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Em seu episódio 3, essa nova temporada de Gintama finalmente entra em seu grande esquema de batalhas, com o ritmo da forma que se encontra atualmente acho que finalmente poderei começar a apreciar esse novo sistema de artigos, já que não muito tem pra ser escrito quando o episódio inteiro passa a se consistir de batalhas e piadas em ritmo frenético.

Enquanto o episódio 4 não sai, tho, tivemos uma transição bem interessante. O episódio 3 não só conseguiu introduzir o sistema de batalhas (que aparentemente vai conseguir dos seus lunáticos da Harusame contra cada um dos discípulos de Shoyo que ainda estão ativos) como encerrou o interesse já mínimo que se tinha em questões menores como as do Shogun e de como o Umibozou está super neutro em meio a tudo.

A primeira cena realmente interessante de analisar é a da primeira estocada que dá inicio ao combate entre os corvos e nossos heróis no planeta dos Yato. Gintoki usa uma de suas famosas frases prontas que normalmente não querem dizer muita coisa, mas que dessa vez tiveram um combo bem interessante de acontecimentos. Ao dizer que “o fardo de um Samurai é a sua espada” Gintoki está admitindo que não se pode ter remorsos na vida, o único peso de seus sentimentos se deposita em sua espada e é dela e de seus sentimentos que um samurai deve tirar seu sustento, sem nem mesmo olhar para trás.

Seguindo essa mesma linha de raciocínio, Katsura nos espalha palavras de grande sabedoria, ao dizer que para desviar das balas e até mesmo da morte a única opção é seguir em frente. Katsura está dizendo que não importa o quão acuado eles estejam, ou o quão ruim é a situação, eles devem permanecer seguindo e seguindo em frente o mais rápido e mais vigorosamente possível, sem recuar e de forma que até mesmo coisas inumanas, como balas, nem mesmo passem a se tornar uma ameaça. Pois afinal, há momentos na vida onde o certo a se fazer é simplesmente seguir em frente tomando a situação como algo que deve ser enfrentado não importa o quão ruim ela seja.

Finalmente, nas próprias palavras de Bansai, esse tipo de pensamento reflete a alma Samurai que permeia por sobre a realidade da Edo do tempo de Gintama. Não é por nenhuma outra razão que quanto mais forte bateram no Samurai, mais implacavelmente destruíram o sistema criado por sobre eles, mais maquiavelicamente mataram o Shogun e planejaram a completa tomada de seus direitos. Mais forte se tornaram esses Samurais que se agarraram aos ideais de resistência que existiam em seu coração e que sempre seguiam em frente ainda mais fortes não importando o quão terrível o baque fosse.

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