a série, no geral, sofre por não conseguir que suas anedotas alcancem a potência que prometem e pelo raso desenvolvimento de suas personagens.

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Mais um capítulo da amizade entre Jashin-chan e Medusa. Amor que beira à devoção, crueldade e oportunismo, mágoa e rápida conciliação, além de Jashin não ser honesta com seus reais sentimentos são os elementos que formam essa ligação de mais de 7000 anos. Nesse episódio, depois de uma imensa bobagem, com direito à ofensa pesada, a loira-serpente conserta a sua improbidade sendo mais carinhosa com Medusa do que nos tropeços anteriores. Ainda que a relação delas seja a mais sólida da série, a amizade não é muito saudável, pelos motivos elencados acima. No entanto, é o melhor do show, apesar de passar ao largo do terrir e estar mais próximo do “cute girls doing cute things” (com linguajar mais grosseiro). Só que a repetição de uma situação a torna cansativa, e essa sensação é ampliada quando outras personagens são subdesenvolvidas. O episódio 7 tem seus momentos inspirados de comédia e de fofura, mas a mistura pastelão e sangue começa a deixar a desejar.

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O sexto episódio de Jashin-chan Dropkick consegue apresentar algo diferente em relação aos anteriores, mesmo que ainda não obtenha seu selo “Capaz de alegrar um dia cinza”. O que chama atenção no episódio é um melhor desenvolvimento de sua estória, principalmente envolvendo Jashin-chan, que viaja ao passado, direto para o inferno, e é solidária a Pekora, embora isso ocorra por vias tortas, a partir do curry derramado. Não desperdice curry na frente da loira-serpente, se não quer ver finalmente seu dropkick funcionar. O episódio tem bons momentos, diverte, apesar de não produzir nenhuma sequência impagável.

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Ainda que a metalinguagem apresente que Jashin-chan foi invocada a partir de um grimório adquirido por Yurine em um sebo, a ausência de informações sobre o passado das protagonistas pesa enormemente. A loli gótica é uma sádica que tem prazer em tortura Jashin-chan, mas ela se mostra atenciosa e gentil com as outras personagens, principalmente com Pekora. Acredito que a série tem a ganhar com uma exposição sobre a relação de Yurine e a loira-serpente. Um mini flashback talvez resolva a questão. Será que Yurine é brutal com Jashin pelo simples motivo da demônio ser capaz de se regenerar? Por enquanto Jashin-chan Dropkick parece um cão que tenta morder o próprio rabo e não sai do lugar. Pelo menos há a revelação de Minos e Jashin serem amigas de infância. Mas a maior participação da minotauro – um personagem bem simpático – no episódio evidencia que também ela é uma agressora de Jashin, só que involuntária. Um tipo de amiga que não mede as consequências de seus atos.

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Como você sabe (ou vai ficar sabendo agora), quase todos os animes lançados nas temporadas tem uma fonte original. Alguns vieram de mangás, outros vieram de light novels, games ou até mesmo de visual novels. Há exceções, é claro, temos alguns animes originais nessa temporada (como Shoujo Kageki Revue Starlight e Sirius the Jaeger) e esse artigo tem como finalidade mostrar alguns dos animes da temporada de julho de 2018 que tem versão em mangá, seja original, seja como só mais uma adaptação de outra mídia.

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Para o bem ou para o mal, os melhores momentos de Jashin-chan Dropkick estão na constante sequência trollagem/exploração – rompimento – reconciliação – cenas de amor e amizade que envolve Jashin-chan e Medusa. O positivo nesta repetição é que características e sentimentos se reforçam e possibilitam entender melhor as personagens. Porém, o que há de negativo nesta repetição é justamente a repetição, que, em decorrência da relação entre elas não ser o plot da série, pode-se tornar uma muleta involuntária ou provocar fastio. O episódio 4 de Jashin-chan Dropkick, no geral, chega a apresentar alguma graça, mas a falta de um prólogo começa a pesar.

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